<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386</id><updated>2012-02-20T14:35:41.710-04:00</updated><category term='Post inicial'/><title type='text'>Blog do Roberto Pinto</title><subtitle type='html'>O blogdorobertopinto discute comunicação corporativa, mídia, informação, imagem de marca ou branding,  relações públicas, privacidade, liberdade de imprensa, ética, coberturas jornalísticas, assessoria de imprensa, editorialização e customização dos meios, marketing, web 2.0, sociedade, futebol com ou sem arte, cultura, costumes, poder e seus derivados.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-7945820527863819311</id><published>2012-02-10T14:04:00.010-04:00</published><updated>2012-02-20T12:52:54.124-04:00</updated><title type='text'>Sacola na mão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bBCNPuX96Dc/TzVcaEfhYcI/AAAAAAAAAS0/hbrbw2sKjpg/s1600/sacola%2Bnavajo.jpg"&gt;&lt;img style="width: 400px; height: 247px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707569705714278850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-bBCNPuX96Dc/TzVcaEfhYcI/AAAAAAAAAS0/hbrbw2sKjpg/s400/sacola%2Bnavajo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era garoto (claro, às vezes, ainda sou), uma das minhas principais crueldades era amarrar uma linha de náilon entre o arbusto da nossa calçada e o muro, com uma lata cheia d’água, e esperar as pessoas que voltavam da venda, à noitinha, com as sacolas carregadas de compras. Nem tudo era embalado em filme poliéster, como hoje. Causávamos muito desconforto e prejuízo, eu e os outros garotos da rua. De vez em quando, levávamos uma carreira de alguma vítima mal humorada, mas até essa adrenalina fazia bem: ninguém tinha skate ou esqui. Nosso &lt;em&gt;rafting&lt;/em&gt; era um carrinho de rolimã, e o nosso &lt;em&gt;rapel&lt;/em&gt;, as árvores dos vizinhos. Não havia videogame, nem palestras sobre &lt;em&gt;A Família e a Contemporaneidade&lt;/em&gt;, do doutor &lt;strong&gt;José Ottoni Outeiral&lt;/strong&gt;, para discutir&lt;em&gt; a desinvenção do brincar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Numa comedia recente do &lt;strong&gt;Adam Sandler&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Grown Ups&lt;/em&gt;, falando de um reencontro de velhos amigos, um dos filhos do personagem chama a babá, que está na cozinha, por SMS; quando ela chega, reclama que o chocolate quente não é &lt;em&gt;Godiva&lt;/em&gt;: “Você quer me matar?”, diz. O filme expõe o seqüestro da molecagem pelo consumismo exacerbado e pela inflação da tecnologia, tendo, como pano de fundo, a fixação dos adultos na adolescência. Mas é só um caça-níqueis, e logo se despede das discussões desagradáveis, ao exibir crianças momentaneamente esquecidas de seus &lt;em&gt;tablets&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;smartphones&lt;/em&gt;, descobrindo como pode ser divertido jogar pedras no lago onde foram obrigadas a passar aquele 4 de julho (&lt;em&gt;Lago Winnipesauke&lt;/em&gt;, New Hampshire –EUA).&lt;br /&gt;No meu carrinho de rolimã, a melhor parte vinha antes: percorrer as oficinas do bairro; convencer o mecânico brucutu a entregar um bom rolamento a um moleque metido a besta; encontrar a peça num monte de porcarias cheirando a ferrugem, limpá-la com querosene preto de graxa, lubrificá-la com óleo de cozinha e depois, fazê-la girar até zumbir, num toco de pau. A segunda melhor parte era conseguir o caixote, desmontá-lo, ganhar ou roubar um eixo de madeira do tamanho de um punho cerrado, serrá-lo, furá-lo no meio, arranjar um parafuso de cama com, no mínimo, doze centímetros de comprimento e, finalmente, montar o modelo, com um pedaço de pneu na ponta do freio. Eu não gostava de fazer pipas, mas fabriquei alguns desses carrinhos; vendi jabuticaba e fiz estilingues/atiradeiras, além de ter pintado &lt;em&gt;camisetas de protesto&lt;/em&gt;, nos anos 60. Os americanos vendiam refresco na calçada. Lucy, dos &lt;em&gt;Peanuts&lt;/em&gt;, tinha uma banca de Psicanálise da qual saíram alguns dos melhores conselhos que já li ou ouvi.&lt;br /&gt;Nem tudo era &lt;em&gt;paz e amor&lt;/em&gt;, naqueles anos: quando &lt;strong&gt;Guevara&lt;/strong&gt; virou bandeira, eu o desenhei com carvão na parede da sala de aula, que fui obrigado a pintar, no fim de semana, em troca de não ser expulso da escola.Não apareceu nenhum otário para cair no &lt;em&gt;conto da cerca&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Tom Sawyer&lt;/em&gt;. Anos depois, quando o meu filho quebrou todas as lâmpadas do corredor de uma escola particular, foi suspenso por três dias, sem nenhuma atividade pedagógica.&lt;br /&gt;Na minha adolescência, além dos atos de vandalismo, montei socos ingleses na oficina de cadeiras de cano e plástico do pai de um amigo. As gangs sempre existiram, mas os nossos confrontos nos bailinhos da época só viraram moda depois de &lt;em&gt;Rebelde sem Causa&lt;/em&gt;, de 1955, também conhecido como &lt;em&gt;Juventude Transviada&lt;/em&gt;. Brigávamos entre nós (melhor que bater em mendigos), mas o meu soco inglês já nasceu relíquia -nunca foi usado. Alguns de nós usavam canivetes, mas só me lembro de uma vítima, em toda a nossa &lt;em&gt;West Side Story&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Além do conflito de gerações, a guerra-fria, o marketing e a cultura pop, o pós-guerra nos trouxe a capacidade de unir, quimicamente, partículas de alto peso molecular, denominadas monômeros, formando os famosos polímeros, nos quais a humanidade encontrou uma fonte inesgotável de utensílios: de parafusos a painéis de construção, tubos, tecidos e carcaças automotivas, brinquedos de gente pequena e de gente grande, entre eles, as conhecidas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sacolas de supermercado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que, depois de meia noite, se transformam em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;lixinhos de banheiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Quando se fala em scolas de plástico, essa pauta que não sai da mídia (observação de &lt;strong&gt;Hélio Schwartzman&lt;/strong&gt;, na FSP), penso nas armadilhas da minha infância, mas também nos chapeuzinhos de jornal que um senhor ensinou a fazer, no jornal Hoje da TV Globo, para abastecer os tais lixinhos de banheiro.&lt;br /&gt;– Quem é que vai colocar jornal no lixo do banheiro? – perguntou uma senhora, na fila do caixa do mercado. – Depois que uma dessas especialistas aconselhou as pessoas a trocar os saquinhos de lixo da pia por caixinhas de tetrapack – acrescentou (textualmente) - eu perdi as minhas ilusões. – Que especialista é essa, que não sabe que tetrapack é pior que plástico? De fato, pensei com meus botões. Até as pedras sabem disso, como diria o ministro do STF, &lt;strong&gt;Gilmar Mendes&lt;/strong&gt;, falando das corregedorias de Justiça.&lt;br /&gt;- A gente se habituou à sacola da feira, - disse uma outra, em tom conciliador. – Vamos acabar nos acostumando de novo à sacola do mercado. Concordo com ela. Também me considero um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sem-sacola&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, porque, embora reaproveitasse caixas de papelão descartadas pelos próprios supermercados para trazer as compras, tive que deixar de usá-las por causa da súbita explosão da demanda.&lt;br /&gt;A propósito disso, as animadoras de programas femininos e as produtoras do GNT estão todas de acordo: &lt;strong&gt;a sacola retornável voltou à moda&lt;/strong&gt;. Ok, mas de que tipo? – Eis aí, uma pauta para o Fantástico. Será que a Veja falou a respeito? (há tempos não leio Veja). E as revistas femininas, que nunca vejo? – Já compararam estilos e preços? – Vamos de bolsas adornadas de franjas e fios de ouro, como as da Antiguidade, ou de mochilas indígenas, como aquela moda dos anos setenta, de carregar os filhos nas costas? – Alforjes, cestas de vime ou sacolas de lona verde, com um look militar?&lt;br /&gt;Ensina o nosso oráculo contemporâneo, lá pela quarta ou quinta página de consulta, que os grupos pré-históricos eram nômades e se deslocavam, conforme a necessidade de obter alimentos. Como já haviam descoberto que a pele dos animais servia para proteger o corpo, podem ter desenvolvido também um sistema de receptáculos para carregar e proteger suas caças. Daí a presença de bolsas a tiracolo em desenhos rupestres que datam da pedra lascada (40 milhões anos A.C.).&lt;br /&gt;Nesse aspecto, portanto, estamos voltando à pré-história. Mas, se não há outra solução, porque não mudar? Já nos acostumamos às bicicletas de Moema, no fim de semana. Podemos aproveitar essa onda para transformar outras atitudes e hábitos urbanos que nos incomodam.&lt;br /&gt;Podemos, por exemplo, boicotar os comentários do &lt;strong&gt;Neto&lt;/strong&gt; nas televisões dos restaurantes do bairro, na hora do almoço; obrigar os âncoras do telejornalismo, em geral, a serem menos &lt;em&gt;enfezados&lt;/em&gt; (começando pelo &lt;strong&gt;Bonner&lt;/strong&gt; e pelo &lt;strong&gt;Boechat&lt;/strong&gt;; o &lt;strong&gt;Celso Freitas&lt;/strong&gt; só faria algumas seções de fonoaudiologia com o &lt;strong&gt;Anderson Silva&lt;/strong&gt;); executivos que trabalham de gravata não poderiam mais usar cabelo de moicano; parar em fila dupla reduziria as notas dos alunos das escolas particulares; transportadores de valores não poderiam almoçar dentro de seus veículos parados com o motor funcionando, ou o diesel teria que ser mais limpo; cada música romântica e popular que tocasse no rádio (incluindo as do &lt;strong&gt;Wando &lt;/strong&gt;e das &lt;strong&gt;afilhadas do Caetano&lt;/strong&gt;) obrigaria a emissora a compensar o público com uma ária de &lt;strong&gt;Puccini &lt;/strong&gt;ou uma sonata de &lt;strong&gt;Bethoven&lt;/strong&gt;. Quando tudo isso for providenciado, prometo comprar, na segunda-feira seguinte, uma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sacola retornável&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de algodão cru, com uma estampa bem ecológica em silkscreen do lado de fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-7945820527863819311?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/7945820527863819311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2012/02/sacola-na-mao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7945820527863819311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7945820527863819311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2012/02/sacola-na-mao.html' title='Sacola na mão'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bBCNPuX96Dc/TzVcaEfhYcI/AAAAAAAAAS0/hbrbw2sKjpg/s72-c/sacola%2Bnavajo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3178195180556066839</id><published>2012-01-17T14:15:00.008-04:00</published><updated>2012-01-17T18:14:00.971-04:00</updated><title type='text'>Casa Vogue contra TV Brasil e Veja</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3uEP71-a-3k/TxW7EwlfmDI/AAAAAAAAASo/TiaZY0KMJxw/s1600/Cartoon%2BSemp%25C3%25A9.tif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 393px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698666593943263282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-3uEP71-a-3k/TxW7EwlfmDI/AAAAAAAAASo/TiaZY0KMJxw/s400/Cartoon%2BSemp%25C3%25A9.tif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana na TV começou com uma boa entrevista de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Júlio Medaglia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, na Cultura. Ele gravou a data, 5 de março de 1956, em que decidiu comunicar ao pai que seria músico: esse foi o desfecho do programa, chamado &lt;em&gt;Ponto de Virada&lt;/em&gt;, depois de ter marcado o início de uma bela carreira. O maestro recomendou aos jovens com talento que se aferrem às suas metas profissionais como fanáticos, porque a felicidade, ou boa parte dela, se esconde no fazer aquilo que se gosta. Foi bom lembrar como se davam as relações entre pais e filhos, na época, o dele querendo vê-lo como herdeiro da &lt;em&gt;Comercial Peças Automotivas&lt;/em&gt;, que ficava na Pompéia, engenheiro ou dentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Medaglia&lt;/strong&gt; ensinou aos técnicos das Secretarias de Cultura como programar concertos públicos usando peças mais curtas, já que as sinfonias, por demorarem a desenvolver uma idéia, não combinam com o ambiente caótico das cidades; arrasou, numa frase, o &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt; que eu sempre temi criticar, com meu &lt;em&gt;esquerdismo&lt;/em&gt;, lembrando a vasta e profunda cultura musical do negro brasileiro (desde &lt;strong&gt;Carlos Gomes&lt;/strong&gt;), que está sendo jogada no lixo em troca de uma cultura importada de um negro “perdedor” norte-americano (em detrimento do jazz). Constatou, como aqui tenho feito, timidamente, a decadência da cultura “ocidental”, na ponta oposta do avanço tecnológico: ipods não tocam &lt;strong&gt;Keith Jarret&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a entrevista de &lt;strong&gt;Medaglia&lt;/strong&gt; aos dias de amenidades no primeiro mundo, como as eleições norte-americanas e a crise na Europa, que me permitiram assistir, sem problemas, aos noticiários da BBC e da CNN, com seus divertidos comentaristas ingleses tentando falar como norte-americanos (na CNN) e norte-americanos com sotaque de Boston (na BBC). As notícias de esporte não são como as daqui: existem, é claro, as transferências milionárias de jogadores de futebol, e a cobertura do campeonato inglês (como aqui), mas também se ouve falar do aberto de tênis na Austrália. Nos últimos dias, eu não podia mais com a linguagem paroquial do JN e sua cobertura emocionada das enchentes. A Globo podia contratar o &lt;strong&gt;Gugu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana anterior, o que mais me chamou a atenção não foi o desmoronamento da fachada da Justiça, liderada pelo augusto ministro do STJ, &lt;strong&gt;Marco Aurélio Mello&lt;/strong&gt;, nem a empáfia daquele outro cidadão que atravessou a cidade tomado por um surto e depois jogou suas tentativas de homicídio nas costas das vítimas; nem as implosões frustradas da Favela do Moinho e da Cracolândia, ou a história da mulher que dizem ter matado 39 animais domésticos, entre cães e gatos. O que mais me impressionou, na semana passada, na TV brasileira, foi uma reportagem sobre a casa da &lt;strong&gt;Malu Mader&lt;/strong&gt; e do &lt;strong&gt;Tony Bellotto&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um desses programas de celebridades ofertados à nova classe média, nas tardes de domingo. Era uma produção voltada à nova classe alta: refinada, com belas imagens, sequências e planos, &lt;em&gt;travelings&lt;/em&gt; perfeitos e entrevistas inteligentes, tudo costurado pelo trabalho de dois arquitetos talentosos: um escritório, uma casa na montanha, um apartamentão na cidade; depois, a casa de um deles, num pequeno e velho edifício de três andares, no Rio, cuja intimidade foi protegida por uma parede de orquídeas, na varanda, e a luz, roubada do céu por meio de um teto de vidro, num trecho do living. Deve ter dado uma boa briga com o condomínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programas de arquitetura e decoração estão em voga, como os cadernos de culinária e os espaços gourmet, as novas pragas modernas. Com mais alguns naufrágios de transatlânticos conduzidos por italianos amigos e caos aeroportuários, temo que as pessoas nunca mais saiam de suas tocas e carros blindados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Malu Mader&lt;/strong&gt; confessou, na entrevista, que não gosta de apartamentos e sonhava reconstruir o paraíso perdido de sua infância: a casa de avó, no interior, onde sempre havia alguma coisa cheirosa saindo do forno &lt;em&gt;(madeleines&lt;/em&gt; inesquecíveis, diria George Pérec), árvores para se brincar, vizinhos e uma parentada saudável reunida para as refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando o excesso de prateleiras, carregadas de livros, arquivos sonoros e uma pretensão sentimental da proprietária acerca de suas próprias referências – sempre disponíveis à sobrinhada, filhos de amigos e agregados (Malú, você já é um ícone) – o lugar é quase um casarão de interior com um daqueles amplos quintais. Os filhos cresceram. Enquanto o casal pensava na mudança, e no transtorno adicional nos deslocamentos diários, a cobertura vizinha foi posta à venda. O velho titã e sua metade ideal (culta e bela) somaram dois mais dois e mais um filho veio ao mundo, em forma de apartamentão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de proteger a intimidade da família com plantas, como fez em sua própria casa, o arquiteto dispôs os espaços usando o bom senso em lugar de paredes; exceto, talvez, pelo escritório do patrão, que ficou situado em frente à mesa de pingue-pongue da molecada: imagino Belini, concentrado antes de um crime, tendo que ouvir o barulhinho irritante daquela bolinha de celulose entre raquetes. A mesa de jantar, como se diz, tem 14 lugares; a segunda mesa, na varanda, mais uma dúzia: almoço dos adultos longe da algazarra das crianças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me veio à mente, refletindo naquela invejável rusticidade doméstica, foi o que nenhum de nós ignora, nem o meu síndico, que acaba de me mandar um e-mail informando que, graças aos nossos recentes investimentos em infra-estrutura de segurança, o roubo de uma câmera externa ao nosso edifício pôde ser evitado: por não abrirem mão de suas escassas conquistas, as pessoas tentam protegê-las, a qualquer custo, do caos ambiente, tendo desistido das tentativas concretas de solução, como fazíamos, na década de sessenta, da qual eu me sinto um sobrevivente meio ridículo, e da qual emergiram as malús maders e os tonys bellottos. Que são gente respeitável, como todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma crítica nessas caraminholas, minha cara senhora, meu caro senhor. Nem mesmo ao meu prezado síndico, trazido a esta crônica sem consentimento prévio, e que comentou, provavelmente inspirado na análise antropológica do PM que atendeu à ocorrência do nosso prédio: com a possível migração de satélites da Cracolândia para a Zona Sul (uma espécie de centrifugação da problemática social), temos que ficar mais atentos, redobrar nosssos cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo tudo isso: o recolhimento, a conveniência, o distúrbio, o cuidado, o medo. O que não me impede de lamentar a completa evanescência dos nossos sonhos de juventude, dispersos numa desordem de pedras que rolam até chegar à beira de algum mar ou rio, polidas e inertes, como um poema de João Cabral: "inenfáticas, com sua resistência fria ao que flui e a fluir".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3178195180556066839?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3178195180556066839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2012/01/casa-vogue-contra-tv-brasil-e-veja.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3178195180556066839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3178195180556066839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2012/01/casa-vogue-contra-tv-brasil-e-veja.html' title='Casa Vogue contra TV Brasil e Veja'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3uEP71-a-3k/TxW7EwlfmDI/AAAAAAAAASo/TiaZY0KMJxw/s72-c/Cartoon%2BSemp%25C3%25A9.tif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-6503512999511538856</id><published>2011-12-13T14:05:00.007-04:00</published><updated>2011-12-14T09:33:54.872-04:00</updated><title type='text'>Dia do Palhaço</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AKJqgImvRGI/TueaRsrmWUI/AAAAAAAAASc/ctn8qf-mHJA/s1600/Ana%2BBaccarin.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685682683421022530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-AKJqgImvRGI/TueaRsrmWUI/AAAAAAAAASc/ctn8qf-mHJA/s400/Ana%2BBaccarin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela quer trabalhar no Brasil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Despido, há algum tempo, da jornalista &lt;strong&gt;Lúcia Guimarães&lt;/strong&gt; e desprovido, momentaneamente, da diligência obssessiva de &lt;strong&gt;Caio Blinder&lt;/strong&gt;, que costuma estudar todas as possibilidades do programa, o &lt;em&gt;melhor time de Economia e Política da tevê brasileira&lt;/em&gt;, como se autodefine o &lt;em&gt;Manhattan Conection&lt;/em&gt;, da Globonews, perdeu, anteontem (11/12), um pouco do seu brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a caricatura beligerante do &lt;strong&gt;Gingrich&lt;/strong&gt; ítalo-tupiniquim, &lt;strong&gt;Diego Mainardi&lt;/strong&gt;, serviu para cobrir as falhas do produto e a confusão dos membros da bancada diante de uma pauta anacrônica, somada à evidente desmotivação para temas espinhosos como a agonia do &lt;strong&gt;Tratado de Maastrich&lt;/strong&gt; e a negativa populista dos conservadores ingleses em assumir parte do ajuste proposto por França e Alemanha para salvar o que resta da União Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;racha&lt;/em&gt; no núcleo de poder britânico era tão evidente que virou manchete da Folha de S.Paulo de segunda-feira, 12 (um jornal de informação geral), bem acima da notícia da derrota dos grandes fazendeiros de Carajás pelo resto do Pará (não-separatista). O desfecho foi prontamente atribuído, pelos analistas, à campanha equivocada de &lt;strong&gt;Duda Mendonça&lt;/strong&gt;, o marqueteiro dos presidentes, também proprietário de terras na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe – fundamental na disputa, para o nosso jornalismo político – passou despercebido na série de reportagens pilotadas por &lt;strong&gt;Cristina Serra&lt;/strong&gt;, no aviãozinho do Jornal Nacional, na última semana. &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt; bem que mostrou alguns instantâneos dos males ancestrais que afligem aquela gente, do Tapajós a Belém, passando por Carajás, obviamente: &lt;strong&gt;fome, esgoto a céu aberto, doença, ignorância e uma natureza devastada&lt;/strong&gt;. Nada que &lt;strong&gt;dois novos governos&lt;/strong&gt; estaduais, alguns milhares de funcionários públicos, e &lt;strong&gt;duas novas assembléias&lt;/strong&gt; legislativas não pudessem resolver, com a urgência desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada do dia 11 também não sorriu para o &lt;em&gt;melhor time&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;valetudo&lt;/strong&gt;, mais recente mania nacional, na opinião do narrador da TV Globo, &lt;strong&gt;Galvão Bueno&lt;/strong&gt;, que, em duas semanas, tornou-se um grande amigo dos nossos principais lutadores. No UFC 140, o mais bem treinado dos gêmeos, &lt;strong&gt;Rodrigo&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Rogério Nogueira&lt;/strong&gt;, o Minotauro (&lt;strong&gt;Rodrigo&lt;/strong&gt;) vacilou depois de quase derrubar o norte-americano &lt;strong&gt;Frank Mir&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;perdeu no chão&lt;/em&gt;, sua principal especialidade; antes, porém, &lt;strong&gt;Rogério&lt;/strong&gt;, o Minotouro, que vinha desacreditado, derrotou, com sobra, o latino &lt;strong&gt;Tito Ortiz&lt;/strong&gt;. Mas a maior esperança dos fãs do UFC estava nos punhos do paraense (não-separatista), &lt;strong&gt;Lyoto Machida&lt;/strong&gt;, que sucumbiu diante do bem treinado novaiorquino, &lt;strong&gt;Jon Jones&lt;/strong&gt;, que vem segurando o cinturão dos meio-pesados, com 15 vitórias e uma única derrota na carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana anterior até que começara bem, para o outro time do &lt;strong&gt;valetudo&lt;/strong&gt;, com a aprovação do novo &lt;strong&gt;Código Florestal&lt;/strong&gt;, mesmo sem a brilhante defesa do deputado &lt;strong&gt;Aldo Rebelo&lt;/strong&gt;, do PC do B, hoje militando no Ministério do Esporte. &lt;strong&gt;Fernando Pimentel&lt;/strong&gt; escapou da degola e &lt;strong&gt;Cid Gomes&lt;/strong&gt; continuou governador do Ceará, mesmo depois de ter sua proposta indecente, a empresários da construção civil de seu Estado, gravada pela câmera indiscreta de um repórter do Estadão. No dia 11, o mesmo Estadão denunciou que os tribunais de justiça vêm ignorando o &lt;strong&gt;teto salarial de R$ 26,7 mil do STJ&lt;/strong&gt;, e pagando mais de &lt;strong&gt;R$ 41 mil&lt;/strong&gt; mensais aos juízes. Isso, afinal, não chega nem perto do &lt;strong&gt;salário dos treinadores de futebol&lt;/strong&gt;, que se contam em milhões por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a &lt;strong&gt;Câmara Federal&lt;/strong&gt; esbarrou na incompreensão da &lt;em&gt;imprensa burguesa&lt;/em&gt; quanto às necessidades dos funcionários permanentes e comissionados da Casa, que lá estão por indicação política: seriam &lt;strong&gt;R$ 386 milhões por ano&lt;/strong&gt;, o que, segundo o primeiro-secretário da Câmara, &lt;strong&gt;Eduardo Gomes&lt;/strong&gt;, do PT-TO, acabaria por reduzir despesas do Legislativo, uma vez que os funcionários deixariam de receber os mesmos reajustes dos deputados. Toda vez que cito o PT, tenho que lembrar, a amigos que militam ou simpatizantes dessa agremiação, que o mundo contemporâneo já não se divide mais entre PT e PSDB. Principalmente agora, que os cientistas descobriram a &lt;strong&gt;partícula de Deus&lt;/strong&gt; e que um cidadão, chamado &lt;strong&gt;Inri Cristo&lt;/strong&gt;, anda chamando as pessoas que têm fé de evanjegues. Barbas de molho, concidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à imprensa, não é de hoje que as pautas, em geral, vêm perdendo a sua força. Na semana passada, li mais uma interessante reflexão do meu colega famoso, &lt;strong&gt;Eugenio Bucci,&lt;/strong&gt; que discutiu &lt;strong&gt;a mídia,&lt;/strong&gt; do ponto de vista do &lt;strong&gt;público/produto&lt;/strong&gt;: se você colhe sua informação num site de busca, vira produto (as primeiras indicações são pagas); na mídia formal, isso não ocorre. Na qualidade de público, você, assim como eu, tem direito a uma informação qualificada. Paga, mas produzida por profissionais competentes. E independente. Ou, no mínimo, isenta. É aí, meu caro &lt;strong&gt;Eugenio&lt;/strong&gt;, que a coisa, às vezes, embaça. Mesmo um cidadão que consuma NYTimes, The Economist ou El Pais, jamais obterá o distanciamento por ele sonhado. Tome, por exemplo, &lt;strong&gt;a questão palestina&lt;/strong&gt;. Ou a Portuguesa, do &lt;strong&gt;Joaquim Castanheira&lt;/strong&gt;, que subiu para a primeira divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que a &lt;em&gt;informação grátis&lt;/em&gt; não pode chegar nem perto desse compromisso. A questão é saber se a outra, a paga, está constantemente em busca de uma escala que nós, críticos, consideraríamos ideal (matematicamente falando). É a esse &lt;em&gt;gabarito&lt;/em&gt; que o amigo leitor teria que aproximar a sua própria grade, a fim de extrair, do confronto entre os dois, a sua tomada de posição. Os jornais-âncoras, que carregam nas costas o peso da credibilidade de suas respectivas empresas (para que o produto dos&lt;em&gt; ipads&lt;/em&gt; sejam &lt;em&gt;ligeiros&lt;/em&gt;), podem não ser o tenebroso antro de facistas e imperialistas que os movimentos populares neles enxergam, mas estão longe do ideal de democracia que eles próprios se atribuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sei que o encaixe dinâmico entre a linha editorial dos veículos que batalham por uma eqüidistância razoável (ou possível) e o instrumento de aferição de seu público é &lt;strong&gt;apenas uma hipótese&lt;/strong&gt;, mas o esforço pela &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt; não pode ser negligenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, as pautas de &lt;strong&gt;Luciana Gimenez&lt;/strong&gt;, que ontem entrevistou &lt;strong&gt;Inri Cristo&lt;/strong&gt; e a do CQC, de &lt;strong&gt;Marcelo Tas,&lt;/strong&gt; jamais se encontrarão, embora uma esteja a dois canais de distância da outra. Mas ontem (12), a boa pauta sobre as previsões de astrólogos, numerólogos e afins, do CQC, deixou de comparar o vaticínio traçado pelas runas de que o Corínthians não será campeão das Libertadores (vamos cobrar, dona Bruxa), com a opinião de um especialista como &lt;strong&gt;Lédio Carmona&lt;/strong&gt;, por exemplo, do SporTV. O cidadão que previu a morte de três políticos, em 2012, podia ser confrontado com uma lista que incluísse &lt;strong&gt;José Sarney&lt;/strong&gt;, aquele ex-ministro do Turismo, &lt;strong&gt;Pedro Novais&lt;/strong&gt;, e o &lt;strong&gt;Vicente Arruda&lt;/strong&gt;, do PR-CE, deputado mais velho do Congresso, hoje com 81 anos. Mais atenção, &lt;strong&gt;Marcelo Tas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vou preferir a pauta do caderno&lt;strong&gt; &lt;em&gt;Aliás&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do Estadão, no último domingo (11/12), que não foi das melhores, mas tratou dos limites da&lt;em&gt; faxina presidencial&lt;/em&gt;, da&lt;em&gt; blindagem&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Fernando Pimentel&lt;/strong&gt;, do Código Florestal , da prisão do chefe da &lt;em&gt;Camorra&lt;/em&gt;, na Itália, do bichinho enterrado vivo e do MMA, com ótima entrevista de &lt;strong&gt;Christian Carvalho Cruz&lt;/strong&gt;, que eu não conheço, com o amazonense &lt;strong&gt;Wallid Ismail&lt;/strong&gt;, lutador e dono do Jungle Fight no Brasil. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucas Mendes&lt;/strong&gt;, você só está perdoado por ter me apresentado a jovem atriz brasileira, &lt;strong&gt;Morena Baccarin&lt;/strong&gt;, no programa. Isso deixou o &lt;strong&gt;Diego Mainardi&lt;/strong&gt; ainda mais confuso (ok, sabemos que ele grava num prédio flutuante do Grand Canal). Mas até o &lt;strong&gt;Correio de Lins (SP)&lt;/strong&gt; do dia 11 lembrou-se de produzir uma grande matéria sobre o &lt;strong&gt;Dia do Palhaço&lt;/strong&gt;, comemorado na véspera, e que você poderia explorar amplamente, tanto aí, quanto aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-6503512999511538856?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/6503512999511538856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/12/dia-do-palhaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6503512999511538856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6503512999511538856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/12/dia-do-palhaco.html' title='Dia do Palhaço'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AKJqgImvRGI/TueaRsrmWUI/AAAAAAAAASc/ctn8qf-mHJA/s72-c/Ana%2BBaccarin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3417316537426722717</id><published>2011-11-08T15:04:00.010-04:00</published><updated>2011-11-09T08:49:08.175-04:00</updated><title type='text'>Bom apetite</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--brl6qqf2AM/TrmEhgaEiGI/AAAAAAAAASQ/3yXkQS05tNE/s1600/corneille%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 292px; HEIGHT: 330px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672710916819683426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--brl6qqf2AM/TrmEhgaEiGI/AAAAAAAAASQ/3yXkQS05tNE/s400/corneille%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Pierre Corneille (1606/1684), um dos bons textos da 35a. Mostra de Cinema (colagem da peça Sertorius no filme A ilusão cômica)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saio mais leve da exibição de &lt;em&gt;Frango com Ameixas&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Marjane Satrapi&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Vincent Paronnaud&lt;/strong&gt;, que vejo na &lt;em&gt;repescagem &lt;/em&gt;da 35ª. Mostra Internacional de Cinema, depois de ter me privado de um almoço, com enorme sacrifício da vontade. Regozijo-me por ter reconhecido, de imediato, as referências plásticas da autora, que vem dos quadrinhos: tributo mais do que justo ao &lt;em&gt;cinemá&lt;/em&gt; que lhe emprestou a técnica narrativa, a &lt;em&gt;decupagem&lt;/em&gt; e inúmeros planos, nos primórdios dos cartuns. O filme pareceu-me, primeiro, um conto de &lt;strong&gt;Maupassant&lt;/strong&gt; com perfume de As Mil e Uma Noites; depois, uma viagem de trem fantasma, num excepcional jogo de luz e sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se daquilo que os engenheiros chamariam de obra de arte. Lírico, divertido, delicado. Um desses filmes que a gente não esquece tão cedo. Prestem atenção, se tiverem a chance, no personagem Azhrael, o anjo da morte, persa. A história é sincopada, como convém aos quadrinhos, mas os demais componentes se encaixam com perfeição: as performances de &lt;strong&gt;Mathieu Almaric &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Maria de Medeiros&lt;/strong&gt;, o décor, as deambulações do personagem (o violinista Nasser Ali Khan), a animação do núcleo da história, retirada do roteiro original do gibi e ofertada ao espectador como o recheio de um muffin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção e o elenco me abriram os olhos para um fenômeno que eu julgava ser local: as oligarquias artísticas, que imperam há décadas, na indústria cultural. Um emaranhado de parentescos e mecenatos que eu não consigo mais decifrar, e que me faz confundir a filha do &lt;strong&gt;Jair Rodrigues&lt;/strong&gt; com os sobrinhos do &lt;strong&gt;Andrucha Waddington&lt;/strong&gt;, o neto da &lt;strong&gt;Elis Regina&lt;/strong&gt; com os filhos do Simonal, o casal &lt;strong&gt;Vanessa Camargo&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Rafinha Bastos&lt;/strong&gt;, a briga de &lt;strong&gt;Sandy&lt;/strong&gt; com seu irmão e parceiro de dupla, o &lt;strong&gt;Zezé de Camargo&lt;/strong&gt;, se não me falha a memória, moço de boa índole (filho de &lt;em&gt;seu &lt;/em&gt;Francisco), e de ótima voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Poulet au Prunnes&lt;/em&gt;, que na Bahia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gabriela&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;Mastroianni &lt;/strong&gt;se chamaria &lt;em&gt;Galinha com Ameixas&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Isabela Rossellini&lt;/strong&gt;, que tem o papel principal em &lt;em&gt;Late Bloomers&lt;/em&gt;, outro grande filme da Mostra, dirigido pela filha do &lt;strong&gt;Costa Gravas&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Julie Gravas&lt;/strong&gt;) contracena com &lt;strong&gt;Chiara Mastroianni&lt;/strong&gt;, a filha que a &lt;strong&gt;Catherine Deneuve&lt;/strong&gt; queria que fosse arqueóloga (&lt;strong&gt;Marcelo&lt;/strong&gt; queria que fosse professora de italiano), mas que virou atriz, e namorada de &lt;strong&gt;Benicio del Toro&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Maria Medeiros&lt;/strong&gt;, que faz a mulher de &lt;strong&gt;Mathieu Amalric&lt;/strong&gt;, em &lt;em&gt;Frango com ameixas&lt;/em&gt; (diretor de &lt;em&gt;A Ilusão Cômica&lt;/em&gt;, filmado com o texto original de &lt;strong&gt;Corneille)&lt;/strong&gt;, também dirigiu um dos melhores &lt;em&gt;curtas&lt;/em&gt; da colagem de idealizada por &lt;strong&gt;Leon Cakoff&lt;/strong&gt; e exibida na Mostra, com o título de &lt;em&gt;Mundo Invisível&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda em &lt;em&gt;Poulet&lt;/em&gt; , &lt;strong&gt;Maria&lt;/strong&gt; chora ao ouvir música, como &lt;strong&gt;Fellini&lt;/strong&gt; costumava fazer - informa o documentário &lt;em&gt;La Visita Maravigliosa&lt;/em&gt;, sobre &lt;strong&gt;Nino Rotta&lt;/strong&gt;, maestro e amigo do realizador de &lt;em&gt;La Dolce Vita&lt;/em&gt;, estrelado por &lt;strong&gt;Mastroianni&lt;/strong&gt;, o pai, e também exibido na Mostra. As sessões de &lt;em&gt;A Visita Maravilhosa&lt;/em&gt;, aliás, foram complementadas com o curta de &lt;strong&gt;Isabela Rossellini&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Os animais me Distraem&lt;/em&gt;. Percebem o que quero dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a Mostra, para mim, foi um sucesso, porque eu comecei tarde demais (estava fora da cidade, na primeira semana) e, depois de ver o meu primeiro filme, &lt;em&gt;La strada verso casa&lt;/em&gt; (O Caminho para Casa), suado, depois de uma sexta-feira em São Paulo (28/10) , no shopping Pompéia, pensei que a minha principal aquisição, ao dar esse mergulho, seria ter conhecido o Zaffari, supermercado gaúcho que visitei nos cinco minutos que restavam antes do encerramento das atividades do dia, à meia noite, em busca de uma água mineral. Encontrei a minha cerveja preferida, pivô de uma guerra entre fabricante e grandes redes do varejo, ao preço usual. Excelente alternativa à ditadura dos grandes supermercados e das águas minerais, embora longe do meu roteiro e dos meus hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo de fato, enquanto isso, a briga dos cantores brothers era substituída pela morte do cinegrafista, o que daria lugar à visita do inimigo público, &lt;em&gt;Nem&lt;/em&gt;, ao Pronto Socorro de São Conrado, protegido por cinqüenta de seus guarda-costas, enquanto a polícia anunciava aos quatro ventos a sua intenção de &lt;em&gt;pacificar &lt;/em&gt;a Rocinha – sede comercial do traficante. Uma invasão parecida com a que ocorreu no Morro do Alemão, provavelmente, com todas aquelas prisões.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o Uol anunciava que o UFC na Globo será narrado por &lt;strong&gt;Galvão Bueno&lt;/strong&gt;, praticamente endeusado pelo público que curte esse esporte. Para evitar acidentes, o lutador, &lt;strong&gt;Victor Belfort&lt;/strong&gt;, foi escalado como comentarista. O portal também informava que o médico de &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; saiu do tribunal algemado, enquanto que a família comemorava a “justiça” de um provável seguro polpudo, e os fans urravam no quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi, como eu disse, uma boa Mostra, exceto, claro, pela morte de Cakoff, às vésperas de sua realização (14/10). &lt;strong&gt;Leon&lt;/strong&gt; tinha, claro, suas manias, mas ergueu um edifício que tão cedo não vai ruir, ao contrário de algumas pontes e prédios residenciais de de nossas cidades. Até o Piteco (a vinheta) e a animação de &lt;strong&gt;Maurício de Souza&lt;/strong&gt; se casaram bem com a 35ª. Mostra, que transformou &lt;em&gt;A Caverna dos Sonhos Esquecidos&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Werner Herzog&lt;/strong&gt;, numa de suas atrações principais, embora eu tenha achado o filme &lt;em&gt;arrastado&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui ver nenhum dos russos badalados: &lt;em&gt;A cor da romã&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Sayat Nova&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Movimento reverso&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Stempkovsky&lt;/strong&gt;, nenhum &lt;strong&gt;Sokurov&lt;/strong&gt; (queria muito ver &lt;em&gt;O Fausto&lt;/em&gt;) ou &lt;strong&gt;Paradjanov&lt;/strong&gt;, nada. Tampouco os brazucas: &lt;em&gt;À margem do Xingu, Eu receberia as piores notícias, Teus olhos meus&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Amanhã nunca mais&lt;/em&gt; (que devem entrar no circuito comercial, espero). Nem os dois orientais que pretendia assistir, &lt;em&gt;Jiro dreams of sushi&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Yellow sea&lt;/em&gt; (este, ainda vou tentar); muito menos, os americanos &lt;em&gt;Cut, Detachment,&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Tudo pelo poder&lt;/em&gt;, outro que deve chegar aos cinemas em breve, assim como o &lt;em&gt;Garoto da bicicleta&lt;/em&gt;, do belga &lt;strong&gt;Jean Pierre Dardenne&lt;/strong&gt;. Tinha muita coisa para se ver, além disso: iranianos, islandeses, franceses, alemães, argentinos. No ano que vem, tem mais. Certo, &lt;strong&gt;Renata&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi, e recomendo: &lt;em&gt;As neves de Kilimanjaro&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Robert Guediguian&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;A Educação&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Dirk Lutter&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Late Bloomers&lt;/em&gt; (que tem a minha cara), &lt;em&gt;Irmãs nunca mais&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Marco Bellocchio&lt;/strong&gt;, e os já citados &lt;em&gt;A estrada para casa, A ilusão cômica &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Frango com ameixas, este, &lt;/em&gt;sem dúvida, o melhor dos que vi, e que dividiu o prêmio do público com &lt;em&gt;Detachment&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Tony Kaye&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compensar o almoço perdido, devo tentar, hoje, a &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt; receita do frango com ameixas (secas, descaroçadas, em molho que leva uma colher de mel e um punhado de amêndoas em lascas douradas numa pitada de manteiga, pulverizado com gergelim). O frango será temperado com limão e alho, e refogado na cebola, com uma pitada de açafrão, antes de cozinhar numa xícara de vinho branco, outra de água fervente. Tentem e me digam o que acharam. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3417316537426722717?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3417316537426722717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/11/bom-apetite.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3417316537426722717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3417316537426722717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/11/bom-apetite.html' title='Bom apetite'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--brl6qqf2AM/TrmEhgaEiGI/AAAAAAAAASQ/3yXkQS05tNE/s72-c/corneille%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-35068056526726608</id><published>2011-10-18T14:12:00.009-04:00</published><updated>2011-10-20T17:34:03.588-04:00</updated><title type='text'>O Pan e o brasileirinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fawcGbfHqdI/Tp3Byoqkl0I/AAAAAAAAAR4/Wn023V8RfGw/s1600/mick%2Bjagger%2Bcom%2Ba%2Bcamisa%2Bdo%2Bsanta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664896981955548994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-fawcGbfHqdI/Tp3Byoqkl0I/AAAAAAAAAR4/Wn023V8RfGw/s400/mick%2Bjagger%2Bcom%2Ba%2Bcamisa%2Bdo%2Bsanta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O Zé Teodoro não podia ter feito isso com Mick Jagger&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;A Globo elegeu a boa reportagem de sua afiliada, a TV Nordeste, sobre o empate do Santa Cruz com o Treze, da Paraíba, para fechar a sua edição do JN de ontem (17/10). O resultado garantiu o acesso do &lt;em&gt;cobra coral&lt;/em&gt; à terceira divisão do campeonato brasileiro, depois de três anos de sucessivos rebaixamentos que levaram esse time, de larga tradição e grande torcida, à quarta divisão do certame, nos últimos anos. Mais um sinal, dentre múltiplos, da decadência do esporte no país, precipitada pela mercantilização excessiva e pela falência moral de seus dirigentes. Fatos cuidadosamente ignorados, sempre que possível, pela chamada imprensa esportiva, com suas cada vez mais raras exceções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, a âncora, &lt;strong&gt;Fátima Bernardes&lt;/strong&gt;, leu uma breve nota sobre as vitórias da Natação brasileira no Pan, mas não respondeu à acusação de uso indevido de imagens da Record, pelo JN, no último sábado (15), feita pela emissora de &lt;strong&gt;Edir Macedo&lt;/strong&gt;, momentos antes. A Record mostrou um fac símile de uma circular enviada às demais emissoras, antes do início dos Jogos, autorizando a reprodução de sua cobertura (exclusiva) da competição, desde que acompanhadas pelo respectivo crédito. A Globo não respondeu à cartinha e usou as imagens como se fossem da OTI (Organização da Televisão Ibero-Americana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais patética do que essa polêmica, porém, são as tentativas dos jornalistas esportivos de pintar a melancólica mediocridade do campeonato brasileiro com as cores de uma encarniçada disputa. Se o Santos vier a ganhar a &lt;em&gt;Copa Toyota&lt;/em&gt;, em dezembro, a frase de seu hino (&lt;em&gt;campeão absoluto deste ano&lt;/em&gt;) não será mais uma rima, apenas uma confirmação (&lt;em&gt;Mundo, mundo, vasto mundo&lt;/em&gt;). Esse esforço desmesurado de proteger suas receitas, no caso da Globo, não afeta apenas a credibilidade do seu grande jornal: toda a programação da emissora trabalha por isso, como numa ginástica laboral japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu programa de relacionamento, o &lt;em&gt;Bem Amigos&lt;/em&gt;, de ontem (17), por exemplo, o monagasco &lt;strong&gt;Galvão Bueno&lt;/strong&gt; emprestou o seguinte corolário à estatística de seu colega, &lt;strong&gt;Renato Maurício Prado&lt;/strong&gt;, sobre as 47 derrotas dos clubes mineiros nesta edição do brasileiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que o Mineirão faz tanta falta assim? - Como sói acontecer, nessas ocasiões, ninguém concordou, nem discordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que hoje, eu preferia analisar a cobertura do programa &lt;em&gt;Segundo Tempo&lt;/em&gt;, no Ministério do Esporte, cujo histórico a imprensa parece ignorar, embora o ex-PM &lt;strong&gt;João Dias Ferreira&lt;/strong&gt;, preso em 2010, durante a&lt;em&gt; Operação Shaolin&lt;/em&gt;, ao ser acusado de desviar R$ 2 milhões do Ministério para construir a sua mansão, tenha envolvido, tanto o ex-ministro, &lt;strong&gt;Agnelo Queiroz&lt;/strong&gt;, que trocou o PC do B pelo PT para eleger-se governador do DF, quanto o seu ex-secretário geral , o atual ministro, &lt;strong&gt;Orlando Silva&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o ex-PM, os desvios chegaram a R$ 40 milhões, parte dos quais teriam sido doados pelo PC do B ao PT, para cobrir despesas da campanha de reeleição do presidente Lula. Agnelo Queiroz sucede, no governo do DF, não nos esqueçamos, a &lt;strong&gt;Joaquim Roriz &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;José Roberto Arruda&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também questiono a atitude da mídia em relação aos protestos anti-corrupção, menosprezados pelos analistas políticos, por falta de um comando partidário, embora a tropa de choque do PT tenha se apressado em aplicar, às manifestações, o sempre conveniente rótulo de &lt;em&gt;armação da direita&lt;/em&gt;. As passeatas clamavam, justamente, pela indignação pública diante daquilo que de pior representam as agremiações partidárias, entre elas o PT, protegidas no ventre precocemente apodrecido de nossa jovem democracia. O que esses meninos justamente rebelados, em seus computadores, faixas e cartazes, é de quantos Newtons são necessários para se acelerar a massa de um &lt;strong&gt;Berlusconi&lt;/strong&gt; ou de um &lt;strong&gt;Ricardo Teixeira&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os telejornais também não deram importância ao movimento de ocupação de Wall Street, intitulado, inicialmente, de &lt;em&gt;manifestação anti-capitalismo&lt;/em&gt; (restrita à elevação da taxa de desemprego dos EUA) e renomeada, depois de uma semana, de &lt;em&gt;protesto contra a ganância das instituições financeiras&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Sérgio Augusto&lt;/strong&gt; (ex-Pasquim) publicou uma boa reportagem sobre o fenômeno, no Estadão de 16/10, incluindo o seu aproveitamento por oportunistas do peso de um &lt;strong&gt;Jimmy Hoffa Jr&lt;/strong&gt;, como reação pró-&lt;strong&gt;Obama &lt;/strong&gt;ao &lt;em&gt;Tea Party&lt;/em&gt;. "Sem bridão ideológico, sem líderes, sem violência e sem megafone (por conta da Lei do Silêncio), a o evento obrigou os oradores a desenvolver uma nova forma de interação, na qual grupos mais próximos aprenderam a passar adiante, em coro, as mensagens ouvidas aos grupos subseqüentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles não se afligem, embora ainda não saibam até onde irão", relatou &lt;strong&gt;Sérgio Augusto&lt;/strong&gt;. "O processo, não a plataforma, é o que importa", observou &lt;strong&gt;Hendrick Hetzberg&lt;/strong&gt;, da New Yorker. "Mudou o mundo e também a estratégia dos indignados" (volto a Sérgio Augusto). "Eles não pegam mais carona nas grandes reuniões como Davos e o G-8. Agora, o grande evento é a manifestação. O OWS (Occupied Wall Street Journal) já ocupa mais o noticiário do que qualquer outro tema político. Lideranças, se necessárias, surgirão, mas &lt;strong&gt;Jimmy Hoffa&lt;/strong&gt; não será uma delas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gozado: nem &lt;em&gt;colando o meu ouvido ao chão&lt;/em&gt; consegui captar uma análise semelhante, nem do &lt;em&gt;melhor time de Política e Economia&lt;/em&gt; da televisão brasileira, conforme a autoavaliação de &lt;strong&gt;Lucas Mendes&lt;/strong&gt;, que já teve, em seu &lt;em&gt;Manhatan Conection&lt;/em&gt;:&lt;strong&gt; Lúcia Guimarães, Paulo Francis&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Nelson Motta&lt;/strong&gt;. Antes, claro, de trabalhar com seus atuais colaboradores, &lt;strong&gt;Caio Blinder, Ricardo Amorim&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Diogo Mainardi&lt;/strong&gt;. A entrevista de &lt;strong&gt;Marília Gabriela &lt;/strong&gt;com &lt;strong&gt;Sabrina Sato&lt;/strong&gt;, no mesmo horário do último domingo,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;estava mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em matéria de telecatch intelectual, preferi uma terceira briga, a dos &lt;strong&gt;Fernandos&lt;/strong&gt; mineiros, o &lt;strong&gt;Morais&lt;/strong&gt; versus o&lt;strong&gt; Mitre&lt;/strong&gt;, que esgrimaram sobre o regime cubano: segundo o primeiro, o Cuba exibe o menor índice mundial de mortalidade infantil. Para o antagonista, o país deve ser lembrado como aquele que proibiu a circulação do livro do primeiro, &lt;em&gt;A Ilha&lt;/em&gt;, no domicílio que o inspirou&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Talvez por considerá-lo excessivamente realista. O último livro de Morais, tema central da entrevista, me pareceu mais interessante:&lt;em&gt; Os últimos soldados da guerra fria&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor da minha Semana na Tevê me foi reservado para o breve trecho do CQC, Top Five, de ontem (17), mostrando um diálogo entre a animadora de auditório,&lt;strong&gt; Eliana,&lt;/strong&gt; e um garoto de aproximadamente seis anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que parte você prefere, na creche: a professora, os coleguinhas ou as brincadeiras?&lt;br /&gt;- Nenhuma – respondeu o garoto. – Gosto de ficar em casa.&lt;br /&gt;- Eu vou perguntar mais uma vez, insistiu Eliana, do que você gosta mais, da professora, dos amiguinhos ou das brincadeiras?&lt;br /&gt;- Da hora de ir embora, finalizou a criança - dando-me a impressão de ser o único adulto naquela conversação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fawcGbfHqdI/Tp3Byoqkl0I/AAAAAAAAAR4/Wn023V8RfGw/s1600/mick%2Bjagger%2Bcom%2Ba%2Bcamisa%2Bdo%2Bsanta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-35068056526726608?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/35068056526726608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/10/o-pan-e-o-brasileirinho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/35068056526726608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/35068056526726608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/10/o-pan-e-o-brasileirinho.html' title='O Pan e o brasileirinho'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fawcGbfHqdI/Tp3Byoqkl0I/AAAAAAAAAR4/Wn023V8RfGw/s72-c/mick%2Bjagger%2Bcom%2Ba%2Bcamisa%2Bdo%2Bsanta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3298217098379082129</id><published>2011-10-08T15:16:00.008-04:00</published><updated>2011-10-11T09:43:25.578-04:00</updated><title type='text'>Tenha muitas saudades</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O1LCniuA61s/TpClANW0T8I/AAAAAAAAARw/vJqxgPhjhZ4/s1600/Mimulus%2B2.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lBrKln4oPEg/TpCkmoldtHI/AAAAAAAAARo/K_2qpoqIntY/s1600/opuncias.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 251px; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661205715241251954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-lBrKln4oPEg/TpCkmoldtHI/AAAAAAAAARo/K_2qpoqIntY/s400/opuncias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mimulus e opúncias do Novo México, raridades no banho de sangue de McArthy&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arnaldo Jabor&lt;/strong&gt;, que voltou a escrever com graça, nas últimas semanas, evocando seu mestre, &lt;strong&gt;Nelson Rodrigues&lt;/strong&gt;, trouxe-nos de volta a memória de coisas e maneiras de nossa adolescência, como a caixinha de chicletes com vista de celofane para as balinhas refrescantes (hoje, fabricantes de chicletes têm assessoras que estapeiam celebridades no &lt;em&gt;Rock in Rio&lt;/em&gt;); bisnagas de pasta de dente cheias por inteiro e garçons atenciosos que, em vez de oferecer gelo e laranja para o nosso guaraná, perguntavam, simplesmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Brahma ou da Antárctica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças que afagam a mente, embora quase sempre nos cheguem no tropel de um cotidiano cada vez mais absurdo, trazidas por amigos que habitam pontos remotos do nosso mapa afetivo (os muito &lt;em&gt;geeks &lt;/em&gt;ou os aposentados), colhidas no mesmo poço onde fermentam os novos hinos das torcidas de futebol (&lt;em&gt;aqui tem um bando de loucos&lt;/em&gt;), as rimas dos feirantes (&lt;em&gt;Na esquina do Rosário, quer de noite, quer de dia, tem sorvete de patente, feito por engenharia&lt;/em&gt;) e as piadas que escapam dos botequins, como a última de &lt;strong&gt;Dilma Roussef&lt;/strong&gt;, na Bulgária:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Traz azeite, Valdeci! – foi a saudação que a presidenta levou duas horas para decorar, a bordo do &lt;em&gt;Dilma One&lt;/em&gt;. Ninguém entendeu, mas ela queria dizer, apenas: - Olá, guardas ! (“Zdraveite, gvardeyci”). Melhor foi comparação jogada na Internet, com as fotos da ministra, &lt;strong&gt;Iriny Lopes&lt;/strong&gt;, que censurou a lingerie de &lt;strong&gt;Gisele Bundchen&lt;/strong&gt; e do cartunista &lt;strong&gt;Laerte,&lt;/strong&gt; travestido de &lt;strong&gt;Sônia&lt;/strong&gt;, as duas realmente parecidas, exceto pela feminilidade, esbanjada pela segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me falta, senhor Jabor, o gosto do guaraná ligeiramente mais ácido que o do concorrente, o sabor dos sorvetes Jajá, Kalu e Chicabon, com sua discreta referência ao remelexo da Pequena Notável. Tenho saudades do &lt;strong&gt;Frankenstein &lt;/strong&gt;de &lt;strong&gt;Boris Karloff&lt;/strong&gt;, que gemia ao expressar seus desejos, mais eficiente que esses pobres garotos de &lt;em&gt;call-center&lt;/em&gt; que enriquecem seus chefes espertos enganando, ao mesmo tempo, consumidores e clientes. Quando ele aparecia na tela, rugindo, ela apertava mais a minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decalques de banheiro me seduziam mais que figurinhas de jogadores de futebol (desculpe, ministra, sempre foi assim) e o meu carro de sonho era um Symca Chambord, embora eu me contentasse em dirigir o Renault Gordini do meu velho. Também desapareceram: a Crush e o display do &lt;strong&gt;Elvis &lt;/strong&gt;no terno prateado que o &lt;strong&gt;Frejat&lt;/strong&gt; tentou imitar no show do Barão Vermelho; a sessão das seis no Cine São Paulo, em Bauru, o Cine Cachambi e a Embaixada do Sossego, no Rio, as sessões corridas do museu do Cinema de Bruxelas, a fumaça do Vonldel Park, em Amsterdam (onde tudo era possível, na década de 60), as piranhas do rio Iriri, o Amazonas e as margens do Hudson, do Sena e do Tamisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também gosto de pensar no meu velho Blackberry, que ficou obsoleto depois do Iphone, quiçá do Ipad. Fantástico era o meu primeiro computador, um &lt;strong&gt;MSX &lt;/strong&gt;(Microsoft Extended?) Gradiente de 8 bits, com processador de 4 MHz. Ganhei numa rifa de assembléia do Sindicato dos Jornalistas, em 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me, também, do primeiro balé de minha filha, do carrinho de rolimã construído com o parceirinho, seu irmão, então com seis anos, do concerto de &lt;strong&gt;Miles Davis&lt;/strong&gt; no Rio, em 1974 e do primeiro ato da &lt;em&gt;Crônica de uma Casa Assassinada&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Lúcio Cardoso,&lt;/strong&gt; montagem de &lt;b&gt;Gabriel Vilela&lt;/b&gt;, que vi na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui me livrar do &lt;em&gt;fim aberto&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Don Delillo&lt;/strong&gt;, em &lt;em&gt;Ponto Ômega&lt;/em&gt;, do conto do ladrão honesto de &lt;strong&gt;Ian McEwan&lt;/strong&gt;, em &lt;em&gt;Solar,&lt;/em&gt; nem do ataque comanche de &lt;strong&gt;Cormac McArthy&lt;/strong&gt;, em &lt;em&gt;Meridiano de Sangue&lt;/em&gt;, que me obrigou a visitar o velho &lt;strong&gt;Houaiss &lt;/strong&gt;por várias vezes, com suas herméticas espécies vegetais do Novo México: &lt;em&gt;mimulus, opúncias &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;zigodenus&lt;/em&gt;. Reminiscências de minha recente mania de ler velhos autores desfolhando a velhice, para remediar a minha própria degenerecência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero mais dessas memórias: pretendo conhecer o médico artificial de &lt;strong&gt;Michio Kaku&lt;/strong&gt; (sou do tempo do &lt;strong&gt;Azimov&lt;/strong&gt;), assim como a telecinesia do doutor &lt;strong&gt;Michellis &lt;/strong&gt;movendo, não apenas pessoas tetraplégicas, mas também móveis e eletrodomésticos com o pensamento, como em &lt;em&gt;O Exorcista&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Willian Friedkin&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus médicos em carne e osso já são praticamente digitais, é verdade: pedem e lêem exames clínicos, e raramente usam as próprias mãos em suas intervenções, cada vez menos cirúrgicas. Quanto mais tecnologia, melhor, embora nada substitua a criatividade humana: nosso último especialista ficou de operar uma pessoa da família, no &lt;strong&gt;Hospital São Luís&lt;/strong&gt;, às 19 horas, mas avisou, momentos antes, que não viria porque o procedimento não tinha sido aprovado pelo convênio da paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internação tinha sido autorizada às 14 horas e a pessoa só não tinha sido transferida, do pronto socorro para um quarto, porque o hospital não tinha leitos disponíveis. Desmascarado, o doutor atribuiu o &lt;em&gt;forfait&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;um engano de sua secretária&lt;/em&gt;. Dias depois desse episódio, o respeitado &lt;strong&gt;Incor &lt;/strong&gt;foi flagrado reservando leitos do SUS para pacientes de convênios particulares: “Erramos de hospital”, pensei comigo. E me recordei de meus tempos de moleque, quando os hospitais eram o único ambiente que me trazia alguma paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há de ser nada: entre as memórias que pretendo colecionar no futuro, quando voltar a ser garoto, graças à Engenharia Genética, 95% das doenças comuns terão sido varridas da face da terra, assim como os pesadelos, que já não exigirão pastores e bispos para serem dispersos, porque poderão ser gravados e revistos, numa tela de papel digital, a caminho do trabalho, no conforto de um auto-elétrico movido a fotossíntese artificial, sem motorista, é claro, por razões de segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3298217098379082129?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3298217098379082129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/10/tenha-muitas-saudades.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3298217098379082129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3298217098379082129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/10/tenha-muitas-saudades.html' title='Tenha muitas saudades'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lBrKln4oPEg/TpCkmoldtHI/AAAAAAAAARo/K_2qpoqIntY/s72-c/opuncias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5609421104194803501</id><published>2011-09-16T13:38:00.004-04:00</published><updated>2011-09-18T14:22:36.115-04:00</updated><title type='text'>Como caiar uma cerca</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xRvPVL5gm-Q/TnON3zeBjQI/AAAAAAAAARg/XonXZriuqr0/s1600/salva2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 356px; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653017947128564994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xRvPVL5gm-Q/TnON3zeBjQI/AAAAAAAAARg/XonXZriuqr0/s400/salva2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até hoje não descobri o autor dessa sequência de imagens, feitas por um repórter do Paraná&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mudança das moscas, em Brasília, enquanto a governabilidade persiste, é menos importante do que o flagra do Enem na Educação do país, embora o assunto já tenha sumido do noticiário: o desempenho médio dos alunos subiu 1,91% em relação a 2010, para 511,21 pontos. O gancho da mídia foi o óbvio: das 100 escolas mais bem classificadas, apenas 13 eram públicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ministro da Educação, &lt;strong&gt;Fernando Haddad&lt;/strong&gt;, reconheceu que o investimento na escola particular chega a ser 10 vezes maior, como se admitisse a precariedade das instalações no ensino público. Mas não falou de salário, motivação dos professores, defasagem no aprendizado, nem da gestão pouco profissional que impede a escola de funcionar como uma fábrica de democracia, como sonhava o educador, &lt;strong&gt;Anísio Teixeira&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As análises críticas que vi, na mídia, ativeram-se às diferenças entre a qualidade do ensino no andar de cima e no andar de baixo, além das querelas políticas regionais de representantes de um e de outro partido trocando acusações vazias sobre o mau desempenho de seus respectivos Estados no ranking nacional do Ensino Médio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passando rapidamente pelo noticiário de uma emissora norte-americana, hoje (16), vi, de relance, o jornalista &lt;strong&gt;John Stossel&lt;/strong&gt;, autor do documentário &lt;em&gt;Stupid in America&lt;/em&gt;, comemorando uma pesquisa recente ilustrada por depoimentos de adolescentes norte-americanos que finalmente revelaram ser possível aprender se divertindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos trechos que mais me chamou a atenção, no documentário de Stossel (produzido em 2006), foi a relação inversamente proporcional entre o investimento milionário feito numa escola do Kansas e o desempenho de seus alunos, um ano depois. A infra-estrutura da escola, mesmo antes do tal investimento, não se podia comparar com a de nossas escolas, mas o que a reportagem queria demonstrar era a inconsistência da relação investimento-desempenho, acima de um certo limite. Quando o dinheiro se cala, quem fala é o professor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na semana passada, uma coluna do &lt;strong&gt;Arnaldo Jabor&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Tenho Saudades de Mim&lt;/em&gt; (que recomendo, apesar do narcisismo) lembrou o seu professor de Português, &lt;strong&gt;Luís Viana Filho&lt;/strong&gt;, e me trouxe à memória os meus próprios mestres, num tempo em que a escola particular era o refúgio dos estúpidos (pagou-passou) e o ensino público era tão divertido que incluía Música, Educação Física, e Trabalhos Manuais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando eu gravei um alto contraste de &lt;strong&gt;Che Guevara&lt;/strong&gt; com carvão, na parede dos fundos de minha sala de aula, do chão até o teto, em 1965 (segundo ano da ditadura), fui obrigado a pintar novamente a parede, o que foi ainda mais educativo: eu já tinha aprendido, com &lt;strong&gt;Mark Twain&lt;/strong&gt;, como caiar uma cerca, (&lt;em&gt;As Aventuras de Tom Sawyer, Cap.2&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas quando um dos meus filhos, por volta dessa idade (15 anos), quebrou várias lâmpadas do corredor da escola em que estudava, a medida disciplinar foi uma suspensão pura e simples, até que eu sugeri, à coordenadora pedagógica, que lhe ordenassem uma pesquisa passível de avaliação, já que ajudar o eletricista a substituir as lâmpadas era impensável, por parte da direção da escola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tenho mais saudade do meu professor de Latim, com quem aprendi que a menor distância entre dois pontos nem sempre é uma reta, além da estreita relação entre o jardineiro do Lácio e sua última flor, inculta, bela e bárbara, com todas as suas conexões gregas e prefixos árabes, nada recomendável, portanto, à nossa atual diplomacia (Ahmajinejad que o diga).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não posso negar, no entanto, que gostei da explicação fornecida à chefe da Nação, por algum assessor, há poucos dias, para &lt;em&gt;desprender o seu pezinho&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;faxina&lt;/strong&gt; (feixe de gravetos, em Latim) que alcançava rapidamenteo noticiário, na condição de &lt;strong&gt;segunda diferença&lt;/strong&gt; importante de sua gestão para com a de seu antecessor: “Faxina é uma limpeza momentânea”, ela disse, “a nossa, será permanente”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais recentemente ainda, nenhum colunista político &lt;em&gt;inferiu&lt;/em&gt; a &lt;strong&gt;terceira diferença&lt;/strong&gt; entre as gestões do imperador &lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt; e de sua sucessora, ao falar dos afagos ao PSDB paulista, traduzidos pelos bilhões para a hidrovia Paraná-Tietê e para a conclusão do Rodoanel, carinhos esses, devidamente abençoados pelo eterno príncipe, &lt;strong&gt;FHC&lt;/strong&gt;, no contar de suas 80 primaveras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois bem, eu costumava ludibriar meu professor de Latim, cuja sobrinha estonteante (repentinamente transferida para a nossa escola, por mau comportamento em antigo domicílio) eu desejava intensamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As chamadas orais desse professor, &lt;strong&gt;Anibal Campi&lt;/strong&gt;, eram famosas e aterrorizantes. Alguns alunos eram sorteados, outros, intimados. Eu, claro, era presença obrigatória na lista dos intimados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se a minha ousadia, em forma de pitaco ou pilhéria, aflorasse no início da aula, eu tratava de traduzir o primeiro parágrafo do texto que ele sempre nos passava como lição para a aula seguinte. Para quem nunca estudou Latim, traduzir um parágrafo de um texto latino significa dissecá-lo. Se a minha bagunça surgia no meio da aula, eu cuidava de estudar os dois parágrafos do meio. Se vinha no fim, eu me dedicava ao parágrafo final. Nunca deu errado. Aníbal reforçava a minha atitude, comentando com os colegas que não conseguia “me pegar”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tremo de emoção ao me lembrar disso, porque só depois de me tornar adulto e de que ele nos deixou, obviamente, percebi a armadilha na qual eu me enredara, e da qual, até hoje, tiro o meu sustento: para facilitar a tarefa mínima a que eu me impunha, por orgulho e por diversão, eu sempre dava uma olhadinha no resto do texto, sem nunca admitir, para mim, ou para a minha platéia (a não ser hoje, a essa distância) que eu, afinal, estudava Latim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Professores assim, construtores de gente, eram bem remunerados, respeitados pela comunidade, dignos; fazem muita falta. Mas mesmo hoje, diante dessa paisagem revelada pelo último Enen, ouço, de uma professora municipal, um relato animador. Ela pediu a seus alunos, de 8 a 9 anos, que trouxessem uma notícia de jornal, escolhida por eles. As notas sobre aumento de impostos e riscos ao meio ambiente renderam um puxão de orelha nos pais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três dessas notícias mereceram comentários da professora: a foto da &lt;em&gt;deusa do funk&lt;/em&gt; trazida pelo garoto mais agitado da classe (cedo demais para isso, meu caro); o peixe ornamental cujo coração se auto-regenera, e pode trazer avanços no tratamento de moléstias cardiovasculares, e a notícia da cadela adotada por um soldado norte-americano, depois de evitar um ataque suicida, no Afeganistão, mas que acabou recolhida pela carrocinha e morta “por engano” num abrigo de cães de Phoenix, no Arizona. Essa garota, certamente, será psiquiatra, ou jornalista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ramon Portal Roldán (1950-13/09/2011): foi mais difícil escrever hoje, sabendo que você não vai comentar nada, pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5609421104194803501?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5609421104194803501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/09/como-caiar-uma-cerca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5609421104194803501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5609421104194803501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/09/como-caiar-uma-cerca.html' title='Como caiar uma cerca'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xRvPVL5gm-Q/TnON3zeBjQI/AAAAAAAAARg/XonXZriuqr0/s72-c/salva2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4152302132594238886</id><published>2011-08-16T18:07:00.010-04:00</published><updated>2011-08-22T16:45:08.969-04:00</updated><title type='text'>Sandy encontra Eli Pariser</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o3ktFjc_kdg/TkrxZ8r801I/AAAAAAAAARY/Gx_rVt5SPJM/s1600/the_beauty_and_the_beast_94095.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 356px; HEIGHT: 360px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641586911324459858" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-o3ktFjc_kdg/TkrxZ8r801I/AAAAAAAAARY/Gx_rVt5SPJM/s400/the_beauty_and_the_beast_94095.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Logo eu, que detesto esses títulos feitos para atrair o leitor &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;O &lt;em&gt;teaser&lt;/em&gt; da entrevista de &lt;strong&gt;Sandy&lt;/strong&gt; à Playboy explodiu como um caixa-eletrônico na reputação de seu irmão, &lt;strong&gt;Júnior&lt;/strong&gt;, como era de se prever, inclusive pelos gênios de marketing da revista, que têm, como requisito obrigatório para o exercício da atividade, um MBA em machismo pré-diuluviano pela universidade livre de Parada de Lucas-RJ. Nem por isso, a revista &lt;em&gt;séria &lt;/em&gt;da Casa deixou de exibir, uma semana depois, uma de suas mini-entrevistas com o vereador &lt;strong&gt;Carlos Apolinário&lt;/strong&gt; (DEM-SP), que consumiu parte do nosso tempo e recursos elaborando o projeto de Lei para o &lt;em&gt;Dia do Heterossexual.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tudo em nome do marketing, ciência que acaba de descobrir uma fórmula capaz de me afastar não apenas das lojas de shoppings, invadidas pelas guloseimas e aromatização de ambientes, como também dos bares, onde os marqueteiros estão lançando a música capaz de induzir o cliente a escolher esta ou aquela marca de bebida. &lt;em&gt;Canoas do Tejo&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Carlos do Carmo&lt;/strong&gt;, venderá, provavelmente, litros de tinto alentejano; &lt;strong&gt;Mud Watters&lt;/strong&gt; vai incrementar as vendas de bourbon e &lt;strong&gt;Waldick Soriano&lt;/strong&gt; vai expandir o consumo de &lt;em&gt;Amansa Corno&lt;/em&gt;. Deve ser conspiração dos AAA, mas em alguns casos, como o do &lt;strong&gt;Jaguar,&lt;/strong&gt; duvido que dê certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;Camila&lt;/strong&gt;, que reclama das minhas citações: &lt;strong&gt;Jaguar&lt;/strong&gt;, alcoólico notório, é um dos fundadores de O Pasquim, jornal criado por um bando de almas perdidas, nos anos 70, para rir da moral, dos costumes e da ditadura da época, e no qual o seu pai, então jovenzito de 20 anos, experimentou a glória efêmera de publicar uma página de cartuns, apresentado por &lt;strong&gt;Henfil,&lt;/strong&gt; o autor dos Fradinhos, cujos originais você pôde ver, recentemente, numa exposição do CCBB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as coisas mudaram! - O PMDB de &lt;strong&gt;Michel Temer, Wagner&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Baleia Rossi&lt;/strong&gt; chamava-se, então, &lt;em&gt;Movimento Democrático Brasileiro&lt;/em&gt; e era comandado pelo deputado &lt;strong&gt;Ulysses Guimarães&lt;/strong&gt;, parceiro de &lt;strong&gt;Franco Montoro&lt;/strong&gt; e, mais tarde, de &lt;strong&gt;Teotônio Vilela&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;Progressista&lt;/em&gt;, como se convencionou chamar o partido atual de &lt;strong&gt;Paulo Maluf&lt;/strong&gt;, era sinônimo de &lt;em&gt;socialista&lt;/em&gt;, expressão que atualmente define a agremiação pela qual candidatou-se a governador de São Paulo, nas últimas eleições, o presidente da Federação das Indústrias, &lt;strong&gt;Paulo Skaff&lt;/strong&gt;. Depois, eu explico melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanto lixo a ser varrido pela imprensa, nos últimos dias, a revista &lt;em&gt;séria &lt;/em&gt;que tinha perdido prestígio e leitores por exibir uma cobertura excessivamente enviesada, em oposição aos representantes do povo que assumiram o poder, há cerca de uma década, voltou a despertar interesse, tanto por parte do cidadão comum, como da grande imprensa, pautada, nas últimas semanas, por suas investigações e denúncias, todas concretas e nada surpreendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estadão ainda não se pronunciou a respeito, mas eu diria que &lt;em&gt;as instituições correm perigo&lt;/em&gt;. Nem tanto pela generosidade do BNDES com os grandes grupos privados, nem pela abertura de novas áreas da Amazônia para a mineração e para as hidrelétricas conforme MP publicada no Diário Oficial de ontem (15), ou por uma eventual redução da taxa de juros para combater a crise internacional de demanda, algo que nunca dantes, nem depois, neste país, se fez acompanhar pelo aperto fiscal recomendado pelos analistas de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que as pessoas de bem, às quais referiu-se a presidente &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt;, ao apoiar as investigações de corrupção em seus ministérios (“Queremos uma justiça eficaz e célere, mas sóbria e democrática”), infelizmente, estão desaparecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassinato da juíza &lt;strong&gt;Patrícia Acioli&lt;/strong&gt; na última sexta-feira (12), por exemplo, revoltou a sociedade e mobilizou o Tribunal de Justiça e o governo do Estado do RJ em defesa de outros magistrados ameaçados de morte pelas quadrilhas de milicianos que esses juízes estão empenhados em combater. O caso migrou rapidamente do noticiário policial para o político, mas, nos telejornais de sábado (13), ainda se levantavam dúvidas quanto à natureza do crime, porque a juíza registrara, há alguns meses, uma queixa por agressão motivada por ciúme, contra o seu namorado, &lt;strong&gt;Marcelo Proubel&lt;/strong&gt;, que é policial militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de segurança para os juízes linha-dura como &lt;strong&gt;Patrícia &lt;/strong&gt;(cerca de 70 estão ameaçados) sepultou um outro assunto que a imprensa levantara, na semana anterior, a partir de uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça, revelando a gravidade e a extensão da corrupção nesse poder que não consegue proteger a sua banda saudável, mas que pressiona o governo, neste exato momento, por reajuste salarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação da informação e as distorções hoje atribuídas à banalização do &lt;em&gt;marketing viral&lt;/em&gt;, porém, não se limitam à imprensa séria. Por frequentar vários telejornais simultaneamente, ouvi, num programa de fofocas da TV, na semana passada, a seguinte chamada: “Atriz da Globo reclama de cenas sensuais que foi obrigada a gravar”. Por se tratar de emissora concorrente, prestei atenção: a reportagem falava de &lt;strong&gt;Alinne Moraes&lt;/strong&gt; e, logo depois, fechava com a seguinte frase: “A atriz diz não ter se importado de gravar cenas tórridas para a novela porque isso faz parte da profissão”. Inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é tudo. Um amigo me chamou a atenção para uma rápida palestra do ativista norte-americano Eli Pariser, em maio deste ano, que pode ser acessada no site de conferencias TED (link abaixo) e que começou com a seguinte observação: “Um jornalista perguntou a &lt;strong&gt;Mark Zuckerberg&lt;/strong&gt; (fundador do Facebook) porque as atualizações de notícias na web são tão importantes, ao que ele respondeu que um esquilo morto no jardim de sua casa provavelmente atrairá mais o seu interesse do que milhares de pessoas morrendo, nesse mesmo instante, na África”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parêntesis: o nosso maior portal de notícias passou a maior parte do dia de hoje (16) exibindo, em sua página de frente, fotos dos atletas &lt;strong&gt;Lucas&lt;/strong&gt;, comemorando o aniversário diante do próprio pôster de três metros de altura e &lt;strong&gt;Neymar&lt;/strong&gt;, vendendo cosméticos. Fechando os parêntesis: a frase de &lt;strong&gt;Pariser&lt;/strong&gt; introduziu o seu alerta para os filtros da Internet que ele, na infância, julgava ser a sua grande janela para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ativista explicou que gostava de conhecer as opiniões dos conservadores, embora tivesse mais amigos progressistas e que, depois de algum tempo, os seus acessos a esses conservadores, via Facebook, foram banidos de sua página. Esse dirigismo, conforme revelou, foi, mais uma vez, constatado quando dois de seus amigos com repertórios (&lt;em&gt;backgrounds&lt;/em&gt;) distintos buscaram, no Google, a palavra &lt;em&gt;Egito&lt;/em&gt;: um recebeu links de fatos políticos e rebeliões e o outro, de destinos turísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pariser&lt;/strong&gt; é bem intencionado e tem razão, mas atuou nos bastidores da campanha que levou &lt;strong&gt;Barak Obama&lt;/strong&gt; a diferenciar-se dos oponentes e ganhar as eleições norte-americanas em 2008 usando, entre outros recursos, a vinculação dos eleitores à sua candidatura via pequenas doações (que tornaram esses contribuintes uma espécie de &lt;em&gt;consumidores&lt;/em&gt; de sua candidatura) e usando o Twitter para transmitir os fatos mais importantes da campanha a seus seguidores, entre eles, subrepticiamente, os jornalistas da media mainstream, como eles a chamam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: &lt;strong&gt;Eli Pariser&lt;/strong&gt; nunca se encontrou com a cantora &lt;strong&gt;Sandy,&lt;/strong&gt; assim como Alinne Moraes nunca reclamou da TV Globo. &lt;a href="http://www.ted.com/talks/eng/eli_pariser_online_filter_bubbles.html"&gt;http://www.ted.com/talks/eng/eli_pariser_online_filter_bubbles.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4152302132594238886?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4152302132594238886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/08/sandy-encontra-eli-pariser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4152302132594238886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4152302132594238886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/08/sandy-encontra-eli-pariser.html' title='Sandy encontra Eli Pariser'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-o3ktFjc_kdg/TkrxZ8r801I/AAAAAAAAARY/Gx_rVt5SPJM/s72-c/the_beauty_and_the_beast_94095.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8775250425283534823</id><published>2011-07-13T16:18:00.005-04:00</published><updated>2011-07-22T18:22:10.864-04:00</updated><title type='text'>O inferno não faz mal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qeRslUdJxhU/Th4QIrDURBI/AAAAAAAAARQ/m3RQ9ZiJRsY/s1600/dinasfatdiva.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 429px; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628954325441332242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-qeRslUdJxhU/Th4QIrDURBI/AAAAAAAAARQ/m3RQ9ZiJRsY/s400/dinasfatdiva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Duas modalidades da minha própria ignorância sempre me incomodaram: a astrológica e a &lt;em&gt;noveleira&lt;/em&gt;. Sobre esta última, aprendi com &lt;strong&gt;Patrícia Belfort&lt;/strong&gt;, nossa &lt;strong&gt;Danusa Leão&lt;/strong&gt; da Granja Viana (SP), que é deselegante não saber absolutamente nada desse ramo do conhecimento. Não se pode ignorar, por exemplo, que a primeira versão de O Astro, de &lt;strong&gt;Janete Clair&lt;/strong&gt;, foi estrelada pelo bonitão &lt;strong&gt;Francisco Cuoco&lt;/strong&gt; e pela maravilhosa &lt;strong&gt;Dina Sfat&lt;/strong&gt; (foto), que vale uma busca na rede (aos nascidos depois de 1980).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de intimidade com a Astronomia também me incomodava, mas, de tanto levar as crianças aos planetários, acabei aprendendo a localizar algumas constelações, o que, na praia, revelou-se uma ótima cantada. Mas o meu maior problema era a Astrologia. Virou lugar comum, mas desde a minha &lt;em&gt;primeira infância&lt;/em&gt; (profissional) fui levado a duvidar da influência das estrelas na vida do andar de baixo: &lt;strong&gt;Zarcilio Barbosa&lt;/strong&gt;, ex-Última Hora, redator-chefe do Diário de Bauru, nos anos 60, um belo dia, ordenou-me que escrevesse um horóscopo de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um castigo. Eu tinha 15 anos e vivia infernizando a vida dos outros, depois de terminar minhas tarefas do dia. Principalmente o &lt;strong&gt;Souza Freitas&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Nicoliélo&lt;/strong&gt;, que já eram seniors naquela época. Aquilo me trouxe um prazer inenarrável, como diria &lt;strong&gt;Nelson Rodrigues&lt;/strong&gt;. Comparável, talvez, ao primeiro êxtase sexual: se escrever para uma cidade inteira, naquela idade, era bom, imaginem ludibriar a crendice alheia, consentidamente. Em seguida, fui beber umas caipirinhas no Frutiflores, lanchonete drive-in que freqüentávamos à época, inspirada nos filmes de Elvis Presley da sessão das seis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parêntesis: na missa das onze, mirávamos o(s) alvo(s) e íamos fumar lá fora. Na sessão das seis, soavam as trombetas e disparávamos nossas flexas, envenenadas pelos hormônios da idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele desvio educacional me fez perder, logo de cara, um pouco da fé na profissão. Outra parte se foi quando eu e o &lt;strong&gt;Carlos Marchi&lt;/strong&gt; nos encontramos na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio: ele, com uma pauta de &lt;em&gt;pau&lt;/em&gt; nas mazelas do bairro, eu, com outra, falando de natureza, boa vizinhança e diversão. A minha foi editada e, dias depois, o jornal começou a veicular uma grande campanha da incorporadora Sérgio Dourado, no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui um bom repórter, mas inventava um pouco, quando tinha que substituir um par de entrevistas idiotas por uma boa sessão de cinema. Lembro-me quando a família de um tio distante comemorou a entrevista dele sobre os fantasmas do Joelma, matéria que fui obrigado a fazer, anos depois do incêndio de 1974. Na Economia, recém-chegado de uma temporada na Europa, aprendi com meu chefe da época, &lt;strong&gt;Moura Reis,&lt;/strong&gt; que as informações auspiciosas do então ministro das Minas e Energia sobre as nossas reservas de petróleo exigiam uma vírgula e uma explicação: “diz Ueki”. (&lt;strong&gt;Shigeaki Ueki&lt;/strong&gt; foi ministro, e genro, do general &lt;strong&gt;Ernesto Geisel&lt;/strong&gt;, de 1974 a 1979).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me ocorreu, no entanto, grampear os telefones do ministro, como a turma do News of the World, na austera Grã Bretanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos astros, tema que deve estar de volta às rodas sociais, ao lado do atraso nas obras da Copa, da expansão do mercado nordestino, do carro chinês, do fitness, da experiência de quase-morte e do Afeganistão, tentei assistir ao Globo Repórter da última sexta-feira, &lt;em&gt;teaser &lt;/em&gt;da nova novela das onze. Não funcionou, apesar da participação de &lt;strong&gt;Edney Silvestre,&lt;/strong&gt; que parecia tão deslocado na matéria quanto eu, na cobertura dos fantasmas do Joelma, há 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o meu maior interesse neste campo era entender como funciona essa coisa de &lt;strong&gt;inferno astral,&lt;/strong&gt; o que, no momento, atravesso. Diz a enciclopédia astrológica que, &lt;em&gt;pela técnica da revolução solar&lt;/em&gt;, cada mês do ano, a partir da data do aniversário, corresponde a uma &lt;em&gt;casa astrológica&lt;/em&gt; ou setor da vida de uma pessoa. No primeiro mês a partir do aniversário, vive-se de forma enfática a &lt;em&gt;casa 1&lt;/em&gt;: a pessoa fica mais centrada em si mesma. O último mês do ano corresponde à casa 12, &lt;em&gt;trecho do mapa que analisa&lt;/em&gt; (sic) &lt;em&gt;os sacrifícios e doações que uma pessoa deve fazer aos outros, sem esperar recompensas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o astrólogo &lt;strong&gt;Eduardo Maia&lt;/strong&gt;, "é um período de ser instrumento para o bem dos outros e não estar tão preocupado com causas próprias". Boa definição, mas como eu me preocupo sempre, comigo e com os outros (nesta ordem), a explicação não me serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No portal &lt;em&gt;Astrológica&lt;/em&gt;, encontrei esta outra descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um período de transformações e de conscientização dos próprios limites, que pode ser confundido com um &lt;strong&gt;agravamento de condições difíceis&lt;/strong&gt;. Um dos vários exemplos é &lt;strong&gt;o trânsito de Saturno pelo Sol de nascimento&lt;/strong&gt;. Por outro lado, ciclos considerados favoráveis podem estar ocorrendo e &lt;strong&gt;contrariando o que se diz sobre o inferno astral&lt;/strong&gt;. Durante o mês anterior ao aniversário, &lt;strong&gt;Júpiter em trânsito pode estar em conjunção com Vênus&lt;/strong&gt; do mapa natal, o que corresponde, em tese, a uma &lt;strong&gt;fase afortunada nos afetos e nas finanças&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que estava buscando. Porque, no meu inferno astral, a minha pressão sanguínea chegou a 20 x 10, mas só descobri isso porque fui fazer um check up; terminei um quadro, depois de passar anos longe dos pincéis; a parceira passou por uma cirurgia na mão direita, mas curou-se de uma Rizartrose dolorida; voltei a cozinhar, o que me diverte sempre; o meu próprio braço direito tirou férias, mas gerenciei sem problemas a mudança (física) da empresa. Trabalhei como um mouro, mas fui bem remunerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, como indicam os fatos da (minha) vida nesse período, o inferno astral tem seu lado negativo, mas também tem seu lado positivo. Exatamente como explicou o astrólogo. Isso me permitiu saciar esta minha sede de saber. Tudo muito razoável, até que, por uma informação equivocada, no último sábado, depois de fazer compras no Ceagesp, fui parar num outro mundo paralelo, chamado Cobasi, que, mais tarde, vim a saber tratar-se de um &lt;strong&gt;pet-shop/atacadão&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galpão com mais de 20 metros de altura abriga sacos de 60 e 100 quilos de ração para poodles, schnauzers e malteses que, nos braços de seus donos, parecem não pesar mais de 100 gramas. Homens conversavam numa espécie de praça central, enquanto as mulheres se perdem em corredores escuros, formadas por gaiolas e aquários exóticos, cercados por pilhas de estofados caninos. Passei por uma seção com mais de cinqüenta tipos de ossos sintéticos, enquanto uma senhora portando um enorme arranjo de ferro e flores de plástico me fisgou pelo casaco e me arrastou por alguns metros, sem perceber. Só consegui sair do lugar escoltado por um vendedor que parecia conhecer aqueles labirintos e portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um &lt;em&gt;petless &lt;/em&gt;como eu, a experiência pode ser atribuída ao lado negro do inferno astral. Mas aprendi que a minha ignorância não é assim tão estreita: ao narrar a minha aventura a alguns amigos, descobri que a cachorrinha de um deles só faz as suas necessidades, quando chove, na garagem da Cobasi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8775250425283534823?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8775250425283534823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/07/o-inferno-nao-faz-mal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8775250425283534823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8775250425283534823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/07/o-inferno-nao-faz-mal.html' title='O inferno não faz mal'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qeRslUdJxhU/Th4QIrDURBI/AAAAAAAAARQ/m3RQ9ZiJRsY/s72-c/dinasfatdiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4169052149125089367</id><published>2011-06-17T15:25:00.007-04:00</published><updated>2011-06-20T20:29:04.069-04:00</updated><title type='text'>Jorges</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L7SyefdXutk/Tf_lvKjTiUI/AAAAAAAAAQ4/d6kXamzOxEU/s1600/jorge%2Bfernando.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 275px; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620463458430716226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-L7SyefdXutk/Tf_lvKjTiUI/AAAAAAAAAQ4/d6kXamzOxEU/s400/jorge%2Bfernando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca esperei muito das pessoas, embora dificilmente consiga permanecer calado num táxi e aprecie aquela cena do &lt;strong&gt;Al Pacino&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Donnie Brasco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, na qual ele assiste à caçada de uma gazela por um guepardo, num canal de tv a cabo. Lembra a fuga do tigre de &lt;strong&gt;Bertolucci&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Estratégia da Aranha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A namorada confessa ao amigo que aquele prefere os animais, mas a intenção do diretor, &lt;strong&gt;Mike Newell,&lt;/strong&gt; não é discutir a solidão, mas introduzir o tema da caça e do predador, embora ele não seja um&lt;strong&gt; Borges&lt;/strong&gt;, nem tenha sido inventado pelo genial autor da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;História Universal da Infâmia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, &lt;strong&gt;Newell &lt;/strong&gt;vai mostrar o guepardo sendo acossado por um bando de hienas. É quando &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Donnie Brasco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Johnny Deep)&lt;/strong&gt; humanizado por um súbito arrependimento católico (que dura pouco) resolve entregar o parceiro, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lefty Ruggiero&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Pacino&lt;/strong&gt;), ao FBI. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lefty &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;é um mafioso de subúrbio que jamais conseguiu alcançar o poder, e parece compreender e perdoar a traição do amigo ao qual se havia afeiçoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Donnie Brasco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um mórmon facista que zomba do dilema moral de seu subordinado (para sublinhar&lt;em&gt; &lt;/em&gt;a angústia do traidor). Mais &lt;strong&gt;Borges&lt;/strong&gt;: “A hipocrisia é o tributo que o vício paga à virtude”. O filme tem outra boa cena, quando &lt;strong&gt;Brasco &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;ensina &lt;/em&gt;a seus colegas de FBI os inúmeros significados de “forget about” no jargão da máfia: &lt;em&gt;não tem como&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;soa bom demais&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;certamente&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;de jeito nenhum&lt;/em&gt; e outros, além do literal “esqueça”. E tem &lt;strong&gt;Michael Madsen&lt;/strong&gt;, em sua única performance fora da pele de &lt;strong&gt;Elvis Aaron Presley&lt;/strong&gt;. Mas tanto &lt;strong&gt;Deep &lt;/strong&gt;quanto &lt;strong&gt;Pacino &lt;/strong&gt;abusam dos longos interstícios a la &lt;strong&gt;De Niro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao tema da solidão, confesso que sentia algum desconforto em relação à figura pública do diretor de TV, &lt;strong&gt;Jorge Fernando&lt;/strong&gt;, que eu não conseguia encaixar na imagem que eu tinha dele na minha infância, em Del Castilho (RJ) quando sua mãe vivia gritando, da janela do primeiro andar, : “&lt;strong&gt;Jooorge!”.&lt;/strong&gt; Nunca soube se era para o almoço ou por alguma estrepolia: na rua, ele era um diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto já exibia um pouco do que viria a se tornar, essa mistura de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;facínora &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;com &lt;strong&gt;Shirley Temple&lt;/strong&gt;. Eu sempre o considerei exagerado demais, talvez arrogante: era instigante e, portanto, ameaçador. Mas isso é passado remoto. No outro dia, assisti, quase por acaso, a um episódio da série &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Macho Man&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, na qual &lt;strong&gt;Jorge Fernando&lt;/strong&gt; se dirige (e se interpreta?) como um gay que tenta equilibrar-se entre os estereótipos da masculinidade recém-adquirida e as deliciosas tiradas de sua antiga condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para subir e descer da corda bamba, o autor-ator elegeu ninguém menos que &lt;strong&gt;Marisa Orth&lt;/strong&gt;. O cenário (a &lt;em&gt;ambiance&lt;/em&gt;) lembra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Gaiola das Loucas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Jean Poiret. &lt;/strong&gt;E o autor-ator é uma combinação pouco provável de &lt;strong&gt;Mell Brooks&lt;/strong&gt; com &lt;strong&gt;Mauro Rasi&lt;/strong&gt; (aiê, Bauru!). O resultado, para mim, foi uma epifânia. Comecei a achar que a TV aberta tem chances de sobreviver a &lt;strong&gt;Faustão&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Luciano Huck&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auge do episódio ocorre quando o protagonista explica, com sua visão privilegiada de homem (gênero) porque o masculino consegue transitar sem problemas, de uma acalorada discussão para uma tórrida relação carnal com a parceira: rápido e rasteiro, sucessão que sempre me rendeu a pecha de canalha. Para as mulheres, obviamente, isso escapa a qualquer nível de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena termina com a personagem de &lt;strong&gt;Marisa Orth&lt;/strong&gt; (mulher e heterossexual) explicando que o fenômeno deve derivar do fato de serem, as relações heterossexuais, fruto de uma atração de opostos. Segue-se o pastelão no qual os convidados para o suposto &lt;em&gt;bota dentro&lt;/em&gt; do ex-namorado gay de &lt;strong&gt;Jorge Fernando&lt;/strong&gt; – que agora mora com a personagem de &lt;strong&gt;Marisa&lt;/strong&gt; – descobrem, horrorizados, que o anfitrião não apenas tornou-se hetero, como acaba de papar sua amiga, atrás do sofá. Tudo muito divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente eu era o único vivente deste lado do rio que desconhecia o talento do &lt;strong&gt;Jorge Fernando&lt;/strong&gt;. A minha impaciência com a TV, em relação ao teatro e ao cinema, lembrou-me uma das pequenas histórias resgatadas pelo Clarin da última terça-feira (14/6) sobre outro Jorge, o &lt;strong&gt;Borges&lt;/strong&gt;, que nos deixou há 25 anos. Convidado a subir ao segundo andar da Biblioteca de Buenos Aires pelo elevador, depois de um longo instante de espera, ele pergunta à pessoa que o acompanhava: “Não prefere ir pela escada, que já está totalmente inventada?”. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4169052149125089367?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4169052149125089367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/06/jorges.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4169052149125089367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4169052149125089367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/06/jorges.html' title='Jorges'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-L7SyefdXutk/Tf_lvKjTiUI/AAAAAAAAAQ4/d6kXamzOxEU/s72-c/jorge%2Bfernando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5010793245788930802</id><published>2011-05-24T16:57:00.015-04:00</published><updated>2011-05-30T13:58:35.769-04:00</updated><title type='text'>Saudades de Aguinaldo Silva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LxAwdT4WPhg/TdwedQ0PsjI/AAAAAAAAAQM/mUhq-1gSQlo/s1600/Jonne%2BRoriz%2BAE%2BTrofeu%2BMaria%2BLenk%2B07072011.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 422px; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610392723875934770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-LxAwdT4WPhg/TdwedQ0PsjI/AAAAAAAAAQM/mUhq-1gSQlo/s400/Jonne%2BRoriz%2BAE%2BTrofeu%2BMaria%2BLenk%2B07072011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- &lt;em&gt;No fish, no fisherman&lt;/em&gt; – diz o homem africano ao repórter da CNN, diante do estaleiro artesanal da família, que produz barcos de pesca há mais de um século em Nungwi, no oceano índico. Zanzibar pode ter perdido o seu apeal, mas o repórter, indiano, claramente, a ama. &lt;em&gt;- So, you have trouble&lt;/em&gt; – diz ele, dirigindo-se ao artesão. Volta-se para a câmera e explica a função do mangue, onde os peixes vêm desovar e criar seus filhotes, antes de voltar para o fundo do mar. Aperto o controle remoto: – Nós pega os peixe? – pergunta &lt;strong&gt;Willam Waak &lt;/strong&gt;ao filósofo, &lt;strong&gt;Roberto Romano&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto no controle remoto e vejo cenas da destruição em &lt;strong&gt;Joplin &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;Janis&lt;/strong&gt;, sinto sua falta), no Missouri, EUA, um desastre natural. Outro clic, e aparece uma fazenda, em Mato Grosso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu recebi a terra do jeito que ela está – diz o sujeito de chapéu panamá e óculos de grife, olhando para a câmera com firmeza. – Ele (o vendedor, certamente) prometeu me entregar a área já queimada, prontinha pra plantar. Em off, o repórter explica que o cidadão arrendou a terra antes de examiná-la. A devastação é mostrada de um helicóptero que, segundo o repórter, busca um local seguro para pousar, enquanto madeireiros clandestinos saltam de cinco carretas carregadas de toras e correm para o mato. Irônico? – Vejam o que a senadora, &lt;strong&gt;Kátia Abreu&lt;/strong&gt; disse ontem (23/5) da exigência de reposição de mata nativa pelos produtores rurais: “É coisa de burocrata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um clic, e &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt; (70!) aparece numa velha tomada em branco e preto, convidando mister Tambourine a cantar uma canção enquanto ele não está dormindo como, certamente, estará agora o seu fã número um no Brasil, o senador &lt;strong&gt;Eduardo Suplicy&lt;/strong&gt;, longe da polêmica sobre o &lt;strong&gt;ministro Palocci,&lt;/strong&gt; do metrô de Higienópolis, da PM na USP –Sim ou não, do mensalinho de Campinas-SP e do naufrágio no lago Paranoá-DF. &lt;strong&gt;Dylan &lt;/strong&gt;resmunga “like a rolling stone” e, como tudo acontece comigo, mudo de canal em tempo de ver a suíte da morte de um sem-teto na boca do túnel do Rio Comprido, no último domingo. Mais polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais fácil assistir ao noticiário da Record, no qual uma briga de um vira-lata com dois pitbull, na periferia de São Paulo, leva famílias às vias de fato. &lt;strong&gt;Heródoto Barbeiro&lt;/strong&gt; aparece em outra notícia, depois de estrear no Jornal da Record News, vamos ver se você melhora esse índice de audiência, meu caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto às polêmicas midiáticas recentes: a imprensa quase passou ao largo da questão da amamentação em público, que a Folha de S.Paulo, esse grande jornal da gente brasileira, não deixou escapar, tendo publicado uma grande mesa redonda a respeito, em sua edição do último domingo. Com tanto assunto, penso, por que ler, no Economist, a matéria sobre a força do nordeste brazuquês, que cresceu 4,1% enquanto o resto do país evoluía apenas 3,6%?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia precisa mesmo reencontrar o seu rumo, mas a (ótima) cobertura de &lt;strong&gt;Luiz Carlos Merten&lt;/strong&gt; sobre Cannes não consegue comover o tal de público, nem a exegese da Psicanálise do último domingo (22/5), nem a notícia da construção de uma base chinesa no Paquistão, na página de Internacional de hoje (24/5), ou as conseqüências da pressão de Obama sobre&lt;strong&gt; Netanyahu&lt;/strong&gt; depois da morte de &lt;strong&gt;Bin Laden&lt;/strong&gt;, vis a vis a nova geopolítica no Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nova York, o Amazon já vende mais e-books do que livros impressos, mas o suporte, no caso, é o que menos importa. A gente quer ver o dedo na ferida, mas, para isso, é preciso buscar a ferida, e tratá-la. Passei metade da vida construindo notícias e a outra metade, virando-as do avesso, ou lendo notícia velha, como explicava minha mãe às amigas, sobre o que eu faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, sinto-me bem quando, no meio de um longo mergulho, como o que fiz, recentemente, em notícias sobre uma grande empresa do setor de turismo, encontro o depoimento do proprietário de um grande hotel carioca, sócio do governo, (antigas ações) no qual um funcionário público participa, periodicamente, da reunião do conselho administrativo, em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele é uma boa pessoa”, diz o empresário sobre o seu colega de conselho. “Mesmo quando vem ao Rio às sextas-feiras, volta no mesmo dia para Brasília, sem ficar para o fim de semana”. O repórter transcreveu a frase sem alterá-la, embora o sentido de “boa pessoa” tenha sido, claramente, o de “pessoa de bem”. Não importa, estamos discutindo se nós pega os peixe ou se o Código Florestal vai ou não ser votado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo me deixou com saudade do meu bom e velho (&lt;em&gt;sorry&lt;/em&gt;) &lt;em&gt;copydesk&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Aguinaldo Silva&lt;/strong&gt;, em O Globo, nos anos 70, nosso &lt;strong&gt;Honoré de Balzac&lt;/strong&gt; dos dias atuais. Dêem uma olhada no que ele poderia fazer com esse texto, caso viesse a misturar as suas duas funções, a antiga e a atual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal funcionário pode ser um canalha que morou no Rio e agora aproveita as reuniões do conselho no hotel para bancar suas visitas à família, na cidade maravilhosa (ninguém vê quando ele chega). Pode ser um pervertido, que apanha da mulher e não consegue ficar uma noite sequer longe dela. Pode estar recebendo favores de alguma senhora irresistível, na mesma Copacabana, em conluio com o taxista que costuma pegá-lo na porta do hotel. Pode, enfim, tratar-se de um orgulhoso incorrigível, arrogante, incapaz de qualquer ato de degradação moral, por mínima que seja. Ou ser um personagem de &lt;strong&gt;Pushkin,&lt;/strong&gt; daqueles que tremem de medo só de pensar em cometer algum desvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado do proprietário do hotel, há outras possibilidades. Hipótese um: estamos tão habituados às mazelas da máquina pública que qualquer atitude republicana é, para nós, motivo de júbilo. Hipótese dois: secretamente, achamos que o cidadão não fica no hotel nos fins de semana porque tem uma amante nas Laranjeiras. Mas não verbalizamos a suspeita (E se Deus existe?). Hipótese três: melhor elogiar publicamente o safardana, antes que ele resolva aproveitar a mordomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, Aguinaldo, afinal, você tinha razão: novela rende muito mais do que jornal. A foto do mergulho é do genial Jonne Roriz, do nosso velho O Globo, enviada pelo Xando Pereira, do A Tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5010793245788930802?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5010793245788930802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/05/saudades-de-agnaldo-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5010793245788930802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5010793245788930802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/05/saudades-de-agnaldo-silva.html' title='Saudades de Aguinaldo Silva'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LxAwdT4WPhg/TdwedQ0PsjI/AAAAAAAAAQM/mUhq-1gSQlo/s72-c/Jonne%2BRoriz%2BAE%2BTrofeu%2BMaria%2BLenk%2B07072011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1814997974187073567</id><published>2011-04-28T17:02:00.004-04:00</published><updated>2011-04-28T18:45:35.051-04:00</updated><title type='text'>Reeding</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ejpxyl8XZRM/TbnYu-5rruI/AAAAAAAAAPQ/OZb8XDAy1Kk/s1600/financial_times.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 443px; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600745913282440930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ejpxyl8XZRM/TbnYu-5rruI/AAAAAAAAAPQ/OZb8XDAy1Kk/s400/financial_times.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo&lt;/strong&gt; publicou hoje (28/4) uma entrevista com o diretor do &lt;strong&gt;Financial Times&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;John Ridding&lt;/strong&gt;, que decretou o fim da &lt;em&gt;cauda longa&lt;/em&gt;. Não, ele não falava do vestido de &lt;strong&gt;Kate Middleton&lt;/strong&gt;. Segundo &lt;strong&gt;Ridding&lt;/strong&gt;, o jornal, que já teve 70% de sua receita proveniente de anúncios, há quatro anos, foi um dos primeiros a migrar, de forma bem sucedida, para o modelo de cobrança por notícias on line. “Temos 207 mil assinantes em nosso website”, orgulhou-se o executivo, informando que, ainda este ano, a receita do jornal on line deve igualar-se ao faturamento publicitário da versão impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Anúncios são voláteis e sensíveis a ciclos econômicos”, arriscou, com a autoridade de quem lucrou 60 milhões de libras, em 2010 (R$ 156 milhões). Nesse período, a maioria dos jornais sofria para adaptar-se à nova realidade digital. A &lt;strong&gt;FSP&lt;/strong&gt; tem mesmo que comemorar o sucesso do colega britânico, que também controla 50% do &lt;strong&gt;Economist&lt;/strong&gt;. Mas acho prematuro endossar as afirmações de &lt;strong&gt;Mr Ridding&lt;/strong&gt;, sem ponderar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A demanda pelas informações de &lt;strong&gt;FT&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;The Economist&lt;/strong&gt; (inclusive por parte do nosso principal jornal de negócios, o &lt;strong&gt;Valor Econômico&lt;/strong&gt;, controlado pela &lt;strong&gt;Folha &lt;/strong&gt;e pela &lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;, não pode se comparar à dos jornais brasileiros, por razões que vão além da credibilidade dessas marcas, seu alcance e influência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A idéia de que a &lt;em&gt;informação de graça&lt;/em&gt; está morrendo e que jornalismo de qualidade precisa ser pago tem a consistência de um torrão de açúcar, longe da umidade e do calor. Insisto que o &lt;em&gt;hardnews&lt;/em&gt; virou &lt;em&gt;commodity&lt;/em&gt;, razão pela qual os jornais regionais se fortaleceram e os noticiosos da TV inseriram, rapidamente, em suas edições, reportagens especiais seriadas, como forma de distinguir-se da concorrência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O impacto da mídia digital na mídia tradicional ainda não completou o seu ciclo. Infelizmente, digo, como ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas de SP (não acredito mais no modelo clássico de relações de trabalho). Gostaria de poder comemorar a premissa de &lt;strong&gt;John Ridding&lt;/strong&gt; com meus antigos patrões, mas não estaria sendo coerente: os &lt;em&gt;jornalões&lt;/em&gt; só resistem por serem lojas-âncoras em seus respectivos shoppings, mas precisam fortalecer a sua credibilidade, em vez de diversificar sua oferta e multiplicar as suas promoções;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A revista Veja tem me enviado um e-mail a cada cinco minutos. Ainda não recebi um telefonema do &lt;strong&gt;Dr. Roberto,&lt;/strong&gt; insistindo para que eu volte a assinar a revista, mas não estamos longe disso. Já o &lt;strong&gt;Mino&lt;/strong&gt; não me liga porque fala com gente mais importante. Neste momento, a &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; me brinda com uma degustação de 20 dias, &lt;strong&gt;O Globo&lt;/strong&gt;, de dez e o &lt;strong&gt;Valor &lt;/strong&gt;oferece 30 dias grátis por uma assinatura anual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também penso que a informação de qualidade, com credibilidade isenção, utilidade e diversão deveria ser bem remunerada. Mas também acho que em vez de trabalhar uma pauta sobre a capacidade que a Meteorologia terá de detectar uma enchente, com algumas horas de antecedência – o que só interessa ao poder – a grande emissora nacional devia questionar a incapacidade da autoridade pública de escoar a Praça da Bandeira (Rio de Janeiro-RJ), por exemplo, que sofre com as inundações desde antes de eu nascer, como revela meu velho pai, de 86 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, ainda, que o segundo maior banco brasileiro não deveria permitir que seus gerentes vendessem seguros enganosos a seus clientes, só para bater as metas de faturamento de suas agências, como acabo de descobrir, depois que a minha casa de praia, no sertão de Cambury-SP, foi invadida pela água, num desses temporais recentes. Nem a &lt;em&gt;limpeza paliativa&lt;/em&gt; que a apólice prometia, em letras miúdas, foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, ainda, como todos os que aqui me lêem, que as revistas semanais brasileiras continuassem publicando escândalos, mas que as nossas altas cortes não poupassem esforços para puní-los, em vez de se ater a princípios de uma pureza inadequada a uma sociedade tão flexível como a nossa, conforme vimos no julgamento da &lt;em&gt;Ficha Limpa&lt;/em&gt; pelo STF. E, claro, que a Comissão de Ética do Senado fosse merecedora de alguma fé, considerando a truculência e a ignorância de alguns de seus pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, também, que o combate à miséria se fizesse acompanhar pela Educação formal, presidenta. Bem, esta não é uma lista para o Papai Noel, e sim uma discussão sobre a vitalidade dos jornais e seus &lt;em&gt;stakeholders.&lt;/em&gt; Nesse caso, como ex-operador da área, me arriscaria a dizer que o principal não é o querer, nem o fazer, nem o sentir, nem o vender. É o perceber e o transmitir. Talvez por causa dessa receita, tão simples, a empresa do senhor &lt;strong&gt;Ridding &lt;/strong&gt;vá tão bem, num meio tão conturbado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1814997974187073567?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1814997974187073567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/04/reeding.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1814997974187073567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1814997974187073567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/04/reeding.html' title='Reeding'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ejpxyl8XZRM/TbnYu-5rruI/AAAAAAAAAPQ/OZb8XDAy1Kk/s72-c/financial_times.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-7728936785930484664</id><published>2011-03-29T16:45:00.009-04:00</published><updated>2011-03-30T10:09:39.109-04:00</updated><title type='text'>A valsa do gato</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0ZH3dBQHG_A/TZJHEmsqtBI/AAAAAAAAAPI/rT9i_cdhBUM/s1600/valsa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589608231953150994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0ZH3dBQHG_A/TZJHEmsqtBI/AAAAAAAAAPI/rT9i_cdhBUM/s400/valsa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje (29/3), que notícia contabilizará mais acessos em nossos portais (G1, Uol, IG e Terra)? – A morte de &lt;strong&gt;José de Alencar&lt;/strong&gt; ou a censura à revista Caras, proibida de publicar a carta de &lt;strong&gt;Cibele Dorsa&lt;/strong&gt;, ex-do cavaleiro &lt;strong&gt;Doda Onassis&lt;/strong&gt;, ela que decidiu abandonar a vida no último sábado, 27? Respeito a dor das pessoas que ficaram, mas o contraste entre os personagens e as características das duas notícias é flagrante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em segundo plano, temos a contenção da fúria de &lt;strong&gt;Kadafi&lt;/strong&gt;, assumida pela Otan e a reta final do Big Brother, cuja última edição parece não ter agradado nem o seu grande público, formado pelo noveleiro, &lt;strong&gt;Walcyr Carrasco&lt;/strong&gt;, e pelo &lt;em&gt;metteur em scène&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Jorge Fernando&lt;/strong&gt;. Inevitável a comparação entre essas notícias e a rabugice de um amigo não-identificável com a &lt;em&gt;escalada&lt;/em&gt; do SBT, no dia do alerta nuclear no Japão, que coincidiu com a visita de &lt;strong&gt;Barak Obama&lt;/strong&gt; ao Brasil e com o início do bombardeiro à Líbia. A primeira notícia do SBT foi: como contratar pela Internet; a segunda, a volta das perucas aos salões de beleza. Ok, o &lt;em&gt;hard news&lt;/em&gt; virou commodity, mas vai gostar de especialização assim lá em Madureira... - Ei! Adoro o lugar. Fui o primeiro a entrevistar &lt;strong&gt;Silas de Oliveira&lt;/strong&gt; para O Globo, nos idos 70 (&lt;em&gt;Heróis da Liberdade&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não visito este blog desde a publicação do último post, aí abaixo, homenageando meu parceiro que se tornou cunhado, &lt;strong&gt;Luís Augusto Corá&lt;/strong&gt;, e que deixou este mundo há pouco mais de um mês, usando a mesma plataforma de embarque na qual nos despedimos, hoje, do vice-presidente &lt;strong&gt;José Alencar&lt;/strong&gt; e, na semana passada, do amigo, &lt;strong&gt;Sidney Basile&lt;/strong&gt;, jornalista da velha cepa, homenageado, sexta-feira (25), por um belo artigo de &lt;strong&gt;Eugenio Bucci&lt;/strong&gt;, no Estadão. &lt;strong&gt;Basile&lt;/strong&gt; freqüentava a mesma banca de peixe que eu, aos sábados, no Ceagesp. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não gosto do Big Brother e só me lembro de relance dos pregões da minha infância, mas o Ceagesp está, para mim, assim como os letreiros e pára-choques de caminhão devem ter estado para o &lt;strong&gt;Marcelo Duarte&lt;/strong&gt;, do &lt;em&gt;Guia dos Curiosos&lt;/em&gt;, que está fazendo 10 anos: fatias de bom humor, entremeadas de saberes, afastando-se, cuidadosamente, os preconceitos: “O amor é cego, o casamento abre os olhos”, “Para olho gordo, colírio diet”, “Quem dá aos pobres, paga o motel”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bons tempos, aqueles, em que apenas alguns caminheiros tomavam &lt;em&gt;rebite &lt;/em&gt;e que o Fantástico não precisava derrubar o chefe da Polícia para chamar a atenção para o perigo que ronda as estradas: - Você fica com os buracos e falta de sinalização ou prefere a venda de crack nos postos das rodovias federais, pagando com o cartão de crédito? - Ainda acho melhor a edição estratégica da TV Record, que arranjou uma reportagem um parto apoiado por PMs para exibir logo após a gravação da tentativa de assassinato de um menor por PMs de Manaus-AM. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afinal, o nosso principal conflito deixou de ser de classes, já que, desde &lt;strong&gt;Lula,&lt;/strong&gt; somos todos de classe média. E também de gerações, uma vez que nós, velhos, podemos usar roupas de bebês e os bebês, roupas de velho (perguntem à &lt;strong&gt;Gloria Kalil&lt;/strong&gt;). E mais: se o &lt;strong&gt;Arthur Xexéo&lt;/strong&gt;, ex-editor de Cultura do saudoso Jornal do Brasil, em sua participação na rádio CBN, no dia da visita de &lt;strong&gt;Obama&lt;/strong&gt;, pode afirmar não saber o que diabos o presidente dos EUA veio fazer no Brasil, por que cargas d’água, os jovens editores do SBT deveriam sabê-lo? – Na dúvida, falemos de perucas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, pensando em cabelos, procuro uma composição de &lt;strong&gt;Wilde &lt;/strong&gt;para refletir sobre as nuances que governam o nosso mundo, mas a única coisa que me vem à mente é uma velha frase de pára-choque de caminhão: “Não sou o dono do mundo, mas sou filho do dono”. Arrogante, mas cheia de sutilezas. E típica do nosso tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim que um de meus filhos considerou &lt;em&gt;apenas natural&lt;/em&gt; que sua jovem prima, que fará 15 anos este ano, e que, felizmente, ainda não tem &lt;em&gt;compromisso&lt;/em&gt;, o convidasse para a dançar a valsa principal de seu aniversário, no fim deste ano: “Claro”, comentou. “sou o primo mais gato que ela tem”. Deve ser compensação: eu costumava dizer a ele que o D. Pedro, nosso primeiro imperador, foi bem melhor do que o segundo. Hoje, não tenho tanta certeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-7728936785930484664?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/7728936785930484664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/03/valsa-do-gato.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7728936785930484664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7728936785930484664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/03/valsa-do-gato.html' title='A valsa do gato'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0ZH3dBQHG_A/TZJHEmsqtBI/AAAAAAAAAPI/rT9i_cdhBUM/s72-c/valsa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4700340195717575008</id><published>2011-02-13T10:38:00.018-04:00</published><updated>2011-05-30T14:09:15.687-04:00</updated><title type='text'>Depois daqui</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u1bzaiKLDDE/TVf44saynWI/AAAAAAAAAPA/lSiDfpJ7yt4/s1600/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bvida%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 413px; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573196716774169954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-u1bzaiKLDDE/TVf44saynWI/AAAAAAAAAPA/lSiDfpJ7yt4/s400/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bvida%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu chegar primeiro, prometo não contar como é&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também estou de partida. Talvez tome mais uma ou duas, mas estou tratando de fazer as malas, assim como você, conforme deixou escapar no outro dia, em conversa com uma desconhecida, lá nos seus domínios. Com o silêncio ensurdecedor que temos feito à sua volta, com nosso medo da morte (e de todo tipo de perda), a quem você iria confessar o seu desânimo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ei, amigo, eu tenho câncer. Não tenho a fibra, nem a fé do ex-vice-presidente. Só o câncer. Ainda não sei quem vai primeiro, mas esse seu cansaço, eu conheço. Passamos juntos juntos por Nietzche, Kafka, Bukowski, Dostoievski. Entendo essa angústia, os longos vôos solitários: você puxa conversa com o passageiro ao lado, e logo se arrepende. Decepções, impotência, vasos partidos. Aquelas duas crianças do &lt;em&gt;Natal do Presente&lt;/em&gt;: a ignorância e a miséria. Por toda a parte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabo de rever o velho Dickens numa gravura, servindo de &lt;em&gt;escada&lt;/em&gt; para o Johnny Deep, num comentário sobre a larga preferência das pessoas por Sheakespeare, dentro de um filme bobo. Como se multidões lessem Sheakespeare, pobre roteirista. Tão solitário quanto nós, em seu balde de martini do Ritual Bar, no Cahuenga Boulevard, LA, CA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pelo menos, eles fazem roteiros. Botam &lt;em&gt;Satisfaction &lt;/em&gt;no fundo de uma cena de novela, chamam a coisa toda de &lt;em&gt;Insensato Coração&lt;/em&gt;. Toda a gente conhece a batida de Charlie Watts, todo mundo ouviu falar de Caymi, muita gente suspira pelos anos 60. Falando em outro filme bobo, &lt;em&gt;Piratas do Caribe&lt;/em&gt;, em quem mais o Johny Deep e o Gore Verbinski iam se inspirar, além do Keith Richards? – No Keith Jarret? – Quem ouve a Rádio Cultura, segunda-feira à tarde, além dos maestros da Sinfônica e suas tias elegantes? – Eu ouço, mas eu não faço nenhuma diferença. Ouço porque não consigo mais suportar o barulho das notícias, &lt;em&gt;more and more of useless information&lt;/em&gt;. Essa é uma das trouxas que não faço nenhuma questão de levar, para onde vamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Num dos meus delírios desses dias, pensei em ver &lt;em&gt;Hereafter &lt;/em&gt;com você (foto acima), depois bebericar no Riviera, olhar as meninas da Paulista (é o que podemos fazer com elas). No dia seguinte, você estava na UTI. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É fácil, para mim? Não tem sido fácil, para mim. Quanto mais você acha que conseguimos suportar? Hoje mesmo, saí por uma hora em São Paulo, vi duas Ferraris nessas ruas esburacadas, e pensei: eu nunca soube o que é sair gastando por aí, comprando coisas inúteis, nem naquela fase de Paris pós-conexão Ultrecht/Bruxelas. – Você se lembra? – As coisas que já fizemos... isso, nem o Alzeimer vai me tirar. &lt;em&gt;Einen Augenblick, im Paradies lebte ist nicht teuer im Tod bezahlt&lt;/em&gt; (A morte não é pagamento muito caro para um momento no paraíso - eu, &lt;em&gt;copidescando&lt;/em&gt; Schiller). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também não gosto de funk, acho a maioria das letras de rap idiotas. Respeito a periferia, mas sobre a Cláudia Leite, por exemplo, eu teria um outro posicionamento de marketing para ela. Se bem que, no mundo em que vivemos, presidentes lêem Coelho (não o Amstrong, de Updike, mas o Paulo Coelho) e Ivete faz sucesso no Carneggie Hall. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bach é o meu segundo compositor favorito, mas não, não leio partitura, sou semi-analfabeto em Excell, nunca saltei de Asa Delta e não aprendi cantonês. Não resisto a um carinho de mulher, não tenho tablet PC e nem pratico Kitesurf. O meu swot tem mais weekness do que strenghts, dezenas de threats e talvez esta última oportunidade de nos falarmos mais uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ronaldinho Gaúcho foi apresentado à nova torcida, depois de uma pequena frustração de seus conterrâneos. Algumas moedas a mais, uma com duas faces: - Cara ou coroa? -E a nação desabrida celebra, em plena cobertura da tragédia na serra fluminense, boa sorte, Flamengo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tragédia na serra: mais uma cobertura patética, tão histérica quanto impotente, que me perdoem os que para lá foram levados pelo senso de honestidade que o instinto costuma converter em compromisso com a profissão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assassinos de vinte reais carregando água mineral compungidos, diante das câmeras. “Todas as tragédias que cobrimos me voltam como pesadelos, nessas horas”, confidenciou-me um velho repórter fotográfico”, naquela ocasião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quase 900 mortos, de Friburgo a Teresópolis. Um punhado de histórias comoventes, algumas &lt;em&gt;barrigas&lt;/em&gt; e a tautologia de sempre: “Essa gente mora nas encostas porque não tem mais onde morar”, ou “A responsabilidade é dos municípios”. Passo por Juquehi, no Litoral Norte de São Paulo, e vejo seis bangalôs de alto padrão sendo construídos na encosta do morro, de cara para a Rio Santos, exatamente agora. Mas o momento já pertence à fuga de Mubarak e ao &lt;em&gt;conselho feminino&lt;/em&gt; do Mercosul. Tiririca toma posse e Borat promete raspar o bigode: isso é notícia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pensando no que vamos encontrar no outro lado, andei inventariando o que vamos deixar por aqui, meu amigo, você, claro, muito mais do que eu. Você tirou daquela terra braba bem mais que automóveis e caminhões atolados: o coco, a pimenta, os carneiros, o caju, as duas casas, o mar da Bahia para deleitar os amigos, o sonho do resort, alguns alqueires que engordaram a propriedade, o peixe, a casa da antiga mina de areia monazítica e as fotos, a barraca na praia e a mineirada viciada em sua boa música, batidas e a casquinha de siri da patroa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem ainda, as filhas muito bem criadas na Antropologia e na Oceanografia, a casa nas Perdizes, (sua última obra) e uma reputação invejável junto aos parceiros da sua geração, enquanto eu continuo afastando as pessoas com minhas frases infelizes como: &lt;em&gt;Gente não tem edição&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Penso no que eu poderia levar: queria ver o novo filme do Carlos Saldanha, que entrevistei depois do primeiro &lt;em&gt;A Era do Gelo&lt;/em&gt;. É sobre o Rio: tem duas ararinhas azuis e eu sou do tempo do Zé Carioca. Queria ver os filhos felizes, uma vez, nos braços de outros filhos e filhas felizes; queria me comover novamente, tomar um café na praça em Aiuruoca, MG, navegar pelo Grand Canal, bebericar mais um Chablis nos jardins da Fundação Rotschild, em Paris, olhar paredes do museu Gulbenkian de NY, assistir a mais um espetáculo do Corpo, talvez me casar com uma daquelas bailarinas. No fim, uma sonata de Beethoven, numa sala sombria, com uma taça de Borgonha. Ou um striptease numa boate do Oklahoma. A gente se vê. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4700340195717575008?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4700340195717575008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/02/depois-daqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4700340195717575008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4700340195717575008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/02/depois-daqui.html' title='Depois daqui'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u1bzaiKLDDE/TVf44saynWI/AAAAAAAAAPA/lSiDfpJ7yt4/s72-c/al%25C3%25A9m%2Bda%2Bvida%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5661535418246438842</id><published>2011-02-07T12:59:00.006-04:00</published><updated>2011-02-07T15:03:28.941-04:00</updated><title type='text'>Colômbia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TVAryXXjdPI/AAAAAAAAAO4/mEPtli9Jq2M/s1600/sir-francis-drake-1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 301px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571000883323565298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TVAryXXjdPI/AAAAAAAAAO4/mEPtli9Jq2M/s400/sir-francis-drake-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TVArdK8ojLI/AAAAAAAAAOw/26qNfxYnTes/s1600/caveira.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elizabeth, a I, tornou-se A Rainha Virgem, mas era apaixonada por Felipe II e deu a Drake o título de sir.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No Brasil, chamaríamos aquilo de &lt;em&gt;lojinha de doces&lt;/em&gt;. Uma cubo forrado de prateleiras com embalagens coloridas, na esquina de um dos shoppings mais caros da cidade, o Avenida Chile. O balcão frigorífico forma um ângulo reto com seu vizinho, seco e mais antigo; em cima deste, dois mostruários com arepas (massa de milho) e buñuelos (bolinhos de queijo); em seguida uma vitrine e um guichê servindo de caixa. Todo o conjunto não ocupa mais de 15 metros quadrados. Lanches prontos saem mais. Um sujeito de meia idade, com cara de gerente, faz o troco. Outro, atarracado e feliz, corre de um lado para o outro. Uma bela jovem nativa enfeita a face externa dos balcões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que fosse freqüentadora. Resistiu, quando pedi para fotografá-la em primeiro plano. Lembrei-me do daguerreótipo de Melquíades, nos &lt;em&gt;100 anos de Solidão&lt;/em&gt;. Na Colômbia, as diferenças de classe não saltam aos olhos, como no Chile ou no Peru. O povo lembra vagamente o argentino, com aquela dignidade indecifrável que invejamos em segredo. A cultura é espanhola. Os cafés Juan Valdéz (rede colombiana) substituem os Starbucks que se vê no Chile. Fuma-se, ainda, e joga-se muito na loteria, mas os cassinos parecem navios-fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bogotá se divide em duas, ao longo da cordilheira, que fica a leste da cidade: o norte rico e o centro degradado, cercado, ao sul, por um cinturão de pobreza que se distingue facilmente, nos dias claros, do alto do &lt;em&gt;funicular &lt;/em&gt;que leva ao cerro Monserrate, uma espécie de Penha carioca, com sua igreja do senhor caído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia está em toda parte e se confunde com o exército em seus macacões de camuflagem. O crime é menos evidente, mas os resquícios autoritários do último governo, sucedido por um militar liberal, me transmitiram uma nostalgia incômoda, com suas notícias de “subversivos” versus “autoridades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As feridas ainda estão abertas: a morte de 40 frequentadores do Club El Nogal, em 2003, chocou muita gente, assim com outros ataques das FARC, nos últimos anos. Mas o contraste entre as zonas G (gourmet) e T (calçadão vizinho ao shopping Andino) e os casebres e galpões abandonados da zona sul, assim como aqui, parecem não incomodar ninguém. Já os colombianos ricos não têm receio de ostentar o seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mono Jojoy&lt;/em&gt;, um dos últimos chefes das FARC, foi morto três meses antes da minha passagem por Bogotá. Ele se tornou mais conhecido no fim dos anos 90, ao participar das negociações de paz no governo Andrés Pastrana (1998-2002). No último Natal, foi a vez de Pedro Guerrero, &lt;em&gt;El Cuchillo&lt;/em&gt;, chefe do Eparc (Ejército Revolucionário Popular Antiterrorista Colombiano), extrema direita que já foi ligada ao governo mas que, ultimamente, aliou-se às FARC, em busca de uma saída para a fronteira com o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma dessas facções tem o apoio da população. Apesar da corrupção não poupar nenhum dos três poderes (afirma a imprensa local), o governo de Manuel Santos tem a chance inédita de pacificar o país e de promover a redução de suas desigualdades, se agir com a prudência que marcou seus primeiros movimentos na sucessão de Álvaro Uribe. Ele também vai precisar de muita cautela com seus dois vizinhos de muro, conhecidos populistas de esquerda, para não falar da colega mais poderosa da região, vejam só, uma ex-guerrilheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frequência, na tal bodega, é feita de bancários e assistentes das clínicas vizinhas, além dos empregados do shopping. Como no Brasil, há uma espécie de comércio vicinal dos grandes centros comerciais, como eles os chamam (em vez de shopping centers). Essas biroscas atendem às necessidades dos que servem os poderosos. Nenhuma relação com os ambulantes do centro, com seus tentáculos de aparelhos celulares algemados à roupa, como polvos, para evitar os furtos, e que vendem ligações locais, nacionais e internacionais nas barbas das grandes operadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona norte ou no centro, o que mais me fascinou, em Bogotá, foram as busetas, que se pronunciam buzetas (pequenos buzes). Deixam a cidade mais alegre, com suas cores e decoração naíf. Por dentro, revelam-se incrivelmente &lt;em&gt;zen,&lt;/em&gt; apesar da barulheira da rumba que envolve corpos cansados demais para bailar. Elas surgem do nada e páram em qualquer lugar. São o meio de transporte mais eficiente da cidade, cujas ruas secundárias estão sempre engasgadas, como as daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que para nós é Rumba, para eles é Porro, Salsa ou Bambuco. Eu também não sei distinguir o &lt;em&gt;sertanejo raiz&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;romântico&lt;/em&gt; ou do &lt;em&gt;universitário&lt;/em&gt;. As casas noturnas ou baladas, como se diz, ficam nas cercanias da zona T, entre as ruas 79 e 85. Vale a pena conhecer a zona T, assim como o Parque 93, ambos repleto de bares e restaurantes animados. Como turista acidental, eu sugeriria, antes de tudo, um passeio a pé pelo centro (Candelária), onde ficam o Museo del Oro e o de Botero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi missas lotadas, mas a fé católica parece esgarçada, flutuando nas abóbodas de velhas igrejas. Nem sinal da febre pentecostal que assola o Brasil. Em compensação, a praça Bolívar é uma viagem arquitetônica. Ao lado, o palácio do governo, com sua imensa bandeira e sentinelas que parecem soldadinhos de chumbo, são bem divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fui a Cartagena, cujo &lt;em&gt;centro amurallado&lt;/em&gt; é imperdível, assim como o &lt;em&gt;Museo Naval del Caribe&lt;/em&gt;, que me inspirou um reveillon de penetra no Café del Mar (não havia mais ingressos), na muralha mais atacada pelos piratas. No século XVI, eles obrigaram a coroa espanhola a construir 14 fortes na cidade para defender o ouro roubado dos inca, dos tairona e dos zenu. Foi minha singela homenagem a Francis Drake. Fiz um ar de pânico ao perguntar ao Felipe Andreoli se o CQC estaria gravando na festa. A contragosto, ele entendeu a piada. Não é má pessoa, mas a companhia dele era muito melhor. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5661535418246438842?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5661535418246438842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/02/colombia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5661535418246438842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5661535418246438842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/02/colombia.html' title='Colômbia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TVAryXXjdPI/AAAAAAAAAO4/mEPtli9Jq2M/s72-c/sir-francis-drake-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2673903759472205396</id><published>2011-01-04T11:59:00.004-04:00</published><updated>2011-01-07T12:57:03.069-04:00</updated><title type='text'>Graduação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TSNHToUFwfI/AAAAAAAAAOk/EF41f2XUDsI/s1600/at%25C3%25A9%2Bno%2Bjapao.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 328px; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558364767670092274" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TSNHToUFwfI/AAAAAAAAAOk/EF41f2XUDsI/s400/at%25C3%25A9%2Bno%2Bjapao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Esta deve ter sido difícil&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 14/12, às 17h10, fui informado de que a graduação do meu filho marqueteiro e propagandista, Ricardo, pela ESPM, ocorreria naquela mesma data, às 20 horas, no colégio salesiano de Santana, São Paulo, capital. O céu armava uma daquelas tempestades que fazem o pessoal da Eletropaulo estremecer; meu carro tinha ido para a revisão. Eu estava no Brooklin, mas tinha que passar por Santo Amaro, onde mantenho um terno para essas ocasiões. Todos aqueles lugares-comuns dos discursos de paraninfos e formandos me serviam: “Por que fui avisado em cima da hora?”, “Até ele conseguiu!”, “Não havia um lugar mais longe para essa festa?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O périplo foi um pouco além do lugar-comum, com direito a mapa do Google, taxi modelo VW Santana e um motorista cheio de boa vontade, mas cego como um morcego, munido de um GPS fabricado na China e vendido no Paraguai. Depois de alguns banhos de chuva em busca de informações, chegamos a uma ladeira de Santana onde o tráfego parou completamente. Levei quase um minuto para perceber o que estava acontecendo, embora 50 metros antes, tivesse visto uma estátua de Domenico Sávio, principal discípulo João Bosco, fundador dos salesianos: um gigante do espírito, segundo a igreja católica: estávamos a poucos passos do nosso alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento – totalmente terceirizado – manteve com todos nós, seus patrocinadores, uma relação tão breve e impessoal quanto possível. A beca, bem como aqueles chapeuzinhos quadrados que os nossos garotos o jogam para o alto, imitando os do cinema americano, eram fornecidos por meio de um depósito-caução, para serem devolvidos imediatamente após a foto do bem-aventurado com a respectiva família. Pergunte sobre os colegas do seu filho: os créditos e as opções/especialidades são cruzados: eles mal se conhecem de algumas ficadas nas Economíadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pátio do colégio salesiano, onde uma tiazinha (a sobrinha era formanda) acabara de estacionar o seu veículo, perguntei, quase ao mesmo tempo em que ela, a um cidadão que passava, se estávamos, de fato, no local indicado. – Qual é a formatura? – ele respondeu, perguntando. – A da ESPM, respondi contrariado. – Ah, tá – ele acenou, alegremente – é subindo essas escadas. A da União Cultural é naquele outro pavimento à direita. Legumes, na terceira prateleira, carnes, na gaveta de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tínhamos subido uns cinco degraus. Nos cinqüenta que faltavam, não resisti a contar à tiazinha o que me aconteceu, trinta anos antes, quando fui ao casamento do João de Barros, ao qual ele jura que eu jamais compareci. O João era um foca brilhante que apareceu na sucursal de OG, no final dos anos 70, como alguns amigos que ainda estão por aí devem se lembrar: Otávio, Marco Antonio Antunes, Enéas, Fideo, Di Nardo, Joao Teixeira. Pouco depois de conquistar nossa simpatia, missão difícil, na época, ele resolveu se casar. Não com a gente, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepção, como se dizia naquele tempo, seria no Morumbi, por conta da família da moça, abastada, segundo a lenda: imperdível. No entanto, depois de faltar à cerimônia religiosa por causa de trabalho ou de algumas baforadas – não me lembro bem – fui sozinho para o local da festa, atrasado, com um endereço na mão e uma vaga idéia de onde ir. Depois de muito circular, cheguei à rua indicada e comecei a procurar pelo número: não estava longe. De repente, um grande jardim iluminado, pessoas estacionando os carros, garçons com bandejas. Na porta, como no pátio dos salesianos, não deixei de perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O casamento do João? – É aqui mesmo, me foi confirmado. Logo em seguida, uma rodinha, um chope. Outra rodinha, um uísque, salgadinhos, boas piadas sobre o  João, enforcado assim tão cedo, o pobre. Mais piadas contra o noivo, mais intimidade, novos amigos, o tempo passando,e nada do João aparecer. Será que ele aguenta? – ríamos: a noiva era estupenda e acabava de passar por nós, cheia de energia. Lá pelas tantas, comecei a dar por falta dos amigos. Nenhum de nós era normal, mas havia algo estranho no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, alguém anunciou: - Lá vem o João. Passava das duas da manhã. Embora eu estivesse ligeiramente alterado, enxergava muito mais do que hoje: aquele, definitivamente, não era o &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt; João. Nunca mais eu soube se houve duas festas na mesma quadra, se o número ou o nome da rua estavam errados, se o outro noivo era um joão simples, como o &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt;, ou um desses joões que também são pedros, paulos ou antonios, como o escritor. Enfim, o João de Barros ficou muito irritado quando eu lhe disse, e passei a repetir, nos últimos anos, que, sim, estive em seu casamento, embora ele não nunca tenha me visto por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da formatura (chegamos em tempo) fomos informados de que o paraninfo de uma das turmas tinha acabado de chegar, depois de ter ido parar numa das três ruas &lt;em&gt;Henrique Mourão&lt;/em&gt; existentes na capital paulista, esta no bairro do Butantã, que fica do outro lado da cidade. Durante a comemoração, um bom discurso de aluno e muitos discursos chatos de professores. Num deles, descobri um excelente boteco, nas costas dos salesianos, o Bar do Luiz, onde fizemos o nossa própria graduação depois da solenidade oficial. Vencedor de varios concursos, como o de &lt;em&gt;melhor petisco&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Boteco Bohemia 2006&lt;/em&gt;, o bar fica na rua Augusto Tolle, 610. Isso não é &lt;em&gt;merchand, &lt;/em&gt;embora o nosso formando tenha estudado na ESPM. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2673903759472205396?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2673903759472205396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/01/graduacao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2673903759472205396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2673903759472205396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2011/01/graduacao.html' title='Graduação'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TSNHToUFwfI/AAAAAAAAAOk/EF41f2XUDsI/s72-c/at%25C3%25A9%2Bno%2Bjapao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1348627783604887834</id><published>2010-12-20T09:14:00.003-04:00</published><updated>2010-12-20T13:05:38.593-04:00</updated><title type='text'>Lazer, esporte e cultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TQ9ajF8DIHI/AAAAAAAAAOY/RCAQa5mNRZk/s1600/ther%2Bis%2Bno%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552756424507072626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TQ9ajF8DIHI/AAAAAAAAAOY/RCAQa5mNRZk/s400/ther%2Bis%2Bno%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Papar garotas suecas com 20 anos ou mais foi sempre objetivo de todo brasileiro da minha geração, desde quando &lt;strong&gt;Garrincha&lt;/strong&gt; marcou presença naquela área com seu passo torto. &lt;strong&gt;Julian Assange&lt;/strong&gt; não era sequer um pingo a caminho do útero materno. Não digo isso em desagravo ao herói do momento, mas em homenagem a meu velho amigo, &lt;strong&gt;Otávio Bueno da Fonseca&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;Sarrafo,&lt;/em&gt; irritado com a hipocrisia da cobertura que começou com o &lt;strong&gt;William Bonner&lt;/strong&gt; chamando o site do cara de &lt;em&gt;uaiqueliques&lt;/em&gt;, em vez de &lt;em&gt;uiqueliques.&lt;/em&gt; Falha irrelevante, penso, se comparada às lágrimas derramadas sobre a notícia da morte do nosso companheiro, &lt;strong&gt;Roberto Marinho&lt;/strong&gt;, em 2003, devidamente registradas no Youtube. Afinal, um âncora (sobretudo da Rede Globo) tem que manter a emoção sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio foi meu chefe de reportagem em O Globo, esse grande jornal brasileiro que tenta desaparecer nas trevas da contemporaneidade, seguindo o saudoso Jornal do Brasil. Para o chefe das Américas da MSLGroup/Publicis, &lt;strong&gt;Jim Tsokanos&lt;/strong&gt;, com quem tive o prazer de trocar duas palavras, na última sexta-feira (17/12), a imprensa brasileira está em ascensão, enquanto a norte-americana despenca ladeira abaixo. Não sei se ele estava tentando ser agradável ou falava da consolidação de capital na mídia regional e do interesse dos investidores externos nas empresas locais de comunicação, de olho na mobilidade e na tevê digital. No segmento da mídia impressa, o efeito Internet, por aqui, tem sido igualmente devastador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que, no Brasil, os bloggers mais conhecidos estão muito ligados às empresas comunicação. A &lt;strong&gt;Míriam Leitão&lt;/strong&gt;, por exemplo, é o trade marketing da Rede Globo. Está no Bom dia Brasil, em O Globo, na CBN, na Globonews, no G1 e em seu próprio blog: dificilmente você escapa da &lt;strong&gt;Míriam Leitão&lt;/strong&gt;. Também é verdade que a nossa integração digital ainda está em andamento, mas não se pode ignorar a pressão que circula nos subterrâneos da mídia convencional, como os túneis que deram passagem ao comando do tráfico no Alemão, provando que, afinal, o conjunto de favelas merecia a definição de complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentarista/blogueiro &lt;strong&gt;Juca Kfouri&lt;/strong&gt; é outro exemplo: seu esforço para dar alguma importância à derrota do Internacional para o Mazembe, do Congo, no último dia 14/12, ajudado pela presidente eleita, &lt;strong&gt;Dilma Roussef,&lt;/strong&gt; na melhor tradição &lt;em&gt;seca-pimenteira&lt;/em&gt; do Planalto, rendeu uma enxurrada de protestos na web, provando que o futebol brasileiro, apesar da mediocridade e do mercantilismo, ainda reina soberano como o esporte bretão de maior prestígio nessas terras de Santa Cruz. Reserva moral do jornalismo esportivo, Kfouri meteu o pé na lama ao lembrar o sofrimento dos cerca de 10 mil gaúchos que ainda teriam que pagar as prestações da CVC. Preconceitos à parte, na luta insana para preservar o próprio emprego, o vizinho do &lt;strong&gt;Washington Olivetto&lt;/strong&gt; não se distingue de seus colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os jornalistas esportivos lutam pela sobrevivência, na ampla entressafra do futebol, na qual &lt;strong&gt;Cléber Machado&lt;/strong&gt; tem que narrar corrida de bicicleta e kart beneficente (19/12), nossos representantes, em Brasília, tratavam de melhorar os próprios salários, elevados para R$ 26 mil mensais, fora as verbas de gabinete, extras e emendas orçamentárias eventualmente desviadas para entidades fantasmas, como as que o Estadão denunciou, na semana passada, e que custaram a relatoria da Comissão do Orçamento ao senador &lt;strong&gt;Gim Argello&lt;/strong&gt;, do PTB do DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não se lembra, o DF também é o domicílio eleitoral dos ex-governadores &lt;strong&gt;José Roberto Arruda&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Joaquim Roriz&lt;/strong&gt;, da esposa-candidata,&lt;strong&gt; Leslian&lt;/strong&gt; e do governador eleito, &lt;strong&gt;Agnelo Queiroz,&lt;/strong&gt; do PT, protagonista da &lt;em&gt;Operação Shaolin&lt;/em&gt;, que apurou, no ano passado, um rombo de R$ 3 milhões do programa &lt;em&gt;Segundo Tempo&lt;/em&gt;, do Ministério do Esporte, quando ele estava ministro. Melhor o Agnelo da novela das oito, sobrinho da Gemma e filho do Totó. Nessuno parla italiano, ma nessuno ha aiutato, o incoragiatto Berlusconi a mantenerse premier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto &lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt; corria ao cartório para registrar as realizações de seu governo (&lt;em&gt;just in case&lt;/em&gt;), e &lt;strong&gt;José Dirceu&lt;/strong&gt; declarava nunca ter saído do Planalto, as administradoras norte-americanas de cartões cancelavam o serviço que garantia alguma renda ao Wikileaks, mas o socialista &lt;strong&gt;Barak Obama&lt;/strong&gt; anunciava um corte de impostos de US$ 800 bilhões, a continuidade da guerra cambial contra a China (o FED vai emitir US$ 600 bilhões no primeiro semestre de 2011), medidas que devem fortalecer a indústria e o emprego de seu povo. Com 46% de aprovação em dezembro (abaixo da popularidade de Bush), Obama conseguiu aprovar, este ano, a reforma do sistema de saúde e a &lt;em&gt;Lei Dodd-Frank&lt;/em&gt;, que restringiu a especulação dos bancos com os derivativos que causaram a crise econômica de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, a popularidade do &lt;em&gt;Nosso Guia&lt;/em&gt; alcançava 87% de ótimo ou bom, neste mês, enquanto o impostômetro, da Associação Comercial, ultrapassava a marca de R$ 1,2 bilhão, 20% acima do arrecadado em igual período do ano passado, fazendo o país voltar a ser um grande exportador de primários e a indústria local vergar sob o peso de uma infra-estrutura deficiente e uma das matrizes energéticas mais caras do planeta, questões agravadas por uma carga fiscal que inviabiliza qualquer chance de competição com os chineses ou com os norte-americanos em manufaturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assange,&lt;/strong&gt; que não chega a ser uma nova forma de fazer jornalismo, como arriscou um comentarista da CBN, neste sábado (18/12), revelou a tacanhice da política externa norte-americana. Uma área na qual o presidente Lula – apesar da falta de tato, em alguns momentos – lembrou Garrincha. Obama pode não ser exatamente socialista, mas entre os nossos, temos o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Paulinho da Força&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (PDT), o &lt;strong&gt;Netinho de Paula&lt;/strong&gt; (PC do B), o &lt;strong&gt;Paulo Skaf&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Gabriel Chalita&lt;/strong&gt; (PSB): - Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Socialismo nos legou as secretarias de Cultura (a primeira do Brasil foi criada pelo governo do Ceará, em 3/10/1966, em plena ditadura). Mais adiante, esses organismos passaram a responder, também, pela gestão do turismo, do esporte e do lazer. Vem aí a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Quanto à cultura, mesmo corroídos pela Internet, os jornalões me trouxeram, neste fim de semana: &lt;em&gt;As artérias da pedra e outros veios&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Mário Chamie&lt;/strong&gt; (secretário de Cultura na cidade de SP durante a gestão de &lt;strong&gt;Reynaldo de Barros&lt;/strong&gt;, de 1979 a 1983), vejam vocês; uma releitura de O Nariz, de &lt;strong&gt;Gogol&lt;/strong&gt;, uma resenha que me convenceu a comprar o livro de &lt;strong&gt;Ediney Silvestre&lt;/strong&gt; e um texto brilhante do padre &lt;strong&gt;Carlos Moraes&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;O Ateísmo toma o ônibus&lt;/em&gt; (pág. J8 do caderno Alias, OESP, 19/12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moraes lembra os séculos de asfixia social da igreja e que, nos EUA, o filósofo &lt;strong&gt;Daniel Dennet&lt;/strong&gt;, autor de &lt;em&gt;A Perigosa Idéia de Darwin&lt;/em&gt;, todos os anos organiza e dirige corais de Natal com seus vizinhos, mesmo sendo ateu convicto.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1348627783604887834?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1348627783604887834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/12/lazer-esporte-e-cultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1348627783604887834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1348627783604887834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/12/lazer-esporte-e-cultura.html' title='Lazer, esporte e cultura'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TQ9ajF8DIHI/AAAAAAAAAOY/RCAQa5mNRZk/s72-c/ther%2Bis%2Bno%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-273275026201118514</id><published>2010-11-22T16:17:00.008-04:00</published><updated>2010-12-03T14:41:59.013-04:00</updated><title type='text'>Feiras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TOrTMk1wmGI/AAAAAAAAAOQ/YP9YdcchrP4/s1600/jabuticabas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 287px; HEIGHT: 389px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542474504433866850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TOrTMk1wmGI/AAAAAAAAAOQ/YP9YdcchrP4/s400/jabuticabas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na correria que dois jobs inadiáveis e irrecusáveis me impuseram, não tenho conseguido alimentar o blog com os nutrientes aqui servidos de praxe. Pensei em republicar o texto abaixo desafiando os amigos que me seguem a descobrir quem seria o autor: Rabelais ou dona Maria Stella Libânio Christo, a mãe do Frei Beto? - O primeiro que adivinhasse ganharia uma coleção de inéditos do Julio Cortazar, fresquinhos, segundo a banca mais próxima, que não me cabe indicar. Depois, lembrei-me que nesta janela, não cabem segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o presente, portanto, para o amigo secreto, inevitável como a morte, e brindo os frequentadores de feiras, como eu, com esta receita do Eduardo Galeano (&lt;em&gt;As veias abertas da América Latina&lt;/em&gt;), da qual morri de inveja até morder a primeira jabuticaba, no último domingo (21/11). O texto cabe num livrinho de bolso, &lt;em&gt;Mulheres&lt;/em&gt;, desses que as livrarias de aeroportos deveriam vender, em vez de best sellers de baciada. Pela qualidade, não pelo fato de as mulheres estarem tão em voga e nós, homens, neste fim de feira que inspira o desânimo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Feira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ameixa gorda, de puro caldo que te inunda de doçura, deve ser comida, como você me ensinou, com olhos fechados. A vermelhona, de polpa apertada e vermelha, deve ser comida sendo olhada.&lt;br /&gt;Você gosta de acariciar pêssegos e despi-los a faca, e prefere que as maçãs venham opacas para que cada um possa fazê-las brilhar com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O limão inspira em você respeito, e as laranjas, riso. Não há nada mais simpático que as montanhas de rabanete e nada mais ridículo que o abacaxi, com sua couraça de guerreiro medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tomates e os pimentões parecem nascidos para se exibirem de pança para o sol nas cestas, sensuais de brilhos e preguiças, mas na realidade os tomates começam a viver a sua vida quando se misturam com orégano, ao sal e ao azeite, e os pimentões não encontram seu destino até que o calor do forno os deixa em carne viva e nossas bocas os mordem com desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As especiarias formam, na feira, um mundo à parte. São minúsculas e poderosas. Não há carne que não se excite e jorre caldos, carne de vaca ou de peixe, de porco ou de cordeiro, quando penetrada pelas especiarias. Nós temos sempre presente que se não fosse pelos temperos não teríamos nascido na América, e nos teria faltado magia na mesa e nos sonhos. Ao fim e ao cabo, foram os temperos que empurraram Cristóvão Colombo e Simbad, o Marujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As folhinhas de louro têm uma linda maneira de se quebrarem em sua mão antes de cair suavemente sobre a carne assada ou os ravioles. Você gosta muito do romeiro e da verbena, da noz-moscada, da alfavaca e da canela, mas nunca saberá se é por causa dos sabores ou dos nomes. A salsinha, tempero dos pobres, leva uma vantagem sobre todos os outros: é o único que chega aos pratos verde e vivo e úmido de gotinhas frescas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-273275026201118514?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/273275026201118514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/11/feiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/273275026201118514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/273275026201118514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/11/feiras.html' title='Feiras'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TOrTMk1wmGI/AAAAAAAAAOQ/YP9YdcchrP4/s72-c/jabuticabas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5176794763869648752</id><published>2010-11-03T13:36:00.011-04:00</published><updated>2010-11-06T06:12:38.848-04:00</updated><title type='text'>Esquerda e Direita</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TNGiHPocz6I/AAAAAAAAAOA/HBo8CdsiTi8/s1600/IMGP0655.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 392px; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535383662354026402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TNGiHPocz6I/AAAAAAAAAOA/HBo8CdsiTi8/s400/IMGP0655.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Olha aí, Azenha, que fim levou a sua Perestroika&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu e o &lt;strong&gt;Ramón&lt;/strong&gt;, meu amigo de Bauru-SP, estamos perdendo uma boa parte da &lt;em&gt;Mostra Internacional de Cinema&lt;/em&gt; de SP, quer dizer: eu consegui ver, no domingo 26/10, &lt;em&gt;Uma Casa para o Natal,&lt;/em&gt; do norueguês &lt;strong&gt;Bent Hamer&lt;/strong&gt; (ótimo); no sábado, 31/10, o maluco &lt;em&gt;Tio Boonmee&lt;/em&gt;, do tailandês &lt;strong&gt;Joe Weerasethakul&lt;/strong&gt; (Palma de Ouro de Cannes deste ano), além das quase seis horas de &lt;em&gt;Carlos&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Oliver Assayas&lt;/strong&gt;, cujo ator principal, &lt;strong&gt;Edgar Ramirez&lt;/strong&gt;, causou &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt; na platéia do shopping Frei Caneca. Pretendo assistir ainda, pelo menos: &lt;em&gt;Vênus Negra&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Aprendiz de Alfaiate&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Rosas a Crédito&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Amos Gitai&lt;/strong&gt;, que a monitora do festival com quem conversei achou “parado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um lugar qualquer&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Sofia Coppola&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Você vai conhecer o homem de seus sonhos&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Woody Allen&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;Bróder&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Jéferson De&lt;/strong&gt;, vão chegar ao circuito comercial. Mas perdemos: &lt;em&gt;Turnê&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Mathieu Amairic&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;Cópia Fiel&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Abbas Kiarostami&lt;/strong&gt;. No meu caso, por culpa da correria da metrópole; no do &lt;strong&gt;Ramón&lt;/strong&gt;, por desfrutar da relativa tranqüilidade da &lt;em&gt;cidade sem limites (no bounderies), &lt;/em&gt;que nos deu &lt;strong&gt;Pelé&lt;/strong&gt; e um belo sanduíche, mas fica longe da capital. Eu e ele gostamos de cinema. Somos amigos há mais de cinco décadas, apesar dos intervalos impostos pela vida e pela morte. Mas eu, dificilmente seria rotulado como um sujeito de direita e ele, de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum desses rótulos nos coubesse, talvez tenhamos sido um pouco &lt;em&gt;beats&lt;/em&gt;, no início da estrada, por conta do &lt;strong&gt;Kerouak&lt;/strong&gt; que um amigo levou da capital (eu também morava em Bauru); três ou quatro poemas de &lt;strong&gt;Guinsberg &lt;/strong&gt;e umas crônicas de &lt;strong&gt;Burroughs&lt;/strong&gt;, além, é claro, do som dos Stones de &lt;strong&gt;Brian Jones&lt;/strong&gt; x &lt;strong&gt;Mick Jagger&lt;/strong&gt;, numa época em que julgávamos os Beatles meio caretas, exceto, talvez, pelo &lt;strong&gt;John&lt;/strong&gt;. Passar uma noite na fila para ouvir o &lt;strong&gt;Paul McCartney&lt;/strong&gt; era algo impensável, assim como imaginar o &lt;strong&gt;Keith Jarret&lt;/strong&gt; estrelando &lt;em&gt;Piratas do Caribe&lt;/em&gt;, seja no mundo macarthista de &lt;strong&gt;Walter Elias Disney,&lt;/strong&gt; seja no pós-moderno de &lt;strong&gt;Justin Beaver&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, para mim, é muito mais relevante do que pensar que o primeiro repórter a entrevistar o &lt;strong&gt;Michail Gorbatchev,&lt;/strong&gt; da Perestroyka (pela Rede Globo) foi o &lt;strong&gt;Luiz Carlos Azenha&lt;/strong&gt;, nosso foca no Diário de Bauru e hoje um dos principais jornalistas engajados no PT, ou que o jornalista brasileiro que cobriu a queda do Muro de Berlim foi o &lt;strong&gt;Pedro Bial&lt;/strong&gt;, apresentador do Big Brother e &lt;em&gt;ex &lt;/em&gt;da &lt;strong&gt;Renée Castelo Branco&lt;/strong&gt;, musa das assembléias comandadas pelo &lt;strong&gt;Fernando Pacheco Jordão&lt;/strong&gt;, no Sindicato dos Jornalistas, logo depois do assassinato do &lt;strong&gt;Vladimir Herzog&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa questão, de direita ou esquerda, me foi trazida, aliás, por um outro amigo, num desabafo sobre o novo sócio: “Eu sou de esquerda, ele, de direita, não concordamos em nada”. Eles podem divergir em tudo, mas não sei se cabe essa diferenciação. Há um terceiro amigo que pertenceu ao mesmo grupo dos que odiavam os Beatles e amavam os Rolling Stones. Ele é pecuarista e produtor de cana e laranja, atualmente. Considera o novo Código Florestal, do &lt;strong&gt;Aldo Rebelo&lt;/strong&gt; (PCdoB) como&lt;em&gt; um avanço&lt;/em&gt; e votou no PT. Já eu, vejo o novo Código como um perigo e não declaro o meu voto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“É a realidade”, ele argumenta, “só vamos legalizar o que já está feito”. Mas, nos anos 60, 90% das araucárias do Paraná foram arrastadas pelas correntes da soja: você tinha que preservar 20% da sua área, mas só precisava vender esse pedaço a um cunhado para desmatar 80% daqueles 20%. Brigamos, bebemos e mudamos de assunto. Não sei mais quem é de direita ou de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na véspera do segundo turno, aliás, as perspectivas eram tão óbvias que até os institutos de pesquisa acertaram o resultado. O curioso é que tanto &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt;, quanto &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt; tiveram a mesma formação de esquerda (marxista-leninista). Para um lado, os vícios do sindicalismo de &lt;strong&gt;Vargas &lt;/strong&gt;(de origem facista), os escândalos de corrupção, a gestão neoliberal da economia e o &lt;em&gt;desenvolvimentismo&lt;/em&gt; desautorizavam a bandeira da &lt;em&gt;revolução social&lt;/em&gt;. Para o outro, &lt;strong&gt;Serra,&lt;/strong&gt; além ser palmeirense, traria a elite de volta ao poder, apesar de sua origem e realizações, como o genérico, as vacinas para os idosos e a luta contra o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sentido original do termo, no parlamento francês, ambos pertenceriam à ala da esquerda, que defendia os pobres, hoje chamados de &lt;em&gt;nova classe média&lt;/em&gt;. Enquanto isso, os novos ricos tornaram-se ídolos da classe média: &lt;strong&gt;Cláudia Leite&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ronaldinho Gaúcho&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Felipe Massa&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Abílio Diniz&lt;/strong&gt;; dos aristocratas com algum espírito, só restaram os que estão no filme do&lt;strong&gt; Jabor&lt;/strong&gt;; conservadores e liberais praticamente caíram na clandestinidade. Nem a religiosidade serve mais como parâmetro: ateus ou agnósticos, estão (estamos) completamente fora de moda, tanto à esquerda, como à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos então sobre o &lt;em&gt;tea party&lt;/em&gt;, que, no bom programa da &lt;strong&gt;Maria Cristina Poli&lt;/strong&gt;, o novo Jornal da Cultura, um comentarista associou erradamente à Guerra da Secessão, em vez da Guerra da Independência, onde tudo começou por causa dos impostos que os ingleses cobravam sobre o chá, entre outros produtos. Liderados pela &lt;strong&gt;Sarah Palin&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;aquela pantera&lt;/em&gt;, eles continuam contra os impostos, mas também não gostam de homossexuais, imigrantes e pobres em geral. Defendem a supremacia dos EUA, Deus, a família e a propriedade. E acabam de chegar ao Congresso. Mais uma vez, portanto, os norte-americanos estão à nossa frente: lá, pelo menos, eu teria inimigos que valeria a pena combater.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5176794763869648752?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5176794763869648752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/11/esquerda-e-direita.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5176794763869648752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5176794763869648752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/11/esquerda-e-direita.html' title='Esquerda e Direita'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TNGiHPocz6I/AAAAAAAAAOA/HBo8CdsiTi8/s72-c/IMGP0655.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5465242705457442256</id><published>2010-10-14T18:45:00.007-04:00</published><updated>2010-10-15T09:14:44.457-04:00</updated><title type='text'>Tocantins</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TLeMUTpAhwI/AAAAAAAAAN4/zStM8uGoMOQ/s1600/IMGP0494.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528041348118120194" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TLeMUTpAhwI/AAAAAAAAAN4/zStM8uGoMOQ/s400/IMGP0494.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;As queimadas prosseguem (14/10/2010) mas o cerrado resiste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cobra, tatu, raposa, tamanduá bandeira, cateto, lagartos, pássaros de todos os tipos, do espertíssimo tziu à ema, bela e solene (&lt;em&gt;Raes America&lt;/em&gt;, lista vermelha da fauna em extinção); papagaios, tucanos, gralhas, maracanãs, pássaros pretos cantores das águas do Jalapão, por onde andei, nos últimos dias. Tocantins é o Estado da senadora &lt;strong&gt;Kátia Abreu&lt;/strong&gt;, líder ruralista do DEM. “A maior vitoriosa das últimas eleições”, segundo o locutor de FM de Palmas, a capital “porque, além de reeleger-se, elegeu o filho (&lt;strong&gt;Irajá Abreu&lt;/strong&gt;) e uma sobrinha para o Congresso Nacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um rali, não um safári, como imaginávamos. Não tente aventurar-se, como eu, num carro pequeno, “não-traçado”, como eles dizem. Não é só pela &lt;em&gt;venda &lt;/em&gt;que os guias do Jalapão exageram a rudeza dos caminhos, embora a maioria deles pertença às mesmas famílias, seja parceira das mesmas pousadas e possua as únicas caminhonetes que fazem passeios, a partir de Ponte Alta e Mateiros. Negocie antes, mas vá com eles. Subverta os roteiros para curtir mais banhos de cachoeira e piscinas naturais, entremeados por horas de sacolejos. As melhores pousadas podiam ser ainda melhores, se fizessem pão caseiro, pelo menos aos sábados, quando o irmão padeiro, adventista, não pode trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança, obra missionária e confissão luterana; nazareno, graça e vida, assembléia, universal, ebenézer: são muitas, as igrejas pentecostais nos municípios de Palmas, Porto Nacional, Ponte Alta, Mateiros, São Félix, todos no roteiro do Jalapão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles viveriam solitários em Mateiros, os evangélicos, sem a motivação que têm hoje se, há cerca de um mês, um padre (negro) não tivesse chegado ao lugar. Na segunda-feira, 11 de outubro, a Assembléia de Deus, da tenor Marie, disputava o platô da aldeia com a igreja católica, que nem de longe lembra a cadetral de Chartres que o Paulo Coelho deve ter visitado. É um galpão de paredes simples, mal acabado. Mas a tríade de NS Aparecida, ou o &lt;em&gt;trido&lt;/em&gt;, como diz o seu Giulio, dono da pousada local, foi uma batalha campal: de um lado, os adventistas, com seu carro de som, do outro, o padre, com óculos de tartaruga e megafone, anunciando o leilão de peixes e galinhas sacrificados pela fé católica. Campos e economias opostos, em busca da mesma indulgência: partilha/participação versus doação/caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premissas evangélicas inatacáveis vigoram nessas comunidades. Vão além do medo do inferno e da determinação no cumprimento dos compromissos assumidos: respeito, cordialidade e uma ironia mineiro-goiana intimidam o nosso sarcasmo habitual. O entusiasmo deles nos supera em muito, a nós, sulistas, como diria o &lt;em&gt;ariano &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Márcio Garcia&lt;/strong&gt;, a propósito dessas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jalapão, a camaradagem, como definíamos solidariedade antes da &lt;strong&gt;Viviane Senna&lt;/strong&gt; modernizar a filantropia, chama a atenção. Poderia ser influência dos evangélicos, mas é cultura do lugar, o menos habitado do país (1,2 pessoa por km2). Participamos de dois resgates não tiveram a tecnologia nem a cobertura da heróica sobrevivência dos mineiros chilenos, mas que foram dignos de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ajudamos um ex-pescador cearense que já teve oito barcos e hoje cria camarões; ele, a namorada e o pai dela. Ficaram num atoleiro que media mais de 50 metros de comprimento, entre o rio Novo e as dunas de Mateiros. Media, porque a topografia local muda ao sabor do vento. Dois dias depois, a 12 km de Mateiros, tivemos ajuda de dois rapazes de Feira de Santana para tirar nosso próprio carrinho de um lamaçal com meio metro de profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fordinho 4.000 não-tracionado no qual eles vinham de São Félix quase caiu no mesmo buraco. Usamos enxada, foice e um macaco montado em cima de pedras, uma pesando mais de cinco quilos, mas, principalmente, braços e pernas enfiados na lama. Foram duas horas de espera e uma hora de trabalhos forçados, mas a visita ao fervedouro, ali perto, e à cachoeira do Formiga compensaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tocantinenses sentem (ainda?) esse orgulho atávico que, além da camaradagem, inclui: hospitalidade, pequi, saci, mulheres graciosas, homens &lt;em&gt;de verdade&lt;/em&gt;, alguma ética e um sentido de &lt;em&gt;pertencimento&lt;/em&gt; que os antropólogos enxergam na nova classe média. Além disso, eles têm fé: vão tocando suas vidas/negócios e ocupando aquele território, no que – imagino – se vêem prestando um serviço à nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas já esqueceram como se deu essa apropriação de terras que nós, nos anos 70, chamávamos &lt;em&gt;indígenas.&lt;/em&gt; Em seus &lt;em&gt;verdes &lt;/em&gt;20 anos, a história do Estado vem tentando acomodar esses &lt;em&gt;fatos e versões&lt;/em&gt; sob o manto do progresso rápido: &lt;em&gt;a cidade que mais cresce&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;oportunidades para todos&lt;/em&gt;. Ninguém esconde as dificuldades do processo: um clima quente e seco, na maior parte do ano, uma natureza que custa a se entregar. O cerrado reage rápido às incontáveis queimadas e as plantas brotam em dois ou três dias, até no meio de estradas por onde, de vez em quando, passam caminhões e carros como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a principal componente do orgulho tocantinense que percebemos, no Estado de &lt;strong&gt;Kátia Abreu&lt;/strong&gt;, pode ter vindo de uma premissa lulista: “Lembrem-se que o Tocantins era a parte esquecida de Goiás”. Pode ser. Mas a vendedora de multimarcas do novo shopping, o &lt;em&gt;Capim Dourado&lt;/em&gt;, prefere Dourados-MS (não é trocadilho), de onde veio: “lá, as fazendeiras gastam mais”, ela diz, “ao passo que as de Palmas, só compram uma roupa se for a única peça da loja”. Segundo ela, as &lt;em&gt;usineiras &lt;/em&gt;do Pantanal Sul (modalidade liberada pelo Zeca do PT, durante sua gestão como governador do MS) são &lt;em&gt;menos novas ricas&lt;/em&gt; do que as &lt;em&gt;boiadeiras&lt;/em&gt; do Tocantins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que informa o Ministério da Cultura, o nome &lt;em&gt;Jalapão &lt;/em&gt;não vem só do radical jalapa, trepadeira nativa na região, cuja raiz é usada como remédio para o estômago, associada à palavra pão, ingerido com o chá da planta para atenuar o sabor amargo. Provamos uma cachaça feita com parte da raiz da planta e que, dependendo da dose, pode ser chamada de &lt;em&gt;jalapinha, jalapa &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;jalapão,&lt;/em&gt; o que teria dado o nome ao lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem (13), numa freada brusca, bati na carapaça de um tatu, que atravessara a estrada correndo. O pára-choque era de plástico, mas antes de conhecer o desfecho do acidente, a parceira ficou tão desesperada como se eu tivesse atropelado uma criança. Eu contava esse história ao frentista de um posto de gasolina de Porto Nacional, horas mais tarde, quando um colega dele se acercou. Tive que admitir ter procurado pelo bicho para ver se aproveitava a caça. Esse é o Tocantins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles queimam pra plantar?”, pergunto a seu &lt;strong&gt;Paulo&lt;/strong&gt;, dono de um bar feito de pau-a-pique, em frente à entrada das Dunas. “Eles queimam para atentar”, ele responde, e eu custo a entender. “Botar boi, forçar o capim dourado a brotar mais em cima, caçar a ema. Tudo é desculpa”, ele diz. “Queimam por maldade”. O bar tem uma pequena mesa de sinuca sob um trançado de palha, só vende cerveja ou cachaça. Na parede, um cartaz previne: “Fiado, só para maiores de 100 anos, acompanhados pelos avós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Palmas, os gaúchos donos da melhor churrascaria e da melhor pizzaria da cidade sofrem para servir rúcula e salada de alface em seus estabelecimentos. Mas o maior problema é o lixo que se acumula nas ruelas escondidas atrás das grandes avenidas e rotatórias da capital planejada. No &lt;em&gt;Estado dos empreendedores e da justiça social&lt;/em&gt;, como diz o slogan, o progresso, como cerca de 20% do eleitorado brasileiro já descobriu, não precisaria abrir mão do aproveitamento racional dos recursos naturais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5465242705457442256?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5465242705457442256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/10/tocantins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5465242705457442256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5465242705457442256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/10/tocantins.html' title='Tocantins'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TLeMUTpAhwI/AAAAAAAAAN4/zStM8uGoMOQ/s72-c/IMGP0494.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-304115619583169098</id><published>2010-09-28T18:17:00.006-04:00</published><updated>2010-09-30T15:45:53.333-04:00</updated><title type='text'>Correio do Povo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJtu38-62I/AAAAAAAAANo/nyEbHjyrLVo/s1600/ignatz.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 371px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522096745170791266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJtu38-62I/AAAAAAAAANo/nyEbHjyrLVo/s400/ignatz.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ignatz &amp;amp; Krazy Kat, do impagável George Herriman&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ouvindo comentários de um servente de pedreiro, o seu ajudante e um zelador de condomínio, hoje (27), entendi porque algumas pessoas pretendem votar no Tiririca como uma forma de protesto. Se não votarem no comediante, eles dizem, vai sobrar espaço para os “outros”, vistos por essas pessoas como poderosos a serem punidos, independentemente de partido ou ideologia. Confesso que demorei a perceber essa nuance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito do que acontece na base da sociedade passa despercebido por quem vive no andar de cima. Na última quarta-feira (22), fui assistir ao jogo Coríthians e Santos, na Vila Belmiro. O técnico do Santos, Dorival Jr, tinha sido demitido. Deu Corinthians, três a dois, conforme eu sonhei. Mas percebi que, para os torcedores do Peixe, não existe o garoto Neymar – que se mostrara mimado, revoltado, mal-educado – apenas o craque. Que é tudo o que eles têm, neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos diretores do Santos me disse, no dia do jogo, ter a certeza de que o Dorival Jr “aproveitou-se da situação para assinar com o São Paulo”. O boato, de fato, circulou no início daquela noite. Segundo esse diretor, isso mostrava o acerto da decisão tomada pelo clube. O cidadão não falou oficialmente (aviso ao Maradei, assessor de Imprensa do Santos). Eu não me identifiquei como blogueiro ou como jornalista. Mas a certeza do dirigente revelou que os seus companheiros realmente acreditavam que a falha de caráter tinha ocorrido no terreno do vizinho. Mais adiante, um outro diretor do clube, mais consciente, admitiu o critério: - O Dorival não é do Santos, como o Neymar. Assunto encerrado. O Santos perdeu, mas acreditem: todas as vezes em que o Neymar pegou na bola, a torcida veio abaixo, feliz. Assim é o povo? – Assim é a paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política, tenho parentes dos dois lados desse campo definido pela coluna do Arnaldo Jabor de hoje (27) como &lt;em&gt;direita retrógrada&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;esquerda retrógrada&lt;/em&gt;. Meus parentes de esquerda – com formação acadêmica e pós-graduação – se definem como “povão”. Orgulham-se de votar no PT &lt;em&gt;no mather what&lt;/em&gt;, ou seja, a despeito de todos os escândalos, compadrio, tacanhice (vejam a dupla Lula/Netinho de Paula). Não se trata de sonhar a justiça, como vê o Jabor, nem do velho paradigma de que &lt;em&gt;o operário pode tudo&lt;/em&gt;. Trata-se apenas e tão somente de preguiça de pensar. E, claro, falta de coragem para mudar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto à &lt;em&gt;morte do socialismo&lt;/em&gt;, meu caro Jabor, seria bom você explicasse a que socialismo você se refere: àquele do Antonio’s, na era da Bossa Nova? – O de Lênin, depois Stalin, ou o que governa a Espanha e a Noruega, atualmente? – Lembre-se que a &lt;em&gt;Onda Verde&lt;/em&gt;, nas últimas semanas, só faz crescer. Voltamos já a este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus parentes de direita, por sua vez, não reconhecem nenhuma conquista do governo atual. Invejam o poder do &lt;em&gt;Presidente Lula&lt;/em&gt; e enterraram, em frustrações e preconceitos, qualquer possibilidade de compreender o que se passa na sociedade brasileira. Duas faces da mesma natureza humana, com seus respectivos prodígios. Nisto, tem razão o Jabor, os lados se aproximam. Mas ninguém pensa nos riscos que a pobre nação enfrenta, nessa tempestade de valores vergastados pelo pragmatismo tosco e de princípios submersos numa confusão de interesses invejáveis por qualquer revolução: censura à imprensa, dinheiro na bota, escárnio à Constituição. O meu medo maior, contudo, é o de nos transformarmos numa nação ainda menos responsável (dos pontos de vista fiscal, administrativo, institucional), mais imediatista, ignorante e violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova de que nem todo socialismo está morto (o que não seria necessariamente fatal, me cabe dizer) está na súbita ascenção de Marina Silva nas pesquisas eleitorais. Apóia o seu respeito ao futuro, um neocristianismo messiânico que por vezes se assemelha ao populismo lulista, mas Marina, sem dúvida, se materializa num oásis de moralidade que o chamado “povão” consegue enxergar. Talvez falte a essas pessoas a sensibilidade para rejeitar o aparelhamento do Estado, a contaminação da republica pelo sindicalismo viciado que sedimentou o petismo. Talvez lhes falte o temor do assédio à democracia. Mas a consciência quanto ao desenvolvimentismo cego e ao respeito à ética são flagrantes nesse desempenho da candidata verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada de Marina Silva mostra, ainda, que muitas das pessoas que compram nas Casas Bahia não estão felizes com a sucessão de escândalos dos últimos anos, meses e dias. Uma diferença em relação à torcida do Santos. Sinal de que nem tudo está perdido, como comemoram os esperançosos, apoiados pelos oportunistas da politiquinha e pelo pessoal que compra no Empório Santa Maria. Vamos ver no que isso dá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que chateia mesmo, nesse tal de "povão", é insensibilidade ou o embrutecimento imerso no alto índice de intenção de voto no cantor Netinho de Paula para o Senado. Difícil de ser tragado: infelizmente, a violência doméstica faz parte do dia a dia do brasileiro que não vê, nisso, pelo menos por enquanto, nenhum divisor de águas. Teríamos que remar muito, como nação, para surfar numa onda realmente nova. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-304115619583169098?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/304115619583169098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/correio-do-povo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/304115619583169098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/304115619583169098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/correio-do-povo.html' title='Correio do Povo'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJtu38-62I/AAAAAAAAANo/nyEbHjyrLVo/s72-c/ignatz.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5223889506862794812</id><published>2010-09-22T13:31:00.012-04:00</published><updated>2010-09-29T11:39:34.701-04:00</updated><title type='text'>Dorival Jr e Arnaldo Jabor: vítimas do contexto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TJo-QTr_miI/AAAAAAAAALY/Mw92_Ufzbew/s1600/a+suprema.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 306px; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519792743179590178" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TJo-QTr_miI/AAAAAAAAALY/Mw92_Ufzbew/s400/a+suprema.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Divulgação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabo de ler o manifesto assinado por &lt;strong&gt;Ferreira Gullar, Dom Evaristo &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Hélio Bicudo,&lt;/strong&gt; figuras acima de qualquer suspeita, moral ou ideológica. Cumprimento os três pela coragem que não tive de, pondo de lado a minha formação de esquerda e a consciência social que carrego no bolso de cima, repelir, não apenas os arroubos autoritários do &lt;em&gt;nosso companheiro (&lt;/em&gt;cujos méritos não descarto), como também, a &lt;em&gt;sindicalização&lt;/em&gt; da coisa pública dos últimos anos (que só podia dar no que deu). Também repudio a cegueira intelectual que sempre impediu o PT e o próprio &lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt; – de enxergarem além do seu pragmatismo simplório, muito mais neoliberal do que tudo que o grupo elegeu como inimigo da classe trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras vezes tentei me aproximar do PT, nas décadas passadas, para esclarecer ou ser esclarecido. Não tive, obviamente, a atitude esperada de um intelectual petista, traduzida, em alguns casos, por uma disciplina típica do &lt;em&gt;esquerdismo&lt;/em&gt; – presunçosa e sectária – em outros, pela paciência zebuína que vi muitos colegas esculpirem pacientemente para se inserir nos quadros do PT ou nos governos por ele conquistados. Como a minha visão também não cabia no lado oposto (partidos liberais, conservadores e assemelhados), restava-me a &lt;em&gt;Banda de Ipanema&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com base nisso que lamento duas vítimas desse final de campanha eleitoral, além do povo brasileiro e do&lt;em&gt; melhor presidente que o Brasil nunca teve&lt;/em&gt; (segundo o &lt;em&gt;Economist&lt;/em&gt;), claro: o &lt;strong&gt;Dorival Júnior&lt;/strong&gt;, ex-técnico do Santos FC – que aqui homenageio pela coerência – e o &lt;strong&gt;Arnaldo Jabor&lt;/strong&gt;, ex-comentarista da Globo. O primeiro, vencido pelo fisiologismo asqueroso que já não cabe nas comportas do poder – &lt;em&gt;ganhar, não importa como&lt;/em&gt; – e acaba contaminando tudo o que nos cerca; o segundo, por uma pequena derrota para a máquina que ele mesmo ajudou a legitimar, em seus anos de vacância como cineasta – e que, no momento, não tem dado muito espaço para o seu filme recente, &lt;em&gt;A Suprema Felicidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que vi o &lt;strong&gt;Jabor&lt;/strong&gt; – fragilizado pela epifânia de sua obra – quedar-se atônito diante do corte abrupto de uma de suas perorações acerca dos destinos do cinema mundial, ontem (21) no programa &lt;em&gt;Globonews Em Pauta&lt;/em&gt;, fiquei preocupado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O contexto era totalmente adverso: ao longo do programa, o entrevistado parecia implorar: – &lt;em&gt;Levem-me ao seu líder.&lt;/em&gt; O &lt;em&gt;Globonews em Pauta&lt;/em&gt;, por sua vez – como boa parte da imprensa brasileira &lt;em&gt;que nada em liberdade&lt;/em&gt;, segundo o &lt;strong&gt;José Dirceu&lt;/strong&gt; – não tem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; conseguido disfarçar o desconforto diante da desesperança que contamina a classe pensante do país. Isso dói mais do que a &lt;em&gt;infantilização da arte de &lt;strong&gt;Lumière&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pelos produtores norte-americanos – como denunciou o &lt;strong&gt;Jabor&lt;/strong&gt; – ou a &lt;em&gt;ludicidade sobreposta às Artes Plásticas nesta 29ª Bienal&lt;/em&gt; – como digo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a demissão do &lt;strong&gt;Dorival Jr&lt;/strong&gt;, hoje, 22, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;vou torcer muito pelo Corinthians, o que nos permitirá saborear, amanhã, a derrota de um esquema inspirado no jogo político, que não teme sacrificar o respeito e a ética por alguns trocados. A demissão do treinador bate de frente com todo o arcabouço institucional que sustenta competições como o Campeonato Brasileiro de Futebol, nele incluídos: a hierarquia de uma equipe que pressupõe comando e conjunto e a dignidade de seu comandante. Tudo isso, em nome da possibilidade de um ou três pontos a mais numa partida. - Quem vai ajudar esses pobres garotos milionários como o Neymar a se transformarem em adultos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao cineasta, com ou sem divulgação, não escaparemos de acrescentar mais algumas figurinhas de sua nova coleção de fotogramas aos nossos álbuns, a partir do filme que estréia em 29 de outubro, como ele conseguiu anunciar, antes de ouvir, constrangido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, &lt;strong&gt;Jabor&lt;/strong&gt;, o nosso tempo acabou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5223889506862794812?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5223889506862794812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/dorival-jr-e-arnaldo-jabor-vitimas-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5223889506862794812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5223889506862794812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/dorival-jr-e-arnaldo-jabor-vitimas-do.html' title='Dorival Jr e Arnaldo Jabor: vítimas do contexto'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TJo-QTr_miI/AAAAAAAAALY/Mw92_Ufzbew/s72-c/a+suprema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5192907342724070024</id><published>2010-09-13T17:02:00.007-04:00</published><updated>2010-09-13T17:33:01.604-04:00</updated><title type='text'>Disputado Tiririca</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TI6V8U-O41I/AAAAAAAAALI/4kqX_rB-UqU/s1600/schroeder+2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 368px; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516511457229857618" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TI6V8U-O41I/AAAAAAAAALI/4kqX_rB-UqU/s400/schroeder+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fundo musical: 17a. Beeth, 3 mov. A Tempestade: http://www.youtube.com/watch?v=gVVcKutRAiw&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sei se os mineiros do Chile estão assim tão mal. Os do Brasil têm que escolher entre o &lt;strong&gt;Hélio Costa&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Antonio Anastásia&lt;/strong&gt;. Além disso, serão governados pela conterrânea, &lt;strong&gt;Dilma Roussef&lt;/strong&gt; (muito brava, segundo o Serra), com a graça de Deus, na opinião de &lt;strong&gt;José Alencar&lt;/strong&gt;, ou a de &lt;strong&gt;Elenice Guerra&lt;/strong&gt;, segundo a Veja (13 a 18/9). Na Câmara Federal, &lt;strong&gt;Francisco Everardo Oliveira Silva&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;Tiririca&lt;/em&gt;, deve ser o &lt;em&gt;disputado&lt;/em&gt; (não é preconceito, ele é disputado mesmo) mais votado, devendo carregar consigo o &lt;strong&gt;Valdemar da Costa Neto&lt;/strong&gt; (fundador do &lt;em&gt;Mensalão&lt;/em&gt;, de acordo com &lt;strong&gt;Christina Mendes Caldeira&lt;/strong&gt;, a ex) e mais três, como lembrou o colunista J.Roberto de Toledo, no Estadão de hoje: - &lt;em&gt;Quem é o palhaço?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem os mineiros do Chile, nem os de Minas podem nos invejar: nós, paulistas, vamos eleger senadores, a &lt;strong&gt;Martha&lt;/strong&gt; e o&lt;strong&gt; Netinho&lt;/strong&gt;. Ela, entre outros destemperos, quando ministra do Turismo, disse que os passageiros &lt;em&gt;massacrados&lt;/em&gt; nos aeroportos tinham que &lt;em&gt;relaxar e gozar&lt;/em&gt; – Lembram-se? - Ele, foi acusado de ter agredido a socos a então companheira, a decoradora &lt;strong&gt;Sandra Mendes de Figueiredo Crunfli,&lt;/strong&gt; de 36 anos, na residência do casal (Alphaville-SP), há cinco anos. O BO está registrado na 52a Delegacia de Polícia da Capital e ela passou por &lt;em&gt;corpo de delito&lt;/em&gt; no IML. Sou do tempo em que o maior crime do&lt;strong&gt; Lula&lt;/strong&gt;, para as feministas, era ter mandado o &lt;strong&gt;Jair Meneghelli&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;sossegar o facho&lt;/em&gt; e voltar para a ex, em vez de assumir a nova relação com uma colega jornalista, burguesa demais para um metalúrgico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda acha que exagerei, quando, no penúltimo post deste blog, prenunciei a tempestade? – Na semana passada, a PF prendeu os candidatos a governador e a senador pelo Amapá, &lt;strong&gt;Pedro Paulo Dias&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Waldez Góes&lt;/strong&gt;, que iam ficar na mesma cela do &lt;strong&gt;José Roberto Arruda&lt;/strong&gt;, herdeiro do &lt;strong&gt;Roriz&lt;/strong&gt;, que vem a ser o candidato mais cotado para reassumir o governo do DF! – Em Dourados-MS, a Justiça teve que assumir a prefeitura porque não havia vereadores idôneos para votar a cassação do prefeito, &lt;strong&gt;Ari Artuzi&lt;/strong&gt; que, segundo o MPE, recebia um mensalão das empreiteiras da ordem de R$ 500 mil mensais (fora R$ 80 mil para cada vereador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado, interrompi um colega que não devo identificar (apresentador de TV) que perguntava a um grupo de amigos o que faria alguém gastar R$ 5 milhões numa campanha, para receber de volta R$ 1 milhão em quatro anos, somados salários por volta de R$ 20 mil mensais: - É fácil, meu amigo – eu interrompi, para estragar a piada: - Os R$ 5 milhões não são dele, e a remuneração aos R$ 5 milhões, muito menos. Sobram quatro anos de boa vida e mais R$ 1 milhão no bolso, por baixo, para o nosso personagem.Vale tudo, certo? - Inclusive dançar homem com homem e mulher com mulher, como o velho Tim não previu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas discussões, folclore e argumentação, quero dizer: - Vem chuva por aí. A &lt;strong&gt;Rita Lee&lt;/strong&gt;, que foi obrigada a sair do Twitter, na semana passada, por falar mal da casa nova do Timão, já avisou: vai votar nulo, desta vez. E o &lt;strong&gt;Marcelo Tas&lt;/strong&gt; postou, cabisbaixo, no seu bloguinho: - Sinto que entre a ditadura e o Tiririca, alguma coisa se perdeu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Calma, pessoal. Política é assim mesmo. Como no futebol, muitas vezes, a paixão fala mais alto. Vai dizer a um santista que o &lt;strong&gt;Neymar&lt;/strong&gt; não vale R$ 1 milhão por mês! – Vi o esforço do SportTV, neste domingo (12/9), para preencher o espaço deixado pela final do US Open (eles não têm quadra coberta, lá nos Estados Unidos) com um interessante debate sobre &lt;em&gt;Ética e Esporte&lt;/em&gt;, com a participação luxuosa dos filósofos &lt;strong&gt;Roberto Romano&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Demétrio Magnoli&lt;/strong&gt;. O &lt;strong&gt;Tierry Henry&lt;/strong&gt; foi massacrado: aquela mãozinha que eliminou a Irlanda da última Copa apagou a memória até do gol do Maradona. Mas a frase enjoada dele sobre futebol e Educação, no Brasil, eu não consigo esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara que, &lt;em&gt;com ou sem tique, pior não fique&lt;/em&gt;: segundo a OCDE – lembra-me o Otávio Costa – 61% da população brasileira de 25 a 45 anos não tem o Ensino Médio completo (dados de 2008) e o Brasil já tombou do 79. para o 87. lugar no ranking mundial da Educação. Com 14 milhões de analfabetos (não apenas &lt;em&gt;funcionais&lt;/em&gt;) no país e professores com pouca inspiração (não apenas no quesito salário, que me perdoe a minha própria família de mestres e mestras), muita água ainda há de rolar, antes que o nosso horizonte se acalme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(17ª.Sinfonia de Beethoven, A Tempestade, terceiro movimento, tocada por uma criança)&lt;/span&gt; http://www.youtube.com/watch?v=gVVcKutRAiw &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5192907342724070024?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5192907342724070024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/disputado-tiririca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5192907342724070024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5192907342724070024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/09/disputado-tiririca.html' title='Disputado Tiririca'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TI6V8U-O41I/AAAAAAAAALI/4kqX_rB-UqU/s72-c/schroeder+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1587424900065476239</id><published>2010-08-25T11:40:00.002-04:00</published><updated>2010-08-25T11:50:52.062-04:00</updated><title type='text'>Atualidades Atlântida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/THU7zuCBcbI/AAAAAAAAAK4/2CbYQj0mvRQ/s1600/getulio.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 229px; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509375478873551282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/THU7zuCBcbI/AAAAAAAAAK4/2CbYQj0mvRQ/s400/getulio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, 24/08/2010, há 56 anos, morria Getúlio Vargas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tirando o noticiário policial - a quadrilha que &lt;strong&gt;José Roberto Arruda&lt;/strong&gt; diz ter herdado de &lt;strong&gt;Joaquim Roriz&lt;/strong&gt;, a condenação de &lt;strong&gt;Anthony Garotinho&lt;/strong&gt; e a invasão do Intercontinental pelo &lt;em&gt;bonde &lt;/em&gt;do &lt;strong&gt;Nem &lt;/strong&gt;- confesso não estar acompanhando as notícias da atualidade, como fazia, quando era garoto, uma vez por semana, no cinejornal acima citado: a baboseira das &lt;em&gt;celebridades &lt;/em&gt;candidatas, a briga dos esclarecidos contra o tom pastel da campanha do &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt; (claro, vi que o Estadão de ontem, 24, comparou o PT ao PRI mexicano), o ensaio da polícia no Maracanã para a Copa dos sem-estádio, a queda do avião da Embraer na China, a estupidez da polícia Indonésia, fatos tão próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuarem morrendo chineses – perguntam-me os meus vizinhos de condomínio – quem vai construir os estádios para a Copa e para a Olimpíada? – Segundo eles, os nordestinos desistiram de reconstruir São Paulo depois que o Bolsa-Família foi inventado pelo &lt;strong&gt;Jacob Bittar&lt;/strong&gt;, alçado à condição de resposta social pelo &lt;strong&gt;Cristóvam Buarque&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;federalizado&lt;/em&gt; pelo &lt;strong&gt;FHC,&lt;/strong&gt; embora nunca antes, neste país etc. Segundo os meus vizinhos, teremos que importar um caminhão, não, um navio de chineses para a Copa e para a Olimpíada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às notícias: temos as queimadas, responsabilidade do tempo seco. Segundo o JN, a candidata &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt; faria um comício, ontem à noite (24/8), justamente em Cuiabá, MT, onde &lt;em&gt;Código Florestal&lt;/em&gt; é palavrão. Se as queimadas não passam do bloco das notícias sobre o tempo – e um &lt;em&gt;servicinho&lt;/em&gt; para mães alvoroçadas pela própria televisão – imaginem onde ficam as pautas sobre a qualidade da Educação, sobre a fiscalização das famílias do Bolsa Família, sobre os planos de Saúde, sobre o peso da máquina administrativa, as reformas, a existência divina ou o consumismo exacerbado da nova classe média. Nem a fome do PMDB – que pode vir a governar o país, já pensaram nisso? – chega a preocupar. O que dizer da moralidade na política, da segurança, do transporte e da saúde públicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho ouvido falar desses temas tratados seriamente no debate eleitoral. Do pouco que vi, não sei o que é pior: se o pobre do &lt;strong&gt;Serra,&lt;/strong&gt; arrastando o senhor Pedregulho numa visita ao metrô de São Paulo, ou a coitada da &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt;, vergada ao peso do nosso líder, que já admite saudades do poder e uma imensa disposição para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre essas eleições, ignoro – e me envergonho disso – qualquer candidato ao(s) parlamento(s) e tive pena do &lt;strong&gt;Aloysio Nunes Ferreira&lt;/strong&gt; – nada pessoal – último colocado numa lista com todos aqueles candidatos ao Senado por São Paulo – a jóia da coroa – da &lt;strong&gt;Martha Suplicy&lt;/strong&gt; ao pagodeiro &lt;strong&gt;Netinho&lt;/strong&gt;. Diverti-me, data venia, como todo mundo, com as propostas do &lt;strong&gt;Plínio,&lt;/strong&gt; que já disputa com a &lt;strong&gt;Marina Silva&lt;/strong&gt; aquele espaço no camafeu que as pessoas de bem costumavam carregar sobre o peito, no tempo do &lt;strong&gt;Machadão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção terminou, o&lt;strong&gt; Galvão&lt;/strong&gt; já até deu entrevista à &lt;strong&gt;Mônica Bérgamo&lt;/strong&gt; dizendo que mora em Mônaco por conveniência (a Educação do filho mais novo, nada a ver com o Imposto de Renda), o &lt;strong&gt;Neymar&lt;/strong&gt; resolveu permanecer no Santos e o novo telejornal que a Globonews criou para preencher aquele espaço do horário político nas casas brasileiras com tinta e reboco – chamado Em Pauta – entrevistou, no primeiro programa, o correspondente da BBC, &lt;strong&gt;Tim Vickery,&lt;/strong&gt; no segundo, o ex-jogador &lt;strong&gt;Leonardo&lt;/strong&gt; e no terceiro, a ginasta-bailarina &lt;strong&gt;Debora Kolker&lt;/strong&gt;. Respeito o &lt;strong&gt;Sérgio Aguiar&lt;/strong&gt; e seus convidados, mas, em matéria de globais, sou mais a &lt;strong&gt;Maria Beltrão, &lt;/strong&gt;a &lt;strong&gt;Astrid Fontenelle &lt;/strong&gt;e o&lt;strong&gt; Tiago Leifert&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me, portanto, acompanhar as impressões trazidas por minha companheira, bacharel em Matemática, que sempre foi responsável, lá em casa, pelo senso, e hoje responde por uma parcelinha do censo, aqui nas imediações da Rede Globo e do shopping Morumbi. Nesse local, velhinhos que criam galinhas em seus quintais disputam paixões, aromas, sabores e recheios com velhinhas que criam cachorros nas casas ao lado, onde, ao mesmo tempo, derrubam-se centros de cirurgia plástica e erguem-se novos condomínios. Pelo menos, essas informações são verdadeiras e atuais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1587424900065476239?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1587424900065476239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/08/atualidades-atlantida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1587424900065476239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1587424900065476239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/08/atualidades-atlantida.html' title='Atualidades Atlântida'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/THU7zuCBcbI/AAAAAAAAAK4/2CbYQj0mvRQ/s72-c/getulio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2862436994363872679</id><published>2010-08-10T08:55:00.006-04:00</published><updated>2010-08-11T09:52:19.222-04:00</updated><title type='text'>Presciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TGFMnu00WzI/AAAAAAAAAKo/DW2iRyiUs-k/s1600/borboletas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 353px; HEIGHT: 335px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503764465091631922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TGFMnu00WzI/AAAAAAAAAKo/DW2iRyiUs-k/s400/borboletas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O caminhão carregado de aparas de grama, às sete horas da manhã, numa rua e num dia comuns (indicando que a manutenção das praças voltou); a neve que alegrou os turistas em São Joaquim, na semana passada; o bom humor dos entrevistados do CQC; os corredores de ônibus recém-pintados entre a periferia e os grandes escritórios, os pássaros calados, as árvores peladas, tremendo de frio, o ar assustado das pessoas: não há mais dúvidas, entramos na temporada das eleições. O carroceiro diz, no cartaz “gostaria de reciclar os políticos” - exagera, mas, coincidência ou não, no último domingo, cartazetes do Paulo Skaf foram espalhados nos bairros de São Paulo, por cujas calçadas tento andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;esquenta &lt;/em&gt;do &lt;strong&gt;Fernando Mitre&lt;/strong&gt; e o &lt;em&gt;pós-venda&lt;/em&gt; do CQC, na TV Bandeirantes, ontem (9/8) valeram mais do que o debate dos candidatos à Presidência da República – morno demais, apesar do jeitão do &lt;strong&gt;Boechat&lt;/strong&gt; –, mas a sala da minha casa anda animada: - Quem estaria à esquerda do &lt;strong&gt;Netinho de Paula&lt;/strong&gt;, do PC do B? – Sou do tempo do &lt;strong&gt;João Amazonas&lt;/strong&gt;! – Mesmo assim, nossas discussões estão mais empolgantes do que a bancada do Jornal Nacional, diante da qual, &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Fátima &lt;/strong&gt;só faltaram trocar uma receita de cuca gaúcha por uma de sopa Leão Veloso, sob o olhar cada vez menos circunspecto do &lt;strong&gt;William Bonner.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, que não está no mailing dos assessores de imprensa, como eu, que um dia editei algumas publicações e nunca mais pude sair dessas listas, não perde por esperar: vêm aí os levisfidelis, emayels e toda aquela plêiade de candidatos – nanicos e pesadões – dos quais, como Caronte, nunca haveremos de nos livrar. Tudo por esses cargos e algumas funções que nos recusamos a assumir, mesmo quando precisamos fazer umas comprichas no Paraguai, mandar a sogra para a Europa ou um&lt;em&gt; brother&lt;/em&gt; para os EUA, com a cueca recheada de dólares. A ficha limpa vai depurar um pouco o processo? – Esperemos que sim, mas vai depender daqueles senhores de capas pretas, que já foram mais dos holofotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense que, pelo menos, dentro de alguns dias, você vai poder trocar as bobagens dos anúncios de carros e cervejas por outras, políticas, prometendo consertar as calçadas, enquadrar prestadoras de serviços e planos de saúde, fomentar a Educação, criar empregos que ninguém vai preencher por falta de qualificação, construir novas pontes, rodoanéis e viadutos para desafogar o trânsito (é mais barato do que o metrô), polícias pacificadoras, saneamento nas favelas, acabar com o desmatamento e com a praga do crack no campo, hidrelétricas que não incomodem sapos e quilombolas e tudo o mais que você está acostumado a ouvir nessas ocasiões. Mudam as moscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, a democracia vai se consolidando e as coisas vão se ajeitando por conta própria, como os passageiros dos ônibus lotados. Afinal não carecemos de intermediários: os programas humorísticos da tevê não podem mais mexer com os políticos, mas quem precisa de humorista, nesta estação? - Para os amigos poetas, que me consideram meio ácido, às vezes, segue a versão de Presciência do Rilke:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ich bin wie eine Fahne von Ferne umgeben.&lt;br /&gt;Ich ahne die Winde, die kommen, und muss sie leben,&lt;br /&gt;Wahrend die Dinge unten sich noch nicht rühren:&lt;br /&gt;Die Türen schliessen noch sanft, und un den Kaminen ist Stille;&lt;br /&gt;Die Fenster zittern noch nicht, und det Staub ist noch schwer&lt;br /&gt;Da weiss ich die Stürme schon und bin erregt wie das Meer.&lt;br /&gt;Und breite mich aus und falle in mich hinein&lt;br /&gt;Und werfe mich ab und bin ganz allein&lt;br /&gt;In dem grossen Sturm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou como uma bandeira trazida de longe&lt;br /&gt;Pressinto os ventos que vêm, devo vivê-los&lt;br /&gt;Enquanto as coisas, lá embaixo, ainda não se movem:&lt;br /&gt;As portas fecham-se sem ruído e as chaminés se aquietam;&lt;br /&gt;As vidraças não tremem, ainda, e a poeira está pesada.&lt;br /&gt;Mas eu já sei a tempestade e me agito como o mar.&lt;br /&gt;Inflo-me e desfaleço e me lanço, completamente só,&lt;br /&gt;Na grande tormenta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2862436994363872679?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2862436994363872679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/08/chegou-hora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2862436994363872679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2862436994363872679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/08/chegou-hora.html' title='Presciência'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TGFMnu00WzI/AAAAAAAAAKo/DW2iRyiUs-k/s72-c/borboletas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-166514711218736574</id><published>2010-07-28T15:39:00.005-04:00</published><updated>2010-07-28T19:18:24.096-04:00</updated><title type='text'>Dia de Sorte</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TFCIMhunLuI/AAAAAAAAAKg/Svn742DoPbE/s1600/dados.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 341px; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499044893813059298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TFCIMhunLuI/AAAAAAAAAKg/Svn742DoPbE/s400/dados.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Raramente eu me felicito por estar afastado do jornalismo, mas ontem (28/7) foi um desses dias. Imaginem se eu trabalhasse no Uol e tivesse que entrevistar o &lt;strong&gt;Russomano&lt;/strong&gt; ou o &lt;strong&gt;Paulo Skaf&lt;/strong&gt;! – E se a minha pauta fosse repercutir o vexame da Ferrari junto ao Barrichello (&lt;strong&gt;Fellini &lt;/strong&gt;gostava mais da Maserati, mas &lt;strong&gt;Nino Rotta&lt;/strong&gt; musicou o &lt;em&gt;Poderoso Chefão 3&lt;/em&gt; –seria este um argumento?). E que tal escrever sobre a morte do &lt;strong&gt;Rafael Mascarenhas&lt;/strong&gt;, no Rio – como me cobraram – sabendo, de antemão, tudo o que aconteceu nos bastidores, desde o momento em que a primeira notícia foi transmitida, e por quanto tempo essas ocorrências terão que se repetir, nesses trópicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem os doutores &lt;strong&gt;Nize Iamaguti&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Artur Katz&lt;/strong&gt;, oncologistas de peso, &lt;strong&gt;Michael Christensen&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Wellington Nogueira&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;clows care’s&lt;/em&gt;), soldados norte-coreanos, iogues indianos, meninas balinesas, modelos famintas, marronzinhos de São Paulo, professores (as) de alemão e de matemática, bóias-frias das queimadas da palha de cana, polícias montadas canadenses, cocheiros em contos russos – vida de jornalista também não é fácil. Dirigir um Roda-Viva sobre o fim da palmada, &lt;em&gt;falando reservadamente com todos&lt;/em&gt;, como o meu amigo HB, na última segunda-feira (26/7), ou cobrir o fim do matrimônio do &lt;strong&gt;Celulari &lt;/strong&gt;(alô, Bauru!) com a &lt;strong&gt;Cláudia Raia&lt;/strong&gt;, convenhamos, não são tarefas desafiadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse da imprensa esportiva, não poderia ter comentado, como comentei, no sábado (24), que o&lt;strong&gt; Mano&lt;/strong&gt; já ia tarde, por ser teimoso e não apostar no &lt;strong&gt;Jucilei&lt;/strong&gt;, que ele acabou escalando, no domingo (25), quando o Corínthians voltou à liderança do brasileirão e, em seguida, convocando para a seleção. Já se trabalhasse num caderno de Cotidiano (ou de Cultura), teria que registrar o sucesso de vendas do DVD pornô-pirata da &lt;strong&gt;Elisa Samudio&lt;/strong&gt; na feira do último domingo, no Brooklin (bairro de classe média alta), pau a pau com as cópias do filme sobre o &lt;strong&gt;Chico Xavier&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em NY, não sei se teria alcançado a Newyorker ou estaria trabalhando na emissora do prefeito, como dezenas de coleguinhas daqui – Pior: em vez de discutir a soberania do Afeganistão, conseguiria repercutir o vazamento (the lick) dos informes do Pentágono sobre a guerra, como o coitado do &lt;em&gt;Paquinha&lt;/em&gt;? (perdão, &lt;strong&gt;Luiz Fernando Silva Pinto&lt;/strong&gt;): - A senhora aí, do cachorro-quente, acha justo informar ao cidadão comum quantos civís foram sacrificados nas montanhas de Hindu Kush, em nome da teoria de poder norte-americana de expansão igual à segurança? - Consultem &lt;em&gt;Surprise, security and the american experience&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;John Lewis Gaddis&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, se fosse espanhol, poderia estar comentando a proibição da corrida de touros na Catalunha – tema capital, hoje, no país mais antigo da Europa – e, se fosse da TV5 Monde, talvez estivesse escrevendo mais um capítulo de um desenho animado explicando aos garotos canadenses como funciona um congresso, ou ainda, quem sabe, o roteiro de um documentário sobre a opressão da mulher através dos séculos nos contos de fada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso passou pela tevê por assinatura, entre ontem e hoje. Por isso, posso me considerar um cara de sorte. Infelizmente, essa alegria não vai durar: hoje, a seqüência de reportagens sobre os programas sócio-educativos do Criança Esperança, deve me devolver a nostalgia das grandes redações, embora o ideal seria que esses projetos virassem regra, em vez de exceção. Esta sim, seria uma sorte para ninguém botar defeito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-166514711218736574?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/166514711218736574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/dia-de-sorte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/166514711218736574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/166514711218736574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/dia-de-sorte.html' title='Dia de Sorte'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TFCIMhunLuI/AAAAAAAAAKg/Svn742DoPbE/s72-c/dados.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3209920534232034817</id><published>2010-07-20T20:21:00.008-04:00</published><updated>2010-07-21T17:52:54.697-04:00</updated><title type='text'>Futebol é coisa séria</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TEZEh80NhBI/AAAAAAAAAKI/gldOvwbD2vI/s1600/jogando+no+quintal+1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496155745303757842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TEZEh80NhBI/AAAAAAAAAKI/gldOvwbD2vI/s400/jogando+no+quintal+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt; avisou ao &lt;em&gt;parceirão&lt;/em&gt;: não vai admitir São Paulo fora da Copa do Mundo – sinal de que o &lt;em&gt;Piritubão&lt;/em&gt; deve mesmo sair, para alegria dos cariocas, que se divertem com esses aumentativos paulistanos. O presidente mais envolvido com o esporte bretão desde &lt;strong&gt;Garrastazu Médici&lt;/strong&gt; tem seus motivos: “Nada está pronto para 2014”, esperneou &lt;strong&gt;Josef Blatter&lt;/strong&gt;, amigo e correligionário suíço do centenário &lt;strong&gt;João Havelange&lt;/strong&gt;, dono da Cometa e sogro de &lt;strong&gt;Ricardo Teixeira&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bilhão de outros motivos – equivalentes ao orçamento do estádio – explicaria o entusiasmo dos envolvidos no projeto, que tem apoio até do &lt;strong&gt;Juca Kfouri&lt;/strong&gt;, tradicional opositor do presidente da CBF. Nessa novela, aliás, &lt;strong&gt;Teixeira&lt;/strong&gt; finge-se de morto. E lembra que a renovação total do futebol brasileiro – argumento que lhe serviu de açoite da própria cria – precisa de mais estádios e novos talentos, razão pela qual a CBF decidiu antecipar a “janela” pela qual entram em cena, desde agora, as novas esperanças do Brasileirão: &lt;strong&gt;Beletti&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Keirrison&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Tinga&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Rafael Sobis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que o espanto? - Muitos de nós vivemos do esporte mais fascinante do globo, da Globo e não só dela, não é verdade? – Há, nesse bandejão, espaço para tudo, da salada do &lt;strong&gt;Roberto Avallone&lt;/strong&gt; à carne de braço do &lt;strong&gt;Zé Trajano&lt;/strong&gt;, passando pelo picadinho de &lt;strong&gt;Luciano do Valle&lt;/strong&gt;, o ossobuco da TV Gazeta, a limonada da CBN e o feijão com arroz da da Eldorado com a ESPN, do estudioso &lt;strong&gt;PVC&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, as estatísticas do &lt;strong&gt;PVC &lt;/strong&gt;têm um alcance mais amplo e mais profundo: ele é capaz de lembrar que a escola dos centroavantes rompedores iniciada por &lt;strong&gt;Vavá &lt;/strong&gt;só prosperou porque &lt;strong&gt;Orlando&lt;/strong&gt;, e não &lt;strong&gt;Bellini,&lt;/strong&gt; o mentor intelectual de &lt;strong&gt;Brito, Moisés e Abelão&lt;/strong&gt;, aquele que quebrou o Zico – garantia tudo lá atrás, exceto quando o zagueiro insistia em jogar com a unha do dedo grande inflamada. Bem melhor do que os números do &lt;strong&gt;Mauro Naves&lt;/strong&gt;, que, às vezes, não fecham: “Eu quero lembrar que o São Paulo, em 29 anos, nunca venceu o Corinthians jogando de meias azuis. O detalhe,&lt;strong&gt; Galvão&lt;/strong&gt;, é que o São Paulo nunca jogou de meias azuis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol é coisa séria, como pontificou o filósofo contemporâneo, &lt;strong&gt;Caio Decousseau Ribeiro&lt;/strong&gt;, ao simpático &lt;strong&gt;Serginho Groissman&lt;/strong&gt;, um dos raros ex-estudantes do Equipe que não faz média com ninguém. Ok, mas e o jogo de bola, que a gente gosta (gostava, no meu caso) de praticar e de assistir, desde tempo em que o samba não se aprendia no colégio (ninguém jogava no Andaraí) e que US$ 100 mil eram uma soma &lt;em&gt;inimaginável&lt;/em&gt; de dinheiro, e não apenas o salário de goleiros &lt;em&gt;descompensados&lt;/em&gt; como o &lt;strong&gt;Fábio Costa&lt;/strong&gt; (hoje no Atlético) ou o &lt;strong&gt;Felipe,&lt;/strong&gt; do Timão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, por enquanto, as novidades são essas, já que, depois do primeiro CQC, eu nunca mais assisti aos teoremas de &lt;strong&gt;Arnaldo César Coelho&lt;/strong&gt; no barzinho do Galvão. Levantem as mãos para o céu. A Copa não passou de um traque, a tragédia de &lt;strong&gt;Bruno&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;Sheakespeare&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;é outro departamento&lt;/em&gt;, como diria o presidente &lt;strong&gt;Lula,&lt;/strong&gt; e o show precisa continuar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso prova que as mulheres nos ultrapassaram, de fato: para elas, a única razão do torcer são as pernas do &lt;strong&gt;Júlio César&lt;/strong&gt; e a carinha do &lt;strong&gt;Kaká&lt;/strong&gt; que, com o perdão da &lt;strong&gt;bispa Sônia&lt;/strong&gt;, de santo, não tem nada. Talvez por isso o mundo feminino venha sofrendo tanta violência, como &lt;em&gt;Dr. Sigismundo&lt;/em&gt;, certamente, explicaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós, homens, restou a saudade de um futebol do qual a atual campeã do mundo não passa de uma pálida lembrança – capaz de fazer corar &lt;strong&gt;Diego, Francisco, Domenikos, Salvador, Pablo e Juan&lt;/strong&gt; (daria um time de futsal) e curtir imagens reveladoras da &lt;em&gt;pin up&lt;/em&gt; paraguaia &lt;strong&gt;Larissa Riquelme&lt;/strong&gt; no Twitter em seu aperitivo de ensaio fotográfico para uma revista masculina, algo que o &lt;em&gt;kindle&lt;/em&gt; jamais alcançará. Foto: &lt;em&gt;Jogando no Quintal&lt;/em&gt; (divulgação)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3209920534232034817?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3209920534232034817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/futebol-e-coisa-seria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3209920534232034817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3209920534232034817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/futebol-e-coisa-seria.html' title='Futebol é coisa séria'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TEZEh80NhBI/AAAAAAAAAKI/gldOvwbD2vI/s72-c/jogando+no+quintal+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4965496236518040481</id><published>2010-07-08T21:10:00.005-04:00</published><updated>2010-11-05T13:08:41.597-04:00</updated><title type='text'>Zico, multiplique-se!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDZ3XPoZHZI/AAAAAAAAAKA/RRIrtVP5sh0/s1600/three+witches.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 339px; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491708036841545106" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDZ3XPoZHZI/AAAAAAAAAKA/RRIrtVP5sh0/s400/three+witches.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem sou eu para julgar um profissional que ganha R$ 200 mil por mês, que faz tanto sucesso com as mulheres e que tornou-se ídolo de homens, jovens e crianças? – Não farei isso. No entanto, gostaria de recomendar ao goleiro Bruno, em vez de prece, arrependimento ou contrição - sentimentos que possivelmente o assaltarão - a leitura dos versos que se seguem, quando ele tiver esquecido a esperança de ser convocado para a Copa de quatorze, como deixou escapar, na ante-sala da delegacia à qual entregou-se, na última terça-feira (7).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;São versos de uma peça cuja leitura completa eu recomendo, fragmentos emprestados a um respeitável senhor medieval e a uma respeitabilíssima senhora do século passado que, talvez, se tivessem chegado a conhecimento do jogador no tempo certo, teriam, quem sabe, evitado a sua própria tragédia. Imagens de anúncios descoloridos pela derrota do nosso time na Copa desfilam pela tevê enquanto escrevo, garotos pobres batendo bola tristemente, por um tênis ou por uma cola, tão frágeis quanto a fera abatida que ilustra a cena principal, igualmente alheios à própria arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, Bruno, não matou apenas aquela garota, tão desamparada quanto você, inclusive pela ambição que os aproximou: você deixou uma nação perplexa, manchou uma reputação que não ajudou a construir, ao contrário dos homens que tentou humilhar, como o ex-técnico Andrade, e o atual, Zico (a quem peço multiplicar-se, no título acima) – meninos pobres como você, mas que cresceram e iluminaram os seus iguais; que abriram, com passes de mágica, brechas incríveis entre o sórdido e o sublime, entre variadas dimensões da vida. Vida que você, Bruno, tocado pelo ódio, ou pelo desespero, desprezou. Veja que triste, para um artista da bola: nem isso você inventou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaga, estrela, para a luz não ver meus desígnios negros,&lt;br /&gt;Fique o olho cego à mão, porém insisto&lt;br /&gt;Que o que ele teme, feito, seja visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinde, espíritos das idéias mortais, tirai-me o sexo,&lt;br /&gt;Inundai-me, dos pés até a coroa,&lt;br /&gt;De vil crueldade. Dai-me o sangue grosso&lt;br /&gt;Que impede e corta o acesso do remorso,&lt;br /&gt;Não me visitem culpas naturais&lt;br /&gt;Para abalar meu sórdido propósito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreita e serve o mal. Vem, negra noite!&lt;br /&gt;Apaga-te na bruma dos infernos,&lt;br /&gt;Para não ver minha faca o próprio golpe;&lt;br /&gt;Nem o céu poder varar o escuro para gritar-me: Pára! Pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficasse feito o feito, então seria&lt;br /&gt;Melhor fazê-lo logo: se o matar&lt;br /&gt;Trancasse as conseqüências e alcançasse&lt;br /&gt;Com seu cessar, sucesso; se este golpe&lt;br /&gt;Pudesse ter um fim de tudo aqui,&lt;br /&gt;E só aqui, nesta margem do tempo,&lt;br /&gt;Riscava-se o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fera, então&lt;br /&gt;Levou-te a sugerir-me tal empresa?&lt;br /&gt;Quando o ousaste é que foste um homem.&lt;br /&gt;E para vir a ser mais do que foste&lt;br /&gt;Devias ser mais homem. Eu já amamentei&lt;br /&gt;E sei quanto é doce o sugar do neném;&lt;br /&gt;Mas poderia, enquanto me sorria,&lt;br /&gt;Roubar-lhe o seio da gengiva mole&lt;br /&gt;E arrebentar-lhe o cérebro, se houvesse&lt;br /&gt;Jurado que o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o rei dormir&lt;br /&gt;Ao que a dura viagem deste dia&lt;br /&gt;Há de chamá-lo – seus dois camareiros&lt;br /&gt;Hei de embalar com tanta e tal bebida&lt;br /&gt;Que a guardiã do cérebro, a memória,&lt;br /&gt;Fará, com seus vapores, da razão,&lt;br /&gt;Mero alambique. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não hão de julgar todos,&lt;br /&gt;Se cobrirmos com sangue os camareiros,&lt;br /&gt;Dormindo junto às armas que usaremos,&lt;br /&gt;Que foram eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz o feito. Não ouviste os barulhos?&lt;br /&gt;(Olhando as mãos) É uma visão triste&lt;br /&gt;Que tolice dizer que é visão triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me os punhais. Os que dormem e os mortos&lt;br /&gt;São só quadros. Só quem é criança&lt;br /&gt;Vê o que temer em diabo pintado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem bateu?&lt;br /&gt;Por que todo ruído me apavora?&lt;br /&gt;Quem mãos são essas que me arrancam os olhos?&lt;br /&gt;Será que o vasto oceano de Netuno&lt;br /&gt;Pode lavar o sangue destas mãos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(trechos escolhidos de Macbeth, Sheakespeare, 1606, traduzidos por Bárbara Heliodora) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4965496236518040481?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4965496236518040481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/zico-multiplique-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4965496236518040481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4965496236518040481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/zico-multiplique-se.html' title='Zico, multiplique-se!'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDZ3XPoZHZI/AAAAAAAAAKA/RRIrtVP5sh0/s72-c/three+witches.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-6936739153743847268</id><published>2010-07-07T12:38:00.010-04:00</published><updated>2010-11-05T13:13:36.459-04:00</updated><title type='text'>Cardápio do povo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDSwXBqQFOI/AAAAAAAAAJ4/rzgvtB_uo8U/s1600/img053.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 422px; HEIGHT: 354px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491207755300607202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDSwXBqQFOI/AAAAAAAAAJ4/rzgvtB_uo8U/s400/img053.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma cerimônia austera marcou a 37ª. Edição de &lt;em&gt;Melhores e Maiores de Exame&lt;/em&gt;, na última segunda-feira (5): nenhuma gota de álcool, um caldo quente no final e um discurso comedido do presidente do grupo Abril, &lt;strong&gt;Roberto Civita,&lt;/strong&gt; na linha do &lt;em&gt;vamos melhorar o que está bom&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Henrique Meirelles&lt;/strong&gt;, do BC, foi o único representante do governo, que as publicações da Casa costumam surrar à vontade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Doutor Roberto não deixou de mencionar a complexidade tributária e a infra-estrutura deficiente do país, além de “uma classe política pouco sensível às reformas de que necessitamos”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, vez de criticar as mazelas políticas, atribuiu &lt;em&gt;à elite, as responsabilidades da elite&lt;/em&gt;, seja lá o que isso for. A minha, por exemplo, enquanto elite, poderia ser simplesmente testar os pratos do Manacá, em Camburi-SP, que o dono da festa também aprecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Melhores e Maiores 2010&lt;/em&gt; foi a publicação de maior peso na história da Abril, segundo seu próprio editor: 1,114 kg de estatísticas, boas reportagens e pesquisas. Um empresário com negócios na Ásia justificou-me, à boca pequena, estar ali apenas para colher a revista, cujas informações começariam a ser digeridas na mesma noite, para gerar indicadores em seus prospects no Sol Nascente. Páginas e páginas de publicidade rechearam o prato de resistência do evento. A &lt;strong&gt;Hering&lt;/strong&gt;, que eu preferia &lt;em&gt;basic &lt;/em&gt;em vez &lt;em&gt;fashion&lt;/em&gt; (como a cidade pediu), foi eleita a &lt;em&gt;Melhor Empresa do Ano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo certo, tudo previsível. Só faltou o &lt;strong&gt;Caio Decousseau&lt;/strong&gt; como mestre de cerimônias, em vez da &lt;strong&gt;Mônica Waldvogel&lt;/strong&gt;. Ele teria dito: “Se o país está crescendo, Galvão, é sinal de que as empresas estão ganhando dinheiro!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta obviedade me deixou, como dizia minha avó, com &lt;em&gt;a pulga atrás da orelha&lt;/em&gt;: -Quanto tempo vão durar as grandes promoções e mega-eventos das publicações impressas de prestígio, como Exame, Valor, Isto É e Carta Capital, considerando-se as atuais perspectivas da &lt;strong&gt;informação remunerada&lt;/strong&gt;, no Brasil e no mundo? – Qual a importância comercial e política desses encontros, hoje, no budget de seus patrocinadores, ou na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cauda longa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de seus grandes títulos? – Notei, melancólico, a ausência daqueles velhinhos que costumavam &lt;em&gt;penetrar&lt;/em&gt; nesses coquetéis: traços de um cotidiano mais complexo ou sombras de um passado de fausto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única notícia que a revista me trouxe – respeitando os colegas que batalharam na sua elaboração – foi a mudança de perfil da chamada produção nacional, algo que já vem se desenhando há algum tempo, na própria Exame e publicações concorrentes: empresários &lt;strong&gt;novos e mais ricos,&lt;/strong&gt; não necessariamente nesta ordem, numa nação que, afinal, dobrou de tamanho nas últimas décadas, mas que, na contramão da propaganda oficial, embora esteja comendo pouco mais, continua carente de Educação e de oportunidades à altura de suas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, &lt;em&gt;paguei um mico&lt;/em&gt; ontem, na oficina de manutenção do meu notebook, por desconhecer um simples comando que restaura as funções do mouse acoplado ao teclado do equipamento. A oficina, a propósito, fica em frente a uma igreja Universal. Fui até lá para sacar dinheiro: no pátio interno, há uma lanchonete de uma dessas redes famosas e dois caixas automáticos: um do Bradesco e um do BB. O prédio - situado na avenida João Dias, em São Paulo, capital que não é nenhum Fauburg Saint Honoré – como diria o &lt;strong&gt;Caio Decousseau&lt;/strong&gt;, tem o mesmo porte de uma Notre Dame de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que se acrescentasse um pouco de Educação (formal) às propostas de governo dos candidatos que ontem foram para as ruas (como a av. João Dias), ou às responsabilidades da elite que compareceu ao Monte Líbano-SP, anteontem, melhoraríamos o nosso cardápio? - Cartas para o meu novo ídolo filosófico, acima citado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-6936739153743847268?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/6936739153743847268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/cardapio-do-povo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6936739153743847268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6936739153743847268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/07/cardapio-do-povo.html' title='Cardápio do povo'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TDSwXBqQFOI/AAAAAAAAAJ4/rzgvtB_uo8U/s72-c/img053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4897340715367025765</id><published>2010-06-24T11:14:00.003-04:00</published><updated>2010-06-24T11:24:52.806-04:00</updated><title type='text'>Notícias de ontem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TCN4AnP-8RI/AAAAAAAAAJw/Bpnz-tR6Qpg/s1600/abobrinhas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486360722998751506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TCN4AnP-8RI/AAAAAAAAAJw/Bpnz-tR6Qpg/s400/abobrinhas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Além da brincadeira &lt;em&gt;infeliz &lt;/em&gt;de &lt;strong&gt;Sandra Anemberg&lt;/strong&gt; no jornal Hoje (TV Globo) de que São Pedro estragou o São João, no nordeste (45 mortos, 600 desaparecidos, 150 mil desalojados), a principal &lt;strong&gt;notícia de ontem&lt;/strong&gt; (23) virou manchete dos &lt;strong&gt;jornais de hoje&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Dilma lidera as pesquisas.&lt;/em&gt; Mas os &lt;strong&gt;fatos &lt;/strong&gt;novos vieram da crítica de &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt; à política econômica (debate Uol, comentários de &lt;strong&gt;Elio Gáspari&lt;/strong&gt; na Folha de SP) – e na frase de &lt;strong&gt;Marina Silva&lt;/strong&gt; em entrevista à Globonews de &lt;strong&gt;Míriam Leitão&lt;/strong&gt; (O Globo), afirmando ser ela a melhor opção dos produtores rurais nas próximas eleições – opção &lt;em&gt;sustentável&lt;/em&gt;, ela esqueceu-se de dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma entrevista, &lt;strong&gt;Marina &lt;/strong&gt;lembrou bem: o governo decidiu promover o etanol em vez de certificá-lo junto aos interessados, os mesmos que acabaram banhando o golfo do México de petróleo, essa &lt;em&gt;commodity &lt;/em&gt;fora de moda que, segundo o editorial do Estadão também de ontem, tem sido o maior cabo eleitoral da candidata governista. Já em Belo Monte, nem &lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt;, com toda a sua popularidade, conseguiu evitar os protestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica de &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt;: “O Brasil tem três ou quatro recordes dos quais eu me envergonho: as altas taxas de juros e impostos, a "lanterninha" nos investimentos governamentais e a maior hipervalorização da moeda no mundo. Tem um certo arranjo aí que não funciona, e que eu me proponho a consertar". Enunciado desse jeito – observou &lt;strong&gt;Gaspari&lt;/strong&gt; – move poucos votos, mas significa o seguinte: com a taxa de juros a 10,25% ao ano, o Brasil continua a ser o país do mundo onde mais se ganha dinheiro sem precisar trabalhar, emprestando-o ao governo. Finalmente, o real sobrevalorizado barateia as compras em Miami, mas dificulta as exportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correto, mas e o vice do candidato, que não sai? – A militância do PSDB, esse &lt;em&gt;paradoxo&lt;/em&gt;, acusa o seu candidato de &lt;em&gt;improvisação &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;voluntarismo&lt;/em&gt;, mas não seriam estas, justamente, as suas principais qualidades, considerando as opções disponíveis no cenário nacional? – Se vivermos, veremos. A propósito da morte, esse medo já não me aflige. Do jeito que andam os meios de comunicação, tenho mais &lt;strong&gt;medo da fama&lt;/strong&gt;: no outro dia, a apresentadora do Metrópolis, da TV Cultura, chamou o &lt;strong&gt;Tomzé&lt;/strong&gt; de &lt;em&gt;cantor baiano&lt;/em&gt; e o &lt;strong&gt;Ziraldo &lt;/strong&gt;de autor &lt;em&gt;infanto-juvenil&lt;/em&gt;. No TV Fama, a esposa do &lt;strong&gt;Kaká &lt;/strong&gt;disse que a crise de 2008 foi providencial, para que todo o dinheiro do mundo fosse para o no Real Madrid, a fim de que este contratasse o seu marido. Ela não estava brincando: justificou o fato como &lt;em&gt;intervenção divina&lt;/em&gt;. Não sei se está no Youtube, mas se estiver, vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, além da tristeza do &lt;strong&gt;Bonner &lt;/strong&gt;e da &lt;strong&gt;Fátima&lt;/strong&gt; – diariamente, antes da novela – o dia de ontem trouxe, também, a notícia da &lt;strong&gt;abobrinha verde e amarela&lt;/strong&gt; (foto) desenvolvida pelo Embrapa para a Copa do Mundo (Bandnews, 23/6). O que os pesquisadores do órgão não imaginavam era que o &lt;strong&gt;Dunga&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Rede Globo&lt;/strong&gt; resolveriam brigar, bem nessa hora. Competição mais dura do que o jogo desta sexta-feira (25/6), entre Brasil e Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4897340715367025765?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4897340715367025765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/noticias-de-ontem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4897340715367025765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4897340715367025765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/noticias-de-ontem.html' title='Notícias de ontem'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TCN4AnP-8RI/AAAAAAAAAJw/Bpnz-tR6Qpg/s72-c/abobrinhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3890701976000242392</id><published>2010-06-16T10:57:00.003-04:00</published><updated>2010-06-17T17:44:40.556-04:00</updated><title type='text'>Chegou a hora</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TBjmvctcbaI/AAAAAAAAAJo/llCwyQsv7Yc/s1600/bicicletas+2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 353px; HEIGHT: 234px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483386249158618530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TBjmvctcbaI/AAAAAAAAAJo/llCwyQsv7Yc/s400/bicicletas+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Marina Silva perdeu a chance de antecipar o discurso de Barak Obama, ontem (15), sinalizando uma nova era na matriz energética mundial, em face do desastre no Golfo do México. Na audiência do Congresso norte-americano, hoje, 16, só faltou José Sérgio Gabrielli, da Petrobras. CEO’s da Exxon, Shell e Chevron – que já investem em fontes renováveis de energia há alguns anos – fingiram jogar a toalha, admitindo a mudança de paradigmas proposta por Obama, depois, é claro, de circunscrever a responsabilidade pelo acidente e suas conseqüências à petroleira britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que a Petrobras, líder mundial na exploração de óleo em águas profundas, esteja imune a uma ocorrência semelhante. Mas imprensa brasileira repercutiu timidamente a questão, ao contrário do espaço dedicado à briga pelos royalties do Pré-Sal. Também é possível que as previsões de Obama estejam exageradas, em face do petróleo que o mundo deve consumir, nos próximos 50 anos. Mas não se pode ignorar as transformações que as pessoas vêm operando em seus próprios hábitos – independentemente de ideologia – nem os reflexos da consciência ambiental na educação, na cultura, na produção e na própria esfera política: Marina Silva é uma prova disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na euforia de Copa do Mundo (a justificativa do momento é que o brasileiro gosta muito de futebol), os meios de comunicação formais não têm dado atenção ao debate da energia, assim como a outros temas deixados ao relento: o reajuste dos aposentados (sem o fator previdenciário), a greve do judiciário paulista (lembro-me da surpresa de uma amiga, há poucos dias, ao constatar a existência de um curso de Administração Judiciária nos EUA), os fantasmas do Senado e, sobretudo, o debate político, que continua longe das reformas de que o país necessita de fato (hoje tem Marina no Uol, sábado às 15 horas, Serra no Roda Viva pela web).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Copa, recomendo o artigo de Fernando Barros e Silva, na FSP de hoje (16): “Medíocre, sem brilho, apático, previsível. O Brasil fez uma estréia sofrível na Copa do Mundo. Tostão e Paulo Vinícius Coelho saberão explicar mais e melhor as deficiências dessa seleção de gladiadores. Mas mesmo aí, nessa identidade de guerreiros da pátria que foi forjada, com a mão de Dunga, para fins de mercado, há um abismo entre o que a propaganda vende e a mercadoria que foi entregue em campo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, fiz questão de assistir ao noticiário da TVE, neste dia de estréia da Fúria (lembrando o último post deste blog, Cuenta Atrás). O principal tema de Ana Pastor foi o debate do aumento de 4% que Zapatero está propondo na tarifa de energia elétrica; o segundo, a reforma trabalhista, enquanto o país vive a ameaça de uma greve geral; o terceiro, o ajuste de E 19 bi que Bruxelas exige da Espanha. A Fúria, que no momento em que escrevo, joga contra a Suíça, não ganhou mais de 30 segundos na TVE, sob a seguinte palavra de ordem: prudência. Além, é claro das manchetes esportivas dos jornais da península, um dos quais dedicou sua manchete de hoje ao Bloody Sunday (Londonderry, 30/01/1972), pelo qual o premier britânico, ontem, pediu desculpas à nação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3890701976000242392?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3890701976000242392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/chegou-hora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3890701976000242392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3890701976000242392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/chegou-hora.html' title='Chegou a hora'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TBjmvctcbaI/AAAAAAAAAJo/llCwyQsv7Yc/s72-c/bicicletas+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2817622791835853838</id><published>2010-06-09T10:44:00.005-04:00</published><updated>2010-06-09T10:55:18.417-04:00</updated><title type='text'>Cuenta atrás</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TA-qZ3GLBAI/AAAAAAAAAJg/LwX_w-mN_-U/s1600/ana-pastor.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 314px; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480786632796472322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TA-qZ3GLBAI/AAAAAAAAAJg/LwX_w-mN_-U/s400/ana-pastor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Ana Pastor, da TVE (Los Desayunos): experimente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A entrevista de &lt;strong&gt;Juan Luis Cebrian&lt;/strong&gt;, fundador do El País – jornal que redescobriu a democracia na Espanha pré-Almodóvar, no fim dos anos 70 – a &lt;strong&gt;Elizabeth Magalhães&lt;/strong&gt;, da Globonews (31/5, link abaixo) tinha o propósito de discutir o papel do jornalismo clássico diante das novas mídias. A conversa desviou-se (felizmente) para a ética da comunicação. Na opinião do autor de &lt;em&gt;O pianista no bordel&lt;/em&gt;, o jornalismo sempre serviu aos interesses da elite e do poder, com raros intervalos de um anarquismo saudável que, eventualmente, produziu mudanças como a imprensa nanica, no Brasil dos mesmos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela segunda-feira (31/5), a TV aberta exibiu um &lt;em&gt;Roda Viva&lt;/em&gt; com &lt;strong&gt;Fanny Ardent&lt;/strong&gt; – artista que interpretou &lt;strong&gt;Maria Callas&lt;/strong&gt; no teatro e no cinema, e que odeia ser conhecida como a ex de &lt;strong&gt;François Truffaut&lt;/strong&gt; – e o primeiro CQC pós-polêmica do jornalista-humorista &lt;strong&gt;Danilo Gentile&lt;/strong&gt; contra as ONGs que o acusaram de racismo (a polêmica comeu solta no &lt;em&gt;Twitter).&lt;/em&gt; Nesse dia, somente as produções do &lt;em&gt;Superpop &lt;/em&gt;e do &lt;em&gt;Todo Seu&lt;/em&gt; dão deram bola para as transições da informação e da cultura contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no dia 31/5, &lt;strong&gt;Lúcia Guimarães&lt;/strong&gt;, a vida inteligente que havia na conexão Manhanttan, comemorou a compra do seu&lt;em&gt; iPad&lt;/em&gt; em sua coluna no Estadão, mas o assunto em pauta continuou sendo a produção de conteúdo que corre por fora da pipeline da mídia oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, 1/06 (&lt;em&gt;Dia da Imprensa, &lt;/em&gt;para o Correio Braziliense), passei os olhos pela revista Veja que se pode &lt;strong&gt;folhear gratuitamente&lt;/strong&gt; na biblioteca do parque do Ibirapuera e descobri que uma salsicha tem as mesmas 400 calorias que duas colheres grandes de feijão, meio prato de salada em 120 gramas de filé de frango grelhado. Mudou a minha vida, mas, logo depois, no feriado de Corpus Christi (3/6), depois de perder a carteira e de me achar com dez reais no bolso, descobri uma farmácia do Litoral que vende Omeprazol no varejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último fim de semana, tive que me render, finalmente, à histeria da Copa: a Época trouxe matéria de capa sobre pesquisas científicas provando que os jogadores de futebol não apenas têm cérebro, como dele se valem para destacar-se na sua prática profissional. Comentando a notícia com outro passante que pescava as manchetes na banca de jornais (hábito relaxante, depois de anos de internet), chegamos à conclusão de os nossos convocados são milagres ambulantes, considerando a sua origem humilde e demais obstáculos de um país como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divina &lt;strong&gt;Fanny Ardent&lt;/strong&gt;, por exemplo, nasceu na França e cresceu no principado de Mônaco; ingressou na faculdade de Ciências Sociais (Ais-en-Provence) aos 16, curso que trocaria pelo de Arte Dramática, aos 18. Aos 21, estreou no teatro e aos 26, no cinema (&lt;em&gt;Marie Poupée,&lt;/em&gt; 1976). Aos 30 anos, conheceu &lt;strong&gt;Truffaut&lt;/strong&gt;. Um ano depois, recebeu sua primeira indicação ao Cesar – prêmio anual do cinema francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases da atriz (atual diretora), que nasceu e viveu na elite européia: “Eu admiro mais as mulheres livres, mas posso compreender que uma mulher ame a um só homem em sua vida. Tive o exemplo de minha mãe e de minhas avós, que foram livres ao amar seus homens"; "Eu amo as pessoas que ajudam os outros. Odeio fanatismo, detesto disciplina, ordem, hierarquia"; "O mundo está cada vez menos livre, cada vez com mais medo. E prefere segurança, em vez de liberdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nas velhas rodas-gigantes e nos contos de &lt;strong&gt;Pirandello&lt;/strong&gt;, às vezes, o que está em cima vai para baixo, as aparências enganam e o que parece muito importante, vira circunstância. Que o espírito da atriz ilumine os nossos jogadores já que, de hoje em diante, a nação entra na contagem regressiva daquilo que a minha musa jornalística, &lt;strong&gt;Ana Pastor&lt;/strong&gt; (Los Desayunos, TVE, na foto acima) chamou hoje (9/5) de &lt;em&gt;aventura africana&lt;/em&gt;, em sua nota sobre a Copa: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cuenta Atrás&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1597101-17665,00-JORNALISTA+JUAN+LUIS+CEBRIAN+FALA+SOBRE+A+SOBREVIVENCIA+DOS+JORNAIS+DE+PAPE.html &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2817622791835853838?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2817622791835853838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/cuenta-atras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2817622791835853838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2817622791835853838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/06/cuenta-atras.html' title='Cuenta atrás'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TA-qZ3GLBAI/AAAAAAAAAJg/LwX_w-mN_-U/s72-c/ana-pastor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-6361637985612981340</id><published>2010-05-28T12:01:00.005-04:00</published><updated>2010-05-28T15:29:50.794-04:00</updated><title type='text'>São João</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S__pJLkXIPI/AAAAAAAAAJY/m4x9B2oPhqs/s1600/bandeira+s+jo%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 303px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476352015839207666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S__pJLkXIPI/AAAAAAAAAJY/m4x9B2oPhqs/s400/bandeira+s+jo%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Se beber, não dirija)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão uma quadrilha vestindo rosa-choque e uma bandinha com cara de fome batucam e dançam para uma câmera da Globonews, às sete horas da manhã? – Para ilustrar matéria sobre a abertura oficial das festas juninas em Caruaru-PE, com aquele texto-padrão que deveria exalar euforia, como recomendava a Leilane Neubarth, em seus &lt;em&gt;media training:&lt;/em&gt; “Vai ter isso e aquilo, prêmios, diversão para toda a família, talvez o próprio São João reencarnado gritando: - Olha a cobra! –É mentira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o texto que acompanha as imagens é um amontoado de mesmices burocraticamente expelidas sem nenhum entusiasmo. Reflexo do que se transformaram as próprias festas juninas no Nordeste, atacadas sem piedade pela indústria de bebidas, nos últimos anos como, aliás, a maioria das outras comemorações populares do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que as emissoras de TV cumprem, sem questionar, esse ritual, ano após ano? – Primeiro, porque os fabricantes de bebidas estão entre os seus maiores anunciantes, claro. Depois, porque a falsa alegria evita que as pessoas pensem na descaracterização de seus costumes, na educação precária, na violência e nas drogas, na poluição, nos descaminhos das religiões, nas desigualdades e em todas essas outras chatices que não enchem barriga. Nem os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as novas festas juninas, se é que cabe a classificação, também interessam ao comércio, à indústria do turismo e, em ano eleitoral,  àquela politiquinha de cabresto que sempre dá um jeito de aparecer nos eventos populares, nem que seja para sair numa fotinho, ao lado de um f&lt;em&gt;amoso&lt;/em&gt;, numa Caras local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto da notícia de hoje (28/5), na Globonews, não deixou de informar a presença de nossos grandes artistas em Pernambuco. Todos devidamente patrocinados pelas marcas de bebidas e de cartões de crédito, também presentes nos outros carnavais. E, mais uma vez, milhares de pessoas vão lotar as praças e avenidas com a sua boa vontade, barulho, lixo e embriaguez, para realimentar a sua própria frustração, até o próximo ano, quando as lembranças já se terão esvaído, deixando um gostinho de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. A minha saudade é outra, mas não me envergonho dela. Independentemente da colheita, do solstício e das bruxas do norte, que não voltam mais, continuo preferindo o pé-de-moleque e a batata doce da fogueira, o som da sanfona caipira e, principalmente, o quentão de pinga e gengibre, em vez de Cuba Libre e Capeta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-6361637985612981340?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/6361637985612981340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/sao-joao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6361637985612981340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6361637985612981340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/sao-joao.html' title='São João'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S__pJLkXIPI/AAAAAAAAAJY/m4x9B2oPhqs/s72-c/bandeira+s+jo%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3483382164349552757</id><published>2010-05-24T19:00:00.006-04:00</published><updated>2010-08-10T14:15:43.526-04:00</updated><title type='text'>Dunga, Mestre e Zangado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_vxt-gvKvI/AAAAAAAAAJQ/c1GXzxaKreo/s1600/snow+white.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475235544175684338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_vxt-gvKvI/AAAAAAAAAJQ/c1GXzxaKreo/s400/snow+white.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_sGfTCRPGI/AAAAAAAAAJI/dJVgGDS5qlw/s1600/sete+an%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não conheço os detalhes – não sou &lt;em&gt;religioso&lt;/em&gt;, nem no futebol – mas agradeci aos deuses o relativo silêncio das emissoras (principalmente), sites e jornais (relativamente) em torno da seleção brasileira, neste fim de semana. Com o perdão dos amigos fanáticos – dois deles, seguidores deste blog, para minha honra e gáudio – estou na contramão da contagem da Globo: por mim, a Copa começaria às 11 horas do dia 11 de junho, a contar do apito inicial de México x África do Sul, em Johannesburgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei engraçada, a matéria da Sports Ilustrated (&lt;em&gt;O samba está morto&lt;/em&gt;), associando a rigidez do nosso treinador ao novo perfil sócioeconômico do país (eu, se pudesse, iria à Brodway uma vez por ano); percebo as necessidades da mídia-negócio e entendo a afirmação do comentarista Edmundo (que se tornou conhecido como o &lt;em&gt;Animal,&lt;/em&gt; enquanto jogador), ao rechaçar o mito de que a seleção entregou o jogo à França em troca de sediar o mundial de 2010: “O Brasil não tem educação nem cultura, só o futebol - por isso, somos obrigados a conviver com essas coisas”. Eu não iria tão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, gostei da trava imposta pelo Dunga ao treino da seleção brasileira (OG, 22/05) porque, afinal, foram menos 48 horas de &lt;em&gt;Mesa Redonda, Futebol Debate, &lt;/em&gt;em todos os canais de informação do país. Imaginem se a Veja resolvesse repercutir o fato, entrevistando a Sabrina Sato, do Pânico, em suas páginas amarelas, Ou se a Marília Gabriela tivesse que inquirir o Augusto Nunes e o Paulinho Moreira Leite sobre a ausência de &lt;em&gt;meias&lt;/em&gt; na seleção, ontem (23/05) no GNT. O Augusto batia uma bolinha de vez em quando, mas o Paulinho acharia que os chineses estão boicotando a entrega de material esportivo à seleção. E montaria uma tese instantânea a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;em&gt;Manhatan Conection&lt;/em&gt;? – Será que o Obama, depois de solapar o Lula na questão do Irã, teria armado uma conspiração para tirar o Ganso (já nem se fala do Neimar) do escrete canarinho? – O que diriam o Caio Blinder e o Diogo Mainardi? – E o Matinas Suzuki, que anda sumido, mas prefaciou a terceira edição brasileira de Hiroshima, de John Hersey? (livro essencial). Bela salada, concordam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Enfim, graças ao Dunga, tivemos um fim de semana mais reflexivo, com tempo para sopesar as análises da crise européia, o equilíbrio de forças na campanha eleitoral, o veto presidencial ao fator previdenciário, a habilidade do secretário Nacional de Justiça no Nintendo iiiiiih, a vitória daquele tailandês no Festival de Cannes (encomenda do Tim Burton aos jornalistas brasileiros, que jamais conseguiram pronunciar o nome do vulcão islandês, o Eyjafjallajoekull).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso, entre outras questões relevantes, como o próprio bloqueio do Dunga à seleção (que não durou dois dias): - Afinal, o técnico está certo ou errado de evitar o assédio capaz de comprometer a performance do nosso time nessa competição &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; que é a Copa do Mundo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3483382164349552757?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3483382164349552757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/dunga-mestre-e-zangado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3483382164349552757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3483382164349552757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/dunga-mestre-e-zangado.html' title='Dunga, Mestre e Zangado'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_vxt-gvKvI/AAAAAAAAAJQ/c1GXzxaKreo/s72-c/snow+white.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3606689944474276664</id><published>2010-05-18T10:35:00.004-04:00</published><updated>2010-05-18T10:55:05.959-04:00</updated><title type='text'>As lentes de Miguilim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_Km3KaVwRI/AAAAAAAAAJA/7tQj0TlsM3I/s1600/mutum.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 282px; HEIGHT: 331px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472619963826422034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_Km3KaVwRI/AAAAAAAAAJA/7tQj0TlsM3I/s400/mutum.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Cena do filme Mutum - Divulgação&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os casos de violência contra crianças, nas últimas semanas, meses, me assustam. De todos os tipos: do maníaco de Luziânia, no DF e Isabela Nardoni, em SP, ao menino assassinado por roubar um cavalo para dar um passeio, ontem (17/05), num subúrbio carioca (Emerson Pontes, 13 anos). Sem falar na pro-espancadora e na festa do netinho do vereador Luiz Gallo, de Niterói (RJ), que acabou em pancadaria. Ou na pesquisa do bullying, que desfilou pela grande imprensa, no mês passado, sem deixar rastro quase nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença social é um clichê, mas lembrei-me de Pai, “ralhando com Nhanina por querer empobrecer a gente ligeiro, com tanto açúcar gasto com porcaria de doces e comidas de luxo só porque os meninos e Miguilim gostavam”. E da surra no filho que levou o Pai a endoidecer e se enforcar com um cipó, com medo de haver matado o menino. Bons tempos do Rosa, dos livros. O que temos que rever? – A educação das crianças, a escola ou a qualidade dos pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus filhos não me dão netos, os filhos de quatro anos do meu vizinho de baixo brincam na academia de ginástica, os garotos do Serginho Groismann passam altas horas na Internet, o videogame já desbancou a Band e o SBT em tempo de audiência (Uol, 11/05) e temos os garotos da cracolândia, os mortos na caixa d’água, os que cheiram cola, os que dançam com malabares e toda essa ladainha que estamos cansados de ver e ouvir desde o tempo em que o disco se podia virar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão que a resposta está na (ausência) da fé – pelo jeito, até dentro da Igreja – outros na matriz social, os psicanalíticos, na solidão, os economistas, na hipermodernidade de Lipovetsky (a cultura do excesso), a Palmirinha (TV Gazeta-SP, das 13 às 14 h), na falta do amor, o Hugo Possolo, no pouco incentivo à cultura – uma única virada por ano –, o presidente do Jockey, no azar de quem não apostou no Sal Grosso, no último domingo, nem ouviu o coral da Rede Globo cantando o Hino Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu – e, tenho certeza, uma legião de outros fãs – recomendaria uma releitura do mundo pelos óculos que Rosa emprestou a Miguilim, no desfecho de Campo Grande, lembrado acima e na bonificação que se segue, de amostra grátis: “O dia estava quente, o Grivo esbarrou para escutar a gaitinha do Liovaldo – nunca tinha avistado aquilo – e aproveitou, punha os patos para beber água num pocinho sobrado da chuva...”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3606689944474276664?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3606689944474276664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/as-lentes-de-miguilim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3606689944474276664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3606689944474276664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/05/as-lentes-de-miguilim.html' title='As lentes de Miguilim'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S_Km3KaVwRI/AAAAAAAAAJA/7tQj0TlsM3I/s72-c/mutum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8580413221486376785</id><published>2010-04-30T20:06:00.004-04:00</published><updated>2010-05-04T06:29:09.780-04:00</updated><title type='text'>O possível e o provável</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9t7XCzZ4AI/AAAAAAAAAI4/awClMf0EGmY/s1600/William+Kentridge.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466098208563912706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9t7XCzZ4AI/AAAAAAAAAI4/awClMf0EGmY/s400/William+Kentridge.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você não tem 24 horas para voar à Xangai que resistiu ao massacre de prostitutas da revolução cultural, nem as míseras 12 horas que o separam da mostra do sul-africano William Kentdrige, no Moma-NY (foto) - uma excêntrica exibição de arte engajada, em plena era pós-moderna - ouso recomendar, baseado na frase colhida de um caminhão, há pouco ("Todos me perseguem, Deus me acompanha"), o seguinte roteiro: o &lt;em&gt;lado B&lt;/em&gt; do meu amigo Robinson Machado, na galeria Mali Villas Boas, no Itaim Bibi -Tabapuã, 838; os óleos das duas bicicletas e três cadeiras de praia da exposição organizada por Andre Peticov, no espaço cultural do Empório Michelângelo (Fradique Coutinho, 798 -V. Madalena) e, diretamente do Guia da Folha, as colagens de Max Ernst no Masp e o Flávio de Carvalho do Mam-Ibirapuera. Essas duas últimas dicas dão direito, respectivamente, a uma esticada impressionista ao segundo andar do Masp e à mostra paralela do Mam, &lt;em&gt;O homem nu&lt;/em&gt;. Entre o Masp e o Mam-Ibirapuera, você pode passar pelo mural de Eduardo Kobra, na 23 de maio. Sobre o lado B do meu amigo Robinson, no vértice da pop com a optical art, tenho observado que a atividade principal das pessoas, por mais que se aproxime do seu &lt;em&gt;sentido da vida&lt;/em&gt;, já não basta para acomodar todas as suas inquietações, nessa era da sustentabilidade, que nos exige uma dose maior de autenticidade. Seja como for, a ilusão do eco -fornecida por este meio - reconforta e a expressão vira adrenalina. É provável que você me condene, mas é possível que aproveite um roteiro que para mim, neste fim de semana, tornou-se inviável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8580413221486376785?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8580413221486376785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/o-possivel-e-o-provavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8580413221486376785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8580413221486376785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/o-possivel-e-o-provavel.html' title='O possível e o provável'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9t7XCzZ4AI/AAAAAAAAAI4/awClMf0EGmY/s72-c/William+Kentridge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2018199481707785080</id><published>2010-04-27T23:58:00.012-04:00</published><updated>2010-04-29T15:15:17.362-04:00</updated><title type='text'>Web-dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9e_AtRBApI/AAAAAAAAAIw/ueglydeAnvI/s1600/mano+quer+decidir.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 292px; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465046691709256338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9e_AtRBApI/AAAAAAAAAIw/ueglydeAnvI/s400/mano+quer+decidir.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9e9cqcHDkI/AAAAAAAAAIo/CSUjTYoTuhA/s1600/mano+quer+decidir.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Palavra que eu não recebi nenhum jabá da companhia aérea, até porque não sou um blogger famoso. Aliás, essa história de blogger-jabá é lenda urbana. Mas vamos à história: só no fim do dia entendi porque o Mano Menezes não quis responder às minhas três perguntas extra-futebol no vôo SP-Rio pela econômica Webjet, hoje (27/04), véspera do badalado confronto com o Flamengo. A entrevista poderia me transformar num blogger famoso, com acesso a todas aquelas vantagens-lendas inerentes a essa destacada posição nas mídias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam as perguntas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Você maneja bem as palavras, em suas entrevistas. É treino ou jeito para a coisa? - Muito Fernando Veríssimo? - Que jornais e revistas você lê, ou não lê? - Que rádios jornalísticas e telejornais vê/escuta? - E os sites e blogs? Quem ensinou você a manejar o twitter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os programas de Responsabilidade Social dos quais você participa (hospitais em SP e no RS) vêm de uma tradição familiar religiosa ou de uma formação política? - Existe, na sua opinião, vida inteligente (no sentido ético/estético) dentro do planeta futebol? - Quem são seus ídolos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Vantagens e desvantagens de enfrentar, logo de cara, o Flamengo, depois de tanto esforço para chegar a esta fase, em primeiro lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, eu não perguntaria ao Mano Menezes se ele levaria o Neymar à África do Sul porque esta é uma prerrogativa do Dunga, como a imprensa esportiva já concluiu. O clima, no vôo, foi ameno, apesar da ameaça de cancelamento, na cabeceira da pista, por uma alegada pane geral nas telecomunicações do Santos Dumont e do assédio sonolento dos fãs - principalmente ao lateral Roberto Carlos - na econômica viagem que começou às 7h40, em Guarulhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da aterrisagem, a tiração de sarro de praxe tomou conta do ambiente, depois das web-boasvindas e web-bomdias das comissárias: a web-pista que não chegava, a web-água da baía de Guanabara, o web-Cristo, o web-Pão de Açúcar. A razão pela qual a entrevista foi negada, portanto, não foi a TPM do jogo, nem o marketing (esse tormento contemporâneo) do mau humor, até porque essa marca já foi encampada pelo Muricy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mano Menezes já se autodenominara o porta-voz do dia, como me revelariam os radiojornalistas esportivos no final da tarde. "Não é hora de falar", decretou o comandante, em sua coletiva, com o objetivo explícito de "evitar a pressão da torcida carioca contra o Ronaldo". Segundo o primeiro ministro do Timão, o fenômeno tentaria aproveitar a oportunidade única de marcar, pela primeira vez, no Maracanã, lacuna imperdoável na carreira de alguém que já se consagrou como um dos maiores craques do país, em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa teve que se contentar com essas duas frases de efeito. Nada de discutir a falta de heróis da nação brasileira ou a indisciplina que levou o Flamengo à situação atual e, muito menos, a impronunciável exegese dessa triste condição. Tampouco se pode discutir o penoso resgate do craque – hoje pesado e trôpego - que tanto nos deu e tanto levou de patrocinadores obesos e jovens talentos da equipe, passando pela heróica defesa da qual, o corinthiano, hoje, ousa duvidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Rio, o meu web-dia prosseguiu: o mouse do meu notebook resolveu me deixar na mão no início da apresentação para a qual eu me preparara durante um mês. Depois, fiquei sabendo por meu futuro ex-cliente que o meu concorrente vem oferecendo um produto tecnologicamente mais avançado. Em seguida, a reunião foi interrompida porque encontraram contrabando num dos navios da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me recompor, decidi almoçar no Sentai - um sujinho da Central do Brasil especializado em lagosta - e passei pela casa do Marechal Deodoro, pichada com 120 anos de atraso, mas não consegui atravessar a Presidente Vargas por causa de um incêndio no camelódromo local. Vaguei pelo Santo Cristo sob 36 graus e almocei correndo, mas não consegui pegar o vôo das 13h45. Enquanto esperava pelo próximo vôo, presenciei um pequeno tumulto causado por um sujeito que furou a fila do chek-in, administrado pela web-funcionária de terra com a pitoresca frase: "Vocês que se entendam".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para a sala Vip tentar trabalhar um pouco, mas o cabo de internet deles não funcionava e não havia pendrive disponível. Fui a um quiosque comprar a memoriazinha, mas o web-vendedor, solidário, emprestou-me o dele por entender que os seus preços estavam muito salgados: cinqüenta reais por 2 GB. A prostituta que se apaixona, o traficante que usa a droga, os bancos que não aceitam cheques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui transferir o arquivo do meu computador para o da sala Vip porque entre as facilities disponibilizadas aos portadores do cartão ficam escondidos por trás de uma parede de madeira para evitar roubos, fraudes, panes e demais riscos. Tentei minha web-conexão Vivo, mas o celular não funcionou, tampouco o callcenter da dita operadora, em três exaustivas tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de matar todo esse tempo, tomei o web-vôo das 16h20, cuja turbulência causada por ventos de 160 km/h foram saudados pelo web-comandante como capaz de balançar um pouquinho o gelo de nossos copos ou embalar o nosso sono. Depois de nos tranqüilizar quanto ao horário da chegada, o moço informou que atingíramos nove mil metros de altura, a 760 quilômetros por hora, com uma temperatura externa de quarenta graus negativos, "razão pela qual", como assinalou, "eu recomendo aos senhores que permaneçam do lado de dentro da aeronave".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma web-viagem, enfim, divertida, mas que teria sido de pouca serventia, não fosse pela expressão carioca que ouvi numa banca de jornal da rua Santa Luzia, lembrando um espírito que - creio - não morrerá jamais naquela cidade: "Estou mais enrolado do que bacalhau de cobra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto OESP na coletiva de hoje, 27/4/2010&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2018199481707785080?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2018199481707785080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/web-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2018199481707785080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2018199481707785080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/web-brasil.html' title='Web-dia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S9e_AtRBApI/AAAAAAAAAIw/ueglydeAnvI/s72-c/mano+quer+decidir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3644072237197729851</id><published>2010-04-19T22:23:00.002-04:00</published><updated>2010-04-19T22:37:40.739-04:00</updated><title type='text'>Tchaikovsky na Cracolândia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S80QoJQCOvI/AAAAAAAAAIY/_BaemNavTsQ/s1600/Osesp+por+Ana+Fuccia+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462040204934265586" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S80QoJQCOvI/AAAAAAAAAIY/_BaemNavTsQ/s400/Osesp+por+Ana+Fuccia+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cheguei atrasado à estação Júlio Prestes, depois de pegar uma José Paulino recém-anestesiada pelo sábado à tarde (17/4); passei pelo fantasma da velha rodoviária, contornei o finalzinho da Duque de Caxias, mas esperei como um novaiorquino por quatro angustiantes minutos, das 16h10 até o primeiro sinal do concerto, quando finalmente transpus a cancela do estacionamento que serve, tanto à Sala São Paulo, como à Estação Pinacoteca. Retirei o par de ingressos que me aguardava na recepção em tempo de ouvir o maldito Descartes berrar nos meus ouvidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ficou de ver as serigrafias do Andy Warhool, antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei “deve ser por isso que os franceses adoram o Brasil”, atravessei o espaço entre os dois edifícios com passada de agrimensor, subi as escadas como um macaco e varri com os olhos os retratos das rainhas daquela década – Marilyn, ele, Jackie Kennedy – e corri de volta ao concerto que inexistiu, do momento em que botei os olhos na velha estação da Sorocabana transformada em monumento à cultura e os primeiros acordes daqueles músicos magníficos assoando seus instrumentos antes do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o peso de olhares pouco elogiosos a meus trajes inadequados - jeans e camiseta - e acomodei-me nas dobras da poltrona, antegozando o que viria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura da &lt;em&gt;Clemência de Tito&lt;/em&gt;, de Mozart pela OSESP, foi inatacável, assim como o regente convidado, Louis Langrée. O concerto para trompete de Hummel – apresentando o solista norueguês, Ole Antonsen – levou-me à fanfarra de Ochelsis Laureano, meu professor de Música do ginásio, em Bauru-SP, onde conheci brevemente as agruras do trompete, e de lá, ao grande Miles. O concertino de Regis Jolivet, por sua vez, foi um quadro de Picasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do intervalo, veio a 6ª. Sinfonia, cujo primeiro movimento você não vai sossegar enquanto não ouvir de novo, e que, depois, vai lhe parecer familiar, mesmo que você nunca o tenha ouvido, como tudo o que esse russo escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pyotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) tentou o suicídio depois de um casamento frustrado que durou poucos meses; foi humilhado pelo mestre que entrou para a história por definir o seu concerto em Si bemol como “impraticável” e, segundo o crítico Robert Cummins (All Music Guide), não morreu de cólera, mas da ingestão de um veneno imposto pela Escola de Jurisprudência de Moscou, que se sentiu envergonhada com um episódio que expôs a homossexualidade do compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio Prestes concluiu a ferrovia que trouxe o café à praça onde hoje se distribui sopa a uma centena de moradores de rua da Cracolândia. Foi primeiro paulista eleito presidente da República Federativa do Brasil, mas nunca assumiu o cargo, impedido pela Revolução de 30, de Getúlio Vargas, nosso primeiro ditador. Impossível escapar das analogias, ou da idéia do que Tchaikovsky poderia fazer pelas pessoas do lado de fora, se elas tivessem a chance de ouvi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Henrique Cardoso, primeiro presidente oriundo de São Paulo depois de Júlio Prestes, embora tenha nascido no Rio, onde Vargas cometeu o suicídio, preside o conselho da Orquestra. Agradeci a ele em silêncio, ao entrar na Sala São Paulo, ao entender a orquestra. Não concordo com muitas das idéias do ex-presidente. A primeira frase que li, aliás, no verso do programa do concerto, dizia: “A música de concerto valoriza os detalhes e sons muito suaves – assim, manter o silêncio na platéia é muito importante”. Mas a frase, ou a coincidência, não passa de detalhe, numa obra respeitável. Que alimenta muitas almas do lado de dentro da estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Patética&lt;/em&gt; me arrancou duas lágrimas e uma vontade danada de abraçar cada um daqueles músicos, mas não me impediu de comentar, antes do início do concerto, com uma vizinha de poltrona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquela garota do cello, de blusa branca, é muito boa.&lt;br /&gt;- Como é que você sabe? – ela provocou.&lt;br /&gt;- Estou vendo daqui – sussurrei, como um fradinho. Ela franziu o cenho e não me dirigiu mais palavra, no que fez muito bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3644072237197729851?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3644072237197729851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/tchaikovsky-na-cracolandia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3644072237197729851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3644072237197729851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/tchaikovsky-na-cracolandia.html' title='Tchaikovsky na Cracolândia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S80QoJQCOvI/AAAAAAAAAIY/_BaemNavTsQ/s72-c/Osesp+por+Ana+Fuccia+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5892649052998269814</id><published>2010-04-14T20:48:00.005-04:00</published><updated>2010-04-15T15:25:06.947-04:00</updated><title type='text'>A cobertura da tragédia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S8ZwNc9SzqI/AAAAAAAAAIQ/XmPfh5L78C4/s1600/protesto+m+bumba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460174974647193250" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S8ZwNc9SzqI/AAAAAAAAAIQ/XmPfh5L78C4/s400/protesto+m+bumba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Foto: protesto dos ex-moradores no dia 14/4 contra prefeito de Niterói-RJ (G1)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se você, telespectador amigo, também sentiu-se incomodado(a) com a imagem do Tonico Ferreira, naquele terno virtual que ele não consegue tirar, nem falando da floresta amazônica, ou com a perplexidade do Ernesto Paglia, diante da sanguinolenta pesca de filés precoces de atum, uma realidade que ele – pilotando sua própria série – precisa mostrar para a sua amada Ribeirão Preto, deve, como eu, pagar um tributo à competência do &lt;em&gt;coringa&lt;/em&gt; da emissora, Marcos Uchoa, que consegue entregar uma crônica irretocável de 30 segundos (na melhor tradição de Carlinhos de Oliveira ou Drummond) para descrever como estão vivendo os sobreviventes do morro do Bumba (dia 12/4, link abaixo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista de imprensa, essa foi uma tragédia da TV, ou da TV Globo, que andou pelo Bumba um pouco antes do deslizamento. Por isso mesmo, um bom texto, nesse meio e nessas circunstâncias, faz diferença. Não foi o que mais me sensibilizou, mas precisa ser reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia do Bumba foi um raro exemplo da TV pautando a mídia impressa, além do rádio e da internet. Mesmo assim – ou talvez por isso – a cobertura obrigou os agentes da administração pública a se mexerem, o que é fundamental, em tempos de rorizes, arrudas e de campanha eleitoral para a presidência da República (por mais evoluída que essa disputa venha a ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda a violência que nos cerca, ninguém conseguiu ficar indiferente à calamidade fluminense, com a qual estabeleci dois pontos opostos de contato, além, é claro, da constatação da enorme fratura exposta em nossa sociedade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) a frase do rapaz que se salvou porque tinha saído para entregar um pedido da pizzaria da família, enquanto pai, mãe e irmã eram soterrados pela avalanche: “Eles fizeram tanto por mim, não posso fazer nada por eles”;&lt;br /&gt;2) a comparação do multiprefeito de Niterói, José Roberto Silveira, entre a tragédia de sua administração e as tsunami na Indonésia (Eduardo Paes, que é de outra época, foi mais digno).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa da Veja – o Cristo chorando – mostrou que o photoshop não serve só para corrigir imperfeições das coelhinhas da Playboy, mas pode ir para a mesma prateleira na qual eu arquivaria o especial do Fantástico com as sobras de gravações e o link de Fátima Bernardes na suíte (dia seguinte) da catástrofe. Mas a História deve provar que todas aquelas vidas não foram perdidas em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vínhamos de uma escalada de boas notícias, a começar pela aprovação do plano de Obama para a saúde (a prova de que os bons ventos poderiam chegar até aqui está no artigo publicado hoje, 14, na página 2 do Estadão, mistificando a reforma), seguida pelo acordo para a redução do arsenal nuclear, pela notícia da recuperação do nível de emprego no Brasil, pela inauguração do rodoanel do Serra (moro ao lado da av dos Bandeirantes) e pela a queda do preço do álcool, lembrando algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, o desastre fluminense nos atinge com um soco no estômago: revela a fragilidade patética da infra-estrutura em nossas cidades – futuras sedes da Copa do Mundo e da Olimpíada – dissolvem o otimismo inconseqüente, a hipocrisia, as falsas promessas, a conversa fiada e a iniqüidade social que nos esmaga e obriga irmãos ou vizinhos a construir moradias nas encostas do sofrimento, da ignorância e da ilusão. Alguma coisa tem que mudar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1246288-7823-POR+CAUSA+DA+CHUVA+QUASE+MIL+PESSOAS+ESTAO+SEM+ABRIGO+NO+RIO,00.html"&gt;http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1246288-7823-POR+CAUSA+DA+CHUVA+QUASE+MIL+PESSOAS+ESTAO+SEM+ABRIGO+NO+RIO,00.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5892649052998269814?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5892649052998269814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/cobertura-da-tragedia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5892649052998269814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5892649052998269814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/04/cobertura-da-tragedia.html' title='A cobertura da tragédia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S8ZwNc9SzqI/AAAAAAAAAIQ/XmPfh5L78C4/s72-c/protesto+m+bumba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-201854666302460724</id><published>2010-03-26T10:13:00.003-04:00</published><updated>2010-03-27T15:27:51.485-04:00</updated><title type='text'>Mídia e Justiça</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6zCJHEy-JI/AAAAAAAAAII/sxqfa5xCtsY/s1600/carnaval.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 354px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452946710612605074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6zCJHEy-JI/AAAAAAAAAII/sxqfa5xCtsY/s400/carnaval.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fernando Sarney quer cobrar os seus U$ 13 milhões bloqueados do tesouro, por vazamento de investigação da PF&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A censura ao Estado de S. Paulo é abominável. No Brasil, um sujeito que é apanhado com a boca na botija posa de vítima, como observou recentemente o antropólogo Roberto Da Matta, referindo-se à roubalheira em Brasília (mensalão, para mim, é reducionismo). Isso quando não ameaça recorrer á Justiça para ressarcir-se de bens não declarados – como no caso do Sarney empresário – e processar o FBI – como no caso do Maluf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reforma gráfica e editorial do Estadão melhorou muito a qualidade do bom jornal que ele sempre foi. As mudanças da Folha, lideradas por Sérgio Dávila, prometem. Ambos os processos refletem a crise da informação remunerada. Que pode se complicar muito se, associadas à evidente editorialização desses meios, a ela somarmos outras restrições como essa absurda censura imposta ao jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula tem todo o direito de reclamar do viés que a grande imprensa, muitas vezes expõe, na cobertura a seu governo, por mais equívocos verbais e políticos que ele possa cometer. A editorialização da grande imprensa vem se acentuando, nos últimos anos, parte em consequência da crise acima referida, parte pela customização (pesquisas, didatismo, prestação de serviços), justificada pela necessidade de reter o público-alvo. Mas muito, ainda, infelizmente, pela defesa de idéias próprias que, queiram ou não, sempre permearam a atividade jornalística (o quarto poder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre que um veículo identificado com o atual governo – como a Carta Capital – publica uma critica a esse mesmo governo, que uma revista Veja consegue defender uma questão social, ainda que de um ponto-de-vista conservador, ou que uma Folha de S.Paulo dedica a metade de sua capa (25/3) ao protesto dos professores contra o governo Serra, virtual candidato da classe média e alta que estão no centro de seu target, eu comemoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, não tem jeito: sem uma imprensa livre, os desmandos, as mazelas, os Arrudas, os Rorizes, os Malufes e os Fernandos Sarneys continuarão desviando da sociedade os recursos de que ela necessita para fazer-se representar num governo voltado às suas reais necessidades, interesses e utopias: como a utopia de uma imprensa livre, justa e soberana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-201854666302460724?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/201854666302460724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/midia-e-justica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/201854666302460724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/201854666302460724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/midia-e-justica.html' title='Mídia e Justiça'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6zCJHEy-JI/AAAAAAAAAII/sxqfa5xCtsY/s72-c/carnaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4134086188665917891</id><published>2010-03-23T16:42:00.004-04:00</published><updated>2010-03-24T07:10:41.937-04:00</updated><title type='text'>Os planos de saúde de lá e daqui</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6kpTIvgYMI/AAAAAAAAAIA/RFqNxMOIOOw/s1600-h/saude+health.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451934232649687234" style="WIDTH: 364px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6kpTIvgYMI/AAAAAAAAAIA/RFqNxMOIOOw/s400/saude+health.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parabéns à Folha de S.Paulo e ao Estadão, que perceberam a importância da aprovação do plano de saúde de Barak Obama, dedicando suas respectivas manchetes de ontem (22) ao fato. Não pude ver O Globo. O Estado, que talvez odeie os bancos mais do que o próprio Obama &lt;em&gt;pós-subprime&lt;/em&gt;, comemorou o fato hoje (23), em editorial. Nos telejornais da manhã de ontem (22), o julgamento dos Nardoni inundou a programação. Minhas primeiras informações sobre a vitória do presidente norte-americano sobre as seguradoras e a indústria da medicina foram obtidas via TVE, CNN, Bloomberg e BBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto do tom confessional de alguns blogs, mas a pressão do trabalho me impede de ir muito além disso, neste post. Só queria registrar uma ponta de inveja em relação à democracia deles, na qual um governante que enfrenta uma crise de popularidade consegue um avanço social tão importante, enfrentando os poderosos interesses dos setores financeiro e hospitalar, em benefício do povo: simples assim. A ira dos republicanos ficou patente no trechinho de seção da Câmara mostrado pelos telejornais da noite, que, no entanto, não deram muita importância ao fato. Aqui, interesses mesquinhos entravam a aprovação de um projeto importante como o Pré-Sal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A notícia do projeto de Obama poderia/deveria ter alcançado os meios de comunicação de hoje com suítes sobre a nossa situação nos âmbitos da saúde pública e privada, inversamente proporcional à conquista dos 32 milhões de norte-americanos beneficados pelo projeto de um presidente que está longe de desfrutar da popularidade do nosso. O único reflexo que presenciei na mídia local, além da breve observação do Guto Abranches (Conta-Corrente) quanto ao impacto positivo da aprovação do plano de saúde norte-americano no desempenho das bolsas, ontem, foi no programa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Compras, Muito Mais&lt;/em&gt;,&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Ariane Freitas, na CBN &lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;hoje (23) - e todas as terças - sugerindo uma pressão maior da nossa agência reguladora sobre os planos de saúde. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os planos de saúde, no Brasil, lideram as estatísticas do Instituto de Defesa do Consumidor, IDEC, pelo décimo ano consecutivo, com 22,3% das reclamações transmitidas ao órgão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4134086188665917891?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4134086188665917891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/os-planos-de-saude-de-la-e-daqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4134086188665917891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4134086188665917891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/os-planos-de-saude-de-la-e-daqui.html' title='Os planos de saúde de lá e daqui'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S6kpTIvgYMI/AAAAAAAAAIA/RFqNxMOIOOw/s72-c/saude+health.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-707826573936081949</id><published>2010-03-15T20:01:00.005-04:00</published><updated>2010-03-16T13:18:54.361-04:00</updated><title type='text'>Fórmula o quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S57PDOY5AGI/AAAAAAAAAH4/D8HzLsirk-A/s1600-h/autorama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449020253473931362" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S57PDOY5AGI/AAAAAAAAAH4/D8HzLsirk-A/s400/autorama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O tudo ou nada da Globo e da Bandeirantes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões-relâmpago podem ter espaço na Internet, mas não são do meu feitio. Tentei saber um pouco mais do que moveu aquele cidadão a matar o Glauco e seu filho – a raiz da violência, o misticismo, a desinformação, a drogalhada ou o hedonismo que grassa por aí – mas não pude. Imerso em meu próprio tráfego, tentei: primeiro o Uol e o Terra – livres do &lt;em&gt;viés integral&lt;/em&gt; do G1, mas sem a força do rádio e da tv. Depois, fui aos &lt;em&gt;talk shows travestidos de jornalismo&lt;/em&gt; da Globo e, finalmente, à Bandeirantes (Bandnews TV, rádio Bandnews, rádio Bandeirantes, TV Bandeirantes). Novamente, não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condicionado, voltei várias vezes aos canais da família Saad, até perceber que o mundo havia parado, nos altos do Morumbi, para dar passagem ao grande evento da emissora, em toda a sua vasta programação. Nos poucos segundos de minhas vãs tentativas de ver e ouvir algo que não tivesse relação com o autorama da emissora, fiquei sabendo que o treino do sábado tinha sido cancelado por falta de aderência da pista do sambódromo, que, no entanto, seria raspada, durante a noite, para não frustrar o grande espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na Globo, o evento que tomou conta da grade da Bandeirantes, simplesmente inexistiu. Claro. Quem viu as corridas, diz que na Globo, o Galvão conseguiu queimar a bandeirada final com uma volta de antecedência e, na concorrência, o Luciano do Valle confundiu o carro da musa da prova, amarelo e azul (23) com outro, azul e amarelo (24) no acidente causado pela poeira que sobrou da reforma da pista na madrugada de domingo (14). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na imprensa diária (Folha e Estadão) desta segunda-feira (15), nenhuma contestação, nem ao fato, nem à cobertura (reforçada, o tempo todo, pela política municipal): solidariedade, conveniência ou conspiração? – A propósito: agora há pouco (dia 15, 19 horas), ouvi um trecho do intenso debate entre os jornalistas Milton Jung, Marisa Tavares e Marlon Brum, do Extra (todos das Organizações Globo) no programa &lt;em&gt;Notícia em Foco&lt;/em&gt;, da CBN (19 horas): estavam todos indignados com o viés impresso pelos assessores de imprensa dos políticos às informações transmitidas à mídia que, neste caso, precisa depurar tudo e correr atrás de outras fontes para entregar uma informação isenta à sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O papel deles”, definiu o gremista Milton Jung, “é intermediar a informação passada aos jornalistas, com transparência total, e não dourar a pílula para garantir seus respectivos empregos, como estão fazendo”. Corretíssimo. Mas... e o papel da imprensa que ignora um grande evento da empresa concorrente, ou daquela que finge não ver o que vai pelo mundo, para engordar um pouquinho o seu caixa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foto: autorama, Folia e Fantasia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-707826573936081949?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/707826573936081949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/formula-o-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/707826573936081949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/707826573936081949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/formula-o-que.html' title='Fórmula o quê?'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S57PDOY5AGI/AAAAAAAAAH4/D8HzLsirk-A/s72-c/autorama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8372561558846045600</id><published>2010-03-04T10:12:00.002-04:00</published><updated>2010-03-04T10:25:21.282-04:00</updated><title type='text'>Terremoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4_A2gsEcRI/AAAAAAAAAHw/KCSPjl4jYNk/s1600-h/terremoto+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444782517234462994" style="WIDTH: 365px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4_A2gsEcRI/AAAAAAAAAHw/KCSPjl4jYNk/s400/terremoto+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Foto de Danny Alveal (EFE): Caixas de comida sendo preparadas para serem enviadas a Concepción no 4.0 dia do terremoto (2/3).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O &lt;strong&gt;rigor editorial&lt;/strong&gt; (possivelmente atrelado à política comercial) e o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;showrnalismo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; estão matando a tradição jornalística do nosso companheiro, &lt;strong&gt;Roberto Marinho&lt;/strong&gt;, não obstante a diligente formação por ele proporcionada a pelo menos dois filhos, &lt;strong&gt;João Roberto&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;José Roberto&lt;/strong&gt; – que foi nosso colega na saudosa redação da rua Irineu Marinho, 30. Mas problemas de sucessão familiar são recorrentes na imprensa brasileira. &lt;strong&gt;Dona Lilly&lt;/strong&gt; foi mais sábia na decisão de leiloar seus &lt;em&gt;pancettis &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;dicavalcantis&lt;/em&gt;. Embora o Arnaldo Jabor goste de dizer que comunista &lt;strong&gt;pensa pedra&lt;/strong&gt;, os do Dr. Roberto, como ele próprio os definia, eram &lt;strong&gt;disciplinados.&lt;/strong&gt; Talvez por isso, o jornalismo da Casa, nos anos 70, fosse modelo no, apesar e acima da ideologia patronal – que incluía os irmãos&lt;strong&gt; Ricardo&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Rogério&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me sentido uma espécie de &lt;em&gt;ombudsman&lt;/em&gt; gratuito da Rede Globo, ultimamente. Para cortar esse prazer deletério, prometo interromper, depois deste post, as observações à atuação da velha Casa no exercício da honrosa profissão. Mas não consegui ficar inerte diante do nítido &lt;strong&gt;envergamento&lt;/strong&gt; da cobertura do Jornal Nacional ao &lt;strong&gt;terremoto do Chile&lt;/strong&gt;, que denunciou seguidamente o &lt;strong&gt;vandalismo&lt;/strong&gt; do povo de Concepción  enquanto o proscrito &lt;strong&gt;Luiz Carlos Azenha&lt;/strong&gt; (meu foca, no Diário de Bauru-SP, com orgulho), na arquirrival Record colocava no ar, desde o seu primeiro dia de Chile (1/3), depoimentos sincopados pela emoção de pessoas desesperadas com a&lt;strong&gt; sede,&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;forme &lt;/strong&gt;e o &lt;strong&gt;desamparo&lt;/strong&gt;. Azenha nunca foi de engolir versões oficiais  e, talvez por isso, tenha sido banido da Globo. Melhor destino teve o &lt;strong&gt;Bial&lt;/strong&gt; – colega de época – que virou &lt;strong&gt;apresentador de BBB&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Uchoa&lt;/strong&gt; talvez seja o melhor, dentre os bons repórteres da casa, mas sucumbiu à &lt;strong&gt;pirotecnia&lt;/strong&gt;, também levado pelo hábito: timing, informação abrangente, passeios de câmera, boas imagens, &lt;strong&gt;parábolas perfeitas.&lt;/strong&gt; Mas, para todos os efeitos, o&lt;strong&gt; sofrimento&lt;/strong&gt; daquela população que já padece de tantos males sociais e de uma ansiedade derivada de um sentido de urgência imposto pela própria mídia (que nos atinge a todos, sobretudo nos momentos de angústia) &lt;strong&gt;desapareceu&lt;/strong&gt; de cena. Para os telespectadores da Globo, o povo chileno, &lt;strong&gt;de civilizado&lt;/strong&gt;, virou &lt;strong&gt;um bando de selvagens&lt;/strong&gt; que na primeira oportunidade sai &lt;strong&gt;matando, incendiando e roubando&lt;/strong&gt; como se fossem de outro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no terceiro dia (ontem, 3/3) o nosso &lt;strong&gt;editor-âncora&lt;/strong&gt;, com a sua habitual expressão de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;vocês-sabem-o-peso- que-eu-carrego&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; comandou a mudança de tom da emissora, justificando o &lt;strong&gt;desespero da população&lt;/strong&gt; diante da demora no socorro às vítimas e da presença do exército em Concepción. &lt;strong&gt;Bonner &lt;/strong&gt;levantou, finalmente, o sombrolho franzido diante da &lt;strong&gt;suposta&lt;/strong&gt; baderna dos chilenos. Não era sem tempo, pensei, mastigando, como todos nós, a tragédia seguinte, que nos impediu de digerir a primeira: na Cidade de Deus, 13 passageiros de uma &lt;em&gt;lata de sardinhas&lt;/em&gt; foram queimados por um bando de &lt;strong&gt;selvagens autênticos&lt;/strong&gt;, apagando a glória do coronel da véspera que, tão &lt;strong&gt;supostamente&lt;/strong&gt; quanto o deputado da meia, barganhou um carro roubado com traficantes e perdeu um soldado valoroso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8372561558846045600?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8372561558846045600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/terremoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8372561558846045600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8372561558846045600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/03/terremoto.html' title='Terremoto'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4_A2gsEcRI/AAAAAAAAAHw/KCSPjl4jYNk/s72-c/terremoto+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1950923645122762413</id><published>2010-02-23T09:41:00.004-04:00</published><updated>2010-02-24T09:41:52.483-04:00</updated><title type='text'>Cruzada Global</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4PcjqcYAeI/AAAAAAAAAHo/H5LaSpyIDBY/s1600-h/maquiar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441435280040526306" style="WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4PcjqcYAeI/AAAAAAAAAHo/H5LaSpyIDBY/s400/maquiar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é segredo que a Globo elegeu o Islã como o &lt;strong&gt;nosso&lt;/strong&gt; principal inimigo (a emissora nunca entendeu os limites entre a sua linha editorial e a consciência da nação) depois de enterrar, com uma pompa ritual, em novembro último (20.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;0&lt;/span&gt; aniversário da queda do muro de Berlim), a internacional socialista, considerada, durante muito tempo, a maior ameaça ao conforto e aos privilégios da elite dominante, envelopados nos valores intocáveis como o empreendedorismo e a liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da ambição, considerada saudável pela civilização que a Globo julga proteger e por uma juventude que não vê problema em distribuir rasteiras  no trabalho e gastar o que ganha com &lt;em&gt;gadgets&lt;/em&gt; e outros prazeres fúteis, os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;colunáveis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Limeira&lt;/strong&gt; (Oliveira e Ambruster, os reis do combustível adulterado) mostraram que, ao contrário do que propunham Marx e Engels, a manipulação e a fraude são mais interessantes do que a solidariedade e as oportunidades iguais para se alcançar os carrões, as lanchas e os helicópteros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode observar (infelizmente, a maioria não pode): sempre que alguma notícia desagradável para o mundo ocidental precisa ser divulgada – como o recente &lt;strong&gt;massacre de 27 civis no Afeganistão&lt;/strong&gt; – a emissora providencia um lenitivo para antecipar a nota constrangedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No letreiro da Globonews de ontem à tarde (22/02), durante o simpático &lt;em&gt;Via Brasil,&lt;/em&gt; a anestesia foi a declaração de culpa do afegão Najibullah Zazi, 25, sobre o ataque planejado para o metrô de Nova York, em outubro do ano passado. Logo depois, veio a nota sobre o massacre de civís afegãos. Perguntar por que o tal suspeito decidiu confessar &lt;strong&gt;justamente ontem&lt;/strong&gt;, seria esperar demais dos meus antigos coleguinhas globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No JN, a escolha foi outra: o Irã anunciou a construção de mais duas usinas nucleares, sob severo protesto de Israel, que considera &lt;em&gt;leves demais&lt;/em&gt; quaisquer sanções econômicas ao país inimigo. Para meu espanto, o jornal também mostrou imagens de&lt;em&gt; predators&lt;/em&gt; recentemente adquiridos pelos israelenses, sem explicar, obviamente, tratarem-se de bombardeiros não-tripulados que têm sido alvo de sérios questionamentos éticos nos próprios EUA, fabricantes dessa peça de artilharia. A emissora nem de longe mencionou a condenação da União Européia à operação que matou Mahmoud Abdel Raouf em Dubai, no dia 19 de janeiro último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que os amigos de &lt;strong&gt;ambos os lados&lt;/strong&gt; propugnam – &lt;em&gt;que é impossível não tomar um partido nessa disputa&lt;/em&gt; – eu me recuso a fazê-lo. Mas não consigo ficar indiferente à manipulação da opinião pública, o que é muito diferente de se defender um ponto de vista, analisando opiniões equidistantes, como eu aprendi naquela casa (O Globo), nos meus primeiros anos de jornalismo, de chefes como o Evandro Carlos de Andrade, em plena ditadura militar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1950923645122762413?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1950923645122762413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/02/cruzada-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1950923645122762413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1950923645122762413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/02/cruzada-global.html' title='Cruzada Global'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S4PcjqcYAeI/AAAAAAAAAHo/H5LaSpyIDBY/s72-c/maquiar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5346176520518345990</id><published>2010-02-05T16:25:00.005-04:00</published><updated>2010-02-24T09:36:35.172-04:00</updated><title type='text'>E se a Natura comprasse a Redbull?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S2yCXCUrm_I/AAAAAAAAAHg/VEpS5EIIA1s/s1600-h/verbeck_upside+2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434862182601563122" style="WIDTH: 437px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S2yCXCUrm_I/AAAAAAAAAHg/VEpS5EIIA1s/s400/verbeck_upside+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esqueça a sucessão presidencial, Chaves e Belomonte: esta discussão você só encontra aqui&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto os déficits publicos avançam, da Grécia aos EUA, passando pelo Bric, tumultuando pregões, &lt;em&gt;mergers &amp;amp; acquisitions&lt;/em&gt; seguem fazendo a felicidade dos grandes escritórios de advocacia e consultorias organizacionais: Itaú/Unibanco, Perdigão/Sadia, Braskem/Quattor, Gutierrez/Cemig, Shell/Cosan, Votorantim/Cimpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é: - Nos próximos dias/semanas, como é que um funcionário do &lt;strong&gt;Pão de Açúcar&lt;/strong&gt; (ou, que seja, do Ponto-Frio) vai atender um cliente das &lt;strong&gt;Casas Bahia&lt;/strong&gt;? – Já comprei em ambos, mas, para que ninguém pense tratar-se de elitismo de minha parte, informo que o &lt;strong&gt;Cafu&lt;/strong&gt;, nosso tetra-campeão, acaba de trocar sua antiga mansão, na &lt;strong&gt;Riviera de São Lourenço&lt;/strong&gt;, Litoral Norte de SP, por outra, em &lt;strong&gt;Peruíbe,&lt;/strong&gt; Litoral Sul, em nome da &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt; – de construir uma mesa de alvenaria na calçada da praia em frente à casa e poder tocar pagode até o dia amanhecer, prazeres proibidos na antiga residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero falar de um outro tipo de cultura, a empresarial (também adoro futebol). Vamos imaginar que a &lt;strong&gt;Taurus&lt;/strong&gt;, em vez de formar uma &lt;em&gt;joint venture&lt;/em&gt; com a &lt;strong&gt;Israel Weapon Industries&lt;/strong&gt; (IWI) para fabricar o fuzil de assalto &lt;em&gt;Tavor 5.56 mm&lt;/em&gt;, resolvesse fundir-se com a &lt;strong&gt;Whirlpool/Brastemp&lt;/strong&gt;, para produzir um lança-mísseis com acessórios na cor e no formato escolhidos pelo comprador: - Como seria a adaptação cultural entre os funcionários das duas empresas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as companhias, em geral – que levaram tanto tempo para construir pilares de marca, valores, missão e outros sinônimos de sua&lt;em&gt; realpolitik&lt;/em&gt; – estão pensando nesse aspecto de seus processos de M&amp;amp;A, vencidas as etapas de &lt;em&gt;due dilligences &lt;/em&gt;e reorganização de seus respectivos capital e participações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No post que antecedeu este atribulado mês de janeiro, a respeito da discrepância de valores observada na campanha de fim de ano do &lt;strong&gt;Santander/Real,&lt;/strong&gt; esta já era a questão. Se eu pudesse e o dinheiro desse, eu convidaria craques como o &lt;strong&gt;Fabio Steinberg&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Mário Ernesto Humberg&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Rodolfo Gutilla&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Walter Nori&lt;/strong&gt;, o decano &lt;strong&gt;Nemércio Nogueira&lt;/strong&gt; (que ainda está por aí) e até o professor &lt;strong&gt;Wilson Bueno&lt;/strong&gt; - entre outros que não vou citar por serem meus concorrentes - para discutir este assunto que, convenhamos, promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isto é apenas um post, e não um artigo, com o objetivo de plantar e não de colher, devo admitir que, mesmo sem a devida acurácia e o tempo disponível, ja notei, desde o post do reveillon (e não, obviamente, em consequência dele), uma sensível mudança no tom da comunicação do &lt;strong&gt;Santander/Real&lt;/strong&gt;. O que, guardadas as proporções, é inteiramente plausível, empregando-se, por exemplo, uma colher da inteligência insinuada na última campanha do pré-merger (&lt;em&gt;o valor das idéias&lt;/em&gt;) numa generosa massa da consciência pública preconizada pelo segundo, nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As saídas existem, mas nem sempre são visíveis para quem está envolvido na receita. É aí que entra o cheff, cuja experiência e o talento certamente balancearão os demais ingredientes de um e de outro agente. Simples? – Nem sempre. Paixões, medos e rancores estarão sempre rondando. Independentemente da eventual canibalização – ou não – da marca adquirida, é coisa para especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se as empresas e seus consultores envolvidos nessas últimas fusões estão atentos a esse detalhe. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ilustração: The Upside downs, de Gustave Verbeek&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5346176520518345990?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5346176520518345990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/02/e-se-natura-comprasse-redbull.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5346176520518345990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5346176520518345990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2010/02/e-se-natura-comprasse-redbull.html' title='E se a Natura comprasse a Redbull?'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/S2yCXCUrm_I/AAAAAAAAAHg/VEpS5EIIA1s/s72-c/verbeck_upside+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-4526349956173544695</id><published>2009-12-29T12:43:00.003-04:00</published><updated>2009-12-29T12:57:41.632-04:00</updated><title type='text'>Santander real</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Szo0u3hYLgI/AAAAAAAAAHY/i05Yh7TtNag/s1600-h/touro+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420703081276386818" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Szo0u3hYLgI/AAAAAAAAAHY/i05Yh7TtNag/s400/touro+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Um mundo melhor para os nossos filhos, filhos melhores para o nosso mundo; &lt;/em&gt;poetas, idosos tratados com respeito: a &lt;strong&gt;nova campanha&lt;/strong&gt; do Santander que estreou neste fim de ano absorveu o &lt;strong&gt;posicionamento de marca&lt;/strong&gt; do Real (incorporado pelo banco espanhol no ano passado), o que deve ter exigido um esforço extra de seu &lt;em&gt;country manager&lt;/em&gt;, Fábio Barbosa, para convencer os acionistas a se aproximar da índole, da cultura e, por consequência, do bolso do brasileiro com razoáveis níveis de renda e/ou informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o sujeito cordial de &lt;strong&gt;Sérgio Buarque de Hollanda&lt;/strong&gt; – percebido na nova campanha – e o &lt;em&gt;temperamento sanguíneo&lt;/em&gt; da organização – espelhado na personalidade do presidente mundial do grupo, &lt;strong&gt;Emílio Botín&lt;/strong&gt; – há uma distância oceânica. Pode ser apenas um detalhe, mas logo depois de assumir a presidência local do banco, Barbosa raspou a barba de uma semana que costumava usar, como complemento de uma bem cultivada reputação de &lt;em&gt;banqueiro sustentável&lt;/em&gt; que continuou a seu lado na presidência da Febraban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De perto ou de longe, tudo é banco, diria o Fado. O problema é que mesmo depois de passar 10 anos digerindo o Banespa, o Santander não parece ter absorvido a parte saudável de seu metabolismo. Experiências bem próximas indicam isso (não sou cliente, mas tenho amigos e parentes que o são): inflexibilidade&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;da média gerência nas negociações, inconsistência entre as ações&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;e as mensagens da empresa, serviços &lt;em&gt;precários&lt;/em&gt; e sistemas de comunicação e atendimento ao consumidor/ouvidoria indefesos, diante da voracidade dos gestores de finanças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tomara que o Fábio consiga virar esse jogo, torcemos eu, boa parte da imprensa de Economia e Negócios e do empresariado brasileiro, que admiram o seu estilo. Por enquanto, o Santander &lt;strong&gt;&lt;em&gt;real &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;está longe de ser o que o banco holandês chegou a ser, mesmo que você &lt;strong&gt;não acredite&lt;/strong&gt; naquelas cestinhas de lixo e talões de cheque recicláveis,promoções para a terceira idade etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além dos sintomas descritos acima , uma &lt;em&gt;espetada&lt;/em&gt; da revista &lt;strong&gt;Exame&lt;/strong&gt; desta quinzena dá o tom da expectativa da platéia, ao constatar o &lt;strong&gt;empobrecimento da paisagem sócio-ambiental da Paulista&lt;/strong&gt; depois que a sede do antigo Real mudou-se para a Vila Olímpia (que a revista, aliás, situa na &lt;strong&gt;zona oeste&lt;/strong&gt; da Capital), na zona sul da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha &lt;strong&gt;torcida&lt;/strong&gt; pessoal é &lt;strong&gt;de época&lt;/strong&gt;: também pertenço à geração que se viu capaz de &lt;strong&gt;mudar o sistema por dentro&lt;/strong&gt;, durante algum tempo. Também espero que a frase de Santo Agostinho, neste caso, se esgote em si mesma. Ganhariamos todos nós: consumidores, mercado e os &lt;strong&gt;especialistas&lt;/strong&gt; em&lt;strong&gt;&lt;em&gt; branding&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-4526349956173544695?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/4526349956173544695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/santander-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4526349956173544695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/4526349956173544695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/santander-real.html' title='Santander real'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Szo0u3hYLgI/AAAAAAAAAHY/i05Yh7TtNag/s72-c/touro+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3455656785165815237</id><published>2009-12-17T07:50:00.004-04:00</published><updated>2010-02-07T19:56:29.880-04:00</updated><title type='text'>Dilma-Meirelles x Serra-Aécio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyofqJrYmMI/AAAAAAAAAHQ/yqbfGCqyUBY/s1600-h/galinhas+a+fuga.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 403px; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416176310879295682" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyofqJrYmMI/AAAAAAAAAHQ/yqbfGCqyUBY/s400/galinhas+a+fuga.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A grita da &lt;em&gt;intellighenzia&lt;/em&gt; tucana foi discreta, mas intensa. A possibilidade de uma chapa sucessória formada por &lt;strong&gt;Dilma Roussef e Henrique Meirelles&lt;/strong&gt; assusta: a resistência do eleitorado petista &lt;em&gt;de classe média&lt;/em&gt; a &lt;strong&gt;Michel Temer&lt;/strong&gt; – antigo quercista associado ao fisiologismo, com peculiaridades comportamentais que não me cabe comentar – será grande. A diferença em relação a uma chapa &lt;strong&gt;Serra/Aécio&lt;/strong&gt; – o primeiro, rejeitado por boa parte do estabishment, o segundo, pela esquerda do PSDB – não seria grande. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Meirelles &lt;em&gt;&lt;strong&gt;passaria batido&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (para usar uma linguagem petista) por sua sólida contribuição à gestão de Lula, no estilo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;galinha ruiva&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: é preciso fazer o bolo para repartir o bolo. O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;wallessa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; brasileiro não teria subido tão alto no pódio da cena internacional – podendo conversar &lt;strong&gt;Shimon Peres&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Ahmajinejad&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Chavez&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Obama&lt;/strong&gt; – se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o bom demônio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não lhe tivesse permitido driblar a crise, com seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;keynesianismo operário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, escorado pela estabilidade da moeda e em reservas cambiais de US$ 200 bi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por acaso que o &lt;strong&gt;Jânio de Freitas&lt;/strong&gt; (FSP,16, &lt;em&gt;Meios Insucessos&lt;/em&gt;) &lt;em&gt;desvendou a manobra&lt;/em&gt; de Lula (a lista tríplice do PMDB), transformada em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;denúncia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pelo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bordado barthreano&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Fernando Barros e Silva&lt;/strong&gt; na FSP de ontem (16),&lt;em&gt; Imagem Envenenada&lt;/em&gt;. A foto de &lt;strong&gt;Alan Marques&lt;/strong&gt; (FSP,15, pg A-4), diga-se, é ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive tempo de ver o editorial do Estadão, de assistir ao &lt;strong&gt;Merval Pereira&lt;/strong&gt; na Globonews, nem de ouvir a &lt;strong&gt;Lúcia Hippolito&lt;/strong&gt; na CBN ou navegar pelo blog do &lt;strong&gt;Noblat &lt;/strong&gt;e ler &lt;strong&gt;Dora Kramer&lt;/strong&gt;, nos últimos dois dias, mas certamente o episódio serviu para atiçar o desespero da oposição e da mídia que, por ideologia ou por respeito à vocação crítica, insistem, mas não conseguem, abalar o prestígio e a popularidade de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu interesse, no caso, é a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;indústria da comunicação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, sem &lt;em&gt;parti pris&lt;/em&gt;. Pela mesma razão - aparentemente contraditória - não tomei conhecimento da tal Conferência Nacional da atividade, que as entidades patronais qualificaram de manobra para &lt;strong&gt;censurar a imprensa&lt;/strong&gt;, num flagrante exagero. A tal CNC foi muito &lt;em&gt;&lt;strong&gt;chapa branca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para o meu caminhão. Mas, voltando à nossa democracia. Talvez seja ingenuidade, mas acho que Lula - goste-se ou não do seu governo - embora amarrado por uma aliança indispensável à governabilidade, no Brasil (como todos sabem), tem o direito sonhar, sem causar todo esse escândalo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembrei-me de uma frase de &lt;strong&gt;Zuenir Ventura&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;1968, O Ano Que Não Terminou&lt;/em&gt;), durante uma conferência na qual um aluno levantou-se para dizer que nada mudou na sociedade brasileira depois da ditadura. Óbvia, mas bem situada: - &lt;strong&gt;Na ditadura, se você dissesse isso, seria preso.&lt;/strong&gt; Uma boa diferença. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baixaki.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.baixaki.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3455656785165815237?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3455656785165815237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/dilma-meirelles-x-serra-ciro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3455656785165815237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3455656785165815237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/dilma-meirelles-x-serra-ciro.html' title='Dilma-Meirelles x Serra-Aécio'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyofqJrYmMI/AAAAAAAAAHQ/yqbfGCqyUBY/s72-c/galinhas+a+fuga.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1793254580254004154</id><published>2009-12-14T10:48:00.004-04:00</published><updated>2010-02-07T20:02:28.696-04:00</updated><title type='text'>Si vis pacem para bellum</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyZRTT-NtOI/AAAAAAAAAHI/2PhFiEuxH0Y/s1600-h/predator+b.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 422px; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415104994180183266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyZRTT-NtOI/AAAAAAAAAHI/2PhFiEuxH0Y/s400/predator+b.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A frase não me ocorreu por causa da &lt;em&gt;sublimação&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Barak Obama&lt;/strong&gt;, ao receber o &lt;strong&gt;Nobel da Paz&lt;/strong&gt;, nem por conta do meu antigo professor de Latim, &lt;strong&gt;Aníbal Campi&lt;/strong&gt; – que a adorava – e que se parecia muito, fisicamente com o &lt;strong&gt;Berlusconi&lt;/strong&gt; antes da agressão de ontem (13). Aliás, não pretendo incitar à violência, mas não resisto a imaginar se o Brasil seria o mesmo se o &lt;strong&gt;Maluf&lt;/strong&gt;, nosso maior símbolo da corrupção, tivesse sido, um dia, alcançado por um projétil de média distância, como a estatueta que interrompeu o comício do premiê italiano ou os sapatos do jornalista iraquiano &lt;strong&gt;Al-Zadi&lt;/strong&gt;. Será que os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;rorizes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;arrudas &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;continuariam se proliferando no Planalto, a ponto de ameaçar a nossa espécie, como atualmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não tenha comprado e lido (ainda) &lt;em&gt;Os Americanos&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Antonio Pedro Tota&lt;/strong&gt;, recomendado pelo &lt;strong&gt;Mattew Shirts&lt;/strong&gt;, não resisto a imaginar quem ou o que plantou o argumento naquela mente harvardiana: uma frase tão antiga e tão singela para uma ocasião tão solene. Meio metro abaixo, imagino a perplexidade de uma platéia que supostamente consegue perceber a complexidade de questões como a do &lt;strong&gt;Oriente Médio&lt;/strong&gt;, o que acontece no &lt;strong&gt;Afeganistão/Paquistão&lt;/strong&gt; e que já ouviu falar de traficantes russos de &lt;strong&gt;armas norte-coreanas&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;guerrilheiros colombianos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;favelas cariocas&lt;/strong&gt;. Eu daria o meu discurso para o &lt;strong&gt;Roberto Godoy&lt;/strong&gt; (competente especialista em Defesa) copidescar. À minha volta, até a CNN começa a discutir a ética dos &lt;strong&gt;Predator&lt;/strong&gt; (foto), &lt;strong&gt;&lt;em&gt;as deadly offensive weapon in america’s war against terrorism&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Veja&lt;/strong&gt; desta semana&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;tentou explicar a gaffe intelectual do camarada Obama (considerado socialista nos EUA), mas eu não &lt;strong&gt;vejo&lt;/strong&gt; a revista (seguindo o conselho do título) com esse fim, senão para me atualizar quanto ao novo &lt;strong&gt;código sexual dos adolescentes&lt;/strong&gt; inscrito nas pulserinhas amarelas com glitter, roxas, vermelhas e pretas (as melhores) que o &lt;strong&gt;Serginho Groisman&lt;/strong&gt; certamente vai comentar em suas &lt;strong&gt;madrugadas pop&lt;/strong&gt; (página 87 da edição desta semana).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No mais, o Flamengo de&lt;strong&gt; Andrade&lt;/strong&gt; foi campeão brasileiro, mas o CQC flagrou um africâner ofendendo os trabalhadores negros que correm para finalizar as obras que vão dizer ao mundo que a &lt;strong&gt;África do Sul&lt;/strong&gt; não é mais aquela e o trânsito continua matando mais do que o crime organizado: no último sábado (12), um garoto de 14 anos dirigindo um caminhão, atropelou e matou um outro, de 4, em Cidade Tiradentes, São Paulo. Sugestão de &lt;strong&gt;pauta de fim de ano para a Veja&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1793254580254004154?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1793254580254004154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/si-vis-pacem-para-bellum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1793254580254004154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1793254580254004154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/12/si-vis-pacem-para-bellum.html' title='Si vis pacem para bellum'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SyZRTT-NtOI/AAAAAAAAAHI/2PhFiEuxH0Y/s72-c/predator+b.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5455476710217498809</id><published>2009-11-17T14:40:00.012-04:00</published><updated>2009-11-17T17:22:24.702-04:00</updated><title type='text'>Consequências do blecaute</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SwLyxDlYlxI/AAAAAAAAAHA/OwpYI7DSE-E/s1600/MEDICI-B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405149427387635474" style="WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SwLyxDlYlxI/AAAAAAAAAHA/OwpYI7DSE-E/s400/MEDICI-B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SwLyKEPEFVI/AAAAAAAAAG4/Mk33PAvHSCI/s1600/medici.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405148757547554130" style="WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SwLyKEPEFVI/AAAAAAAAAG4/Mk33PAvHSCI/s400/medici.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Entenda a relação dos Medici com o blecaute da última terça-feira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O apagão do dia 10/11 teve pelo menos uma boa consequência: interrompeu minha fala na banca que examinava uma Tese de Conclusão de Curso de Jornalismo da PUC-SP (parabéns, Victor Esteves, aprovado com louvor), uma universidade que não tem gerador, mas que ensina os jovens profissionais que, num país miserável como o nosso, o jornalismo só tem sentido se for usado como ferramenta de transformação social. Você pode discordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no editorial do Estadão de ontem (16), o Antonio Carlos Pereira não puxou, quase arrancou as orelhas da oposição por não ter conseguido transformar o blecaute acima referido numa crise institucional que se preze, digna de um Lacerda x Getúlio. O editorial de hoje (17), por sua vez, “O Derretimento de Copenhage”, morreu às sete horas da manhã, quando Obama, ao lado de Hu Jintao, apareceu nos telejornais anunciando que não vai mais defender o adiamento das metas de redução das emissões em seu país, responsáveis, em boa parte, pelo aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TTC na PUC-SP, para o cuja banca tive a honra de ser convidado, trata do futuro dos jornais impressos. Segundo o livro-reportagem de Victor Esteves, os grandes jornais – hoje usados pelas empresas como as lojas âncoras dos shoppings inaugurados há vinte anos – terminarão como &lt;em&gt;delicatessen&lt;/em&gt;. A palavra escrita passará por outras superfícies e a sua produção, por outros meios, mas permanecerá, ele sustenta. O problema – penso eu – está nas perdas acarretadas por essas mudanças, que vão da apuração à qualidade do texto, da edição à hierarquização das notícias, da crítica à análise, do equilíbrio à credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jornal de Santa Maria-RS publicou, no último dia 9, que a romaria medianeira de NS das Graças (uma espécie de círio de Nazaré gaúcho) foi prejudicada pela falta de energia para os barraqueiros que trabalham o ano inteiro para vender seus produtos na festa (7 e 8/11). A notícia dizia que pelo menos dois desses comerciantes tinham registrado a ocorrência na polícia, para processar a prefeitura e a concessionária de energia local. Um amigo interessado descobriu que apenas os disjuntores dos dois litigantes não funcionaram. As marcas da empresa e da prefeitura ficaram arranhadas, mas o jornal não se retratou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu dizia, antes de ser interrompido pelo blecaute na PUC, vinha em defesa do autor da Tese, talvez excessivamente apoiada numa pesquisa sobre a imprensa norte-americana: na imprensa em que eu nasci, na segunda metade do século passado, a influência da norte-americana – por sua vez fundada numa sólida base democrática – era muito maior do que a da imprensa européia, que, quando eu cheguei a Portugal, em 1971, &lt;em&gt;a convite&lt;/em&gt; do Médici (Emílio, não o Lorenzo), ainda publicava polêmicas de página inteira, como no tempo de Pessoa e Sá Carneiro, enquanto nós, na rua Irineu Marinho, 30, suávamos bicas para compor um lead que o Agnaldo Silva ia acabar dilapidando (com o mesmo talento das novelas, diga-se).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gay Telese não tinha escrito &lt;em&gt;O Reino e o Poder&lt;/em&gt;, o Michael Bloomberg vendia fundos de investimento, o Faulkner e o Hemminguay nem tinham passado a bola para Mailler, Wolf e Capote, e acima de tudo, o Murdock não chamava o Larry Page e o Sergy Brin, do Google, de piratas do conteúdo. O problema não está na escola (latu sensu), professora, nem na tecnologia, mas na filosofia (como dizia Noel). Na minha visão, o que pode esvaziar o bom jornalismo é a editorialização da notícia, o &lt;em&gt;parti pris&lt;/em&gt;, a perda de credibilidade, que pode vazar de um lado ou do outro. Seja um ponto-de-vista conservador como o do Estado ou progressista como o da faculdade onde fui cobrir a pancadaria daquele coronel, em 1978. O importante é que a perspectiva seja honesta, clara, correta (coisa do meu tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, o jornalismo contemporâneo tem seus momentos, como a matéria da Globo mostrando o taxista que acudiu um &lt;em&gt;amante&lt;/em&gt; cujo carro ficou preso pelo portão automático da &lt;em&gt;casa da outra&lt;/em&gt; e o rapaz que consertava uma tomada e entrou em crise ao pensar que tinha causado uma pane geral no quarteirão. Quanto ao TCC, acabamos todos no bar da esquina, comemorando a esperança da informação que transforma, ainda que à luz de velas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5455476710217498809?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5455476710217498809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/11/entenda-relacao-dos-medici-com-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5455476710217498809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5455476710217498809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/11/entenda-relacao-dos-medici-com-o.html' title='Consequências do blecaute'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SwLyxDlYlxI/AAAAAAAAAHA/OwpYI7DSE-E/s72-c/MEDICI-B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-9009379077389317176</id><published>2009-11-10T14:31:00.007-04:00</published><updated>2009-11-10T15:47:36.176-04:00</updated><title type='text'>Pedágios</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Svm46cZ1fqI/AAAAAAAAAGw/V4zKi37jdiE/s1600-h/Seu+Ben%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402552542204100258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Svm46cZ1fqI/AAAAAAAAAGw/V4zKi37jdiE/s400/Seu+Ben%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; novas praças no roteiro das praias paulistas ainda este ano: sorte do Seu Bené, que só usa a Via Dutra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sir&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;William Wack &lt;/strong&gt;– em reportagem &lt;em&gt;sociológica&lt;/em&gt; que foi ao ar há uma semana – e depois, o &lt;strong&gt;sheik&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Tonico Ferreira&lt;/strong&gt;, nesta segunda, 9/10 (sutil como um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Philip Glass),&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;pagaram&lt;/strong&gt; seus respectivos &lt;strong&gt;pedágios&lt;/strong&gt; pela passagem dos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;20 anos da queda do muro de Berlim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, essa arenga insuportável à qual só o Estadão (além da minha antiga casa acima citada, as Organizações Globo) continuou se dedicando, nesta terça-feira ensolarada de supermercados lotados (dia 10), em que o &lt;strong&gt;perdão a Geyse Arruda&lt;/strong&gt; foi anunciado pelo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uniban Victoria Institute&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: sim, a moça de minissaia apedrejada por um bando de jovens mal orientados sexualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as &lt;strong&gt;efemérides, na &lt;em&gt;sociedade da informação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o assunto do muro tornou-se banal e cansativo, além do óbvio chute no &lt;em&gt;cachorro morto&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;stalinismo&lt;/strong&gt;, quando o &lt;strong&gt;socialismo&lt;/strong&gt;, de fato (de Allende a Bachelet, por exemplo), já se transformou tantas vezes, como, aliás, o próprio &lt;strong&gt;capitalismo,&lt;/strong&gt; nisso incluídas todas as &lt;strong&gt;versões anteriores&lt;/strong&gt; ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Windows 7,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; entre elas, a &lt;strong&gt;rapinagem dos súditos de Sua Majestade&lt;/strong&gt; nos quatro continentes – sobretudo na Índia e na África – e o &lt;strong&gt;genocídio indígena&lt;/strong&gt; que fundou a nação mais poderosa do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em pedágio e em nação poderosa, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;grande irmão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi saudado, na semana passada, com mais esta pérola do &lt;strong&gt;comediante mal-humorado&lt;/strong&gt;, Arnaldo Al Jabor, segundo o qual, em &lt;strong&gt;terra de macho&lt;/strong&gt;, até &lt;strong&gt;os crimes são pra valer&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;coisa de cowboy,&lt;/strong&gt; nada de pouca porcaria. Ele se referia à chacina praticada pelo &lt;strong&gt;major&lt;/strong&gt; palestino &lt;strong&gt;Malik Nadal Hassan&lt;/strong&gt;, às claras, de peito aberto, em pleno&lt;strong&gt; Fort Hood&lt;/strong&gt;, Texas (EUA), &lt;strong&gt;sem tergiversação ou rebolados&lt;/strong&gt;, como Jabor referiu-se, creio, à criminalidade local, que segundo ele, só se manifesta &lt;strong&gt;por baixo dos panos&lt;/strong&gt;, coisa de corte portuguesa, merecedora de &lt;strong&gt;nojo e desdém&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do comentarista, aliás, &lt;strong&gt;o pedágio é recíproco&lt;/strong&gt;: do &lt;strong&gt;enteado&lt;/strong&gt; virtual de &lt;strong&gt;Nelson Rodrigues&lt;/strong&gt; à Casa que serviu de abrigo ao original, e desta mesma casa ao referido enteado, que precisa depositar a sua frustração (de não ser o original), diariamente, no mesmo vaso. Que Alá dê vida longa ao velho garoto de Copacabana, mas, &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;entertainment&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, eu prefiro o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;brother&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; judaico-brazuca &lt;strong&gt;Luciano Hulk&lt;/strong&gt;, que no dia seguinte à descarga do jornalista-cineasta no Jornal da Globo (sexta à noite, 06/10), trouxe de volta ao seu programa, no sábado, o impagável &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Seu Bené&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;do Laranjão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; cantando &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Only You&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e fazendo coro com&lt;strong&gt; Martinho da Vila&lt;/strong&gt; em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deixa a Tristeza pra lá&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Benedito Vitor Junior&lt;/strong&gt;, 51 anos, &lt;strong&gt;fretista em Barra Mansa-RJ&lt;/strong&gt;, não tem &lt;strong&gt;nada de cowboy&lt;/strong&gt;, mas cantou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Only You&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como um dos &lt;strong&gt;Platters&lt;/strong&gt; (http://www.youtube.com/watch?v=qivEZLjeAlg&amp;amp;feature=related)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre pedágios, achei bacana a entrevista do &lt;strong&gt;Caetano ao Estadão&lt;/strong&gt;, por acaso, na véspera de seu show em São Paulo, tirando o fato de que o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;abre&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da capa o deixou parecido com o &lt;strong&gt;Dr. Júlio Mesquita&lt;/strong&gt;. E por falar em &lt;strong&gt;Estado de São Paulo&lt;/strong&gt;, aqui vai um pedido ao governador &lt;strong&gt;José Serra&lt;/strong&gt;: no ano passado e este ano, tive que ir várias vezes a Bauru, perto de &lt;strong&gt;Botucatu&lt;/strong&gt;, onde, nesta semana, começa a funcionar um &lt;strong&gt;novo posto de pedágio&lt;/strong&gt;, alí explorado pela &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rodovias Tietê&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, controlada pela Caio, do &lt;strong&gt;Felipe Massa&lt;/strong&gt;, que&lt;strong&gt; já tem uma Ferrari&lt;/strong&gt;. O valor dos pedágios dessa viagem (São Paulo-Bauru) é &lt;strong&gt;R$ 42,10.&lt;/strong&gt; A passagem de ônibus custa &lt;strong&gt;R$ 60,65&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, a F. de São Paulo publicou, no dia &lt;strong&gt;19/08/2009&lt;/strong&gt;, a seguinte notícia: &lt;strong&gt;Rota do Litoral Paulista deve ganhar ao menos 10 pedágios&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u611763.shtml"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u611763.shtml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;). &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pergunto: - &lt;strong&gt;Governador,&lt;/strong&gt; como é que o senhor pretende chegar a &lt;strong&gt;Presidente&lt;/strong&gt;, com todos esses pedágios? – &lt;strong&gt;Pense nos fretes do Seu Bené&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Seu Bené: Felipe Vieira, Diário do Vale, 31/10.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-9009379077389317176?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/9009379077389317176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/11/pedagios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/9009379077389317176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/9009379077389317176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/11/pedagios.html' title='Pedágios'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Svm46cZ1fqI/AAAAAAAAAGw/V4zKi37jdiE/s72-c/Seu+Ben%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8246415978289827456</id><published>2009-10-28T09:23:00.006-04:00</published><updated>2009-10-28T09:53:34.273-04:00</updated><title type='text'>Violência e Democracia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SuhJb5s5ZbI/AAAAAAAAAGY/4Gt90aWbwr4/s1600-h/jean+fsp+2810.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397644897097967026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SuhJb5s5ZbI/AAAAAAAAAGY/4Gt90aWbwr4/s400/jean+fsp+2810.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se você visita este blog de vez em quando, tem razão de reclamar da escassez de posts neste mês de outubro. Mas em vez de comentar &lt;em&gt;táticas de guerra&lt;/em&gt; como o corte da &lt;strong&gt;água dos palestinos&lt;/strong&gt; ou a morte de &lt;strong&gt;inocentes no Paquistão&lt;/strong&gt;, prefiro me indignar e chamar atenção para a importância política da morte violenta de &lt;strong&gt;Evandro João da Silva&lt;/strong&gt;, do &lt;strong&gt;Afroreggae&lt;/strong&gt;, ONG que &lt;strong&gt;tem feito diferença&lt;/strong&gt; em Vigário Geral, RJ, desde 1993.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os matadores chegaram a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;comprar &lt;/em&gt;dois PM&lt;/strong&gt; com &lt;strong&gt;um par de tênis e um blusão&lt;/strong&gt;, num &lt;em&gt;escambo&lt;/em&gt; de embrulhar o estômago de quem viu as imagens captadas por uma câmera de vigilância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa é a nossa guerra: - Quem tem a coragem de encarar a realidade para tentar mudá-la, leva esse tipo de troco. Vamos continuar &lt;em&gt;gramisciando&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E para amenizar a batalha, recomendo a leitura da &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo&lt;/strong&gt; de hoje, embora &lt;em&gt;a de ontem&lt;/em&gt; tenha apanhado tanto da &lt;strong&gt;Record&lt;/strong&gt; e seus bispos, na última sexta-feira, 23. Como o Edir Macedo não foi nenhum guerrilheiro, na ditadura, recomendo a leitura de artigo do mestre &lt;strong&gt;Gaspari,&lt;/strong&gt; na Folha de hoje (28), sobre Dilma, que o foi. É a democracia, moçada. Também da edição de hoje, a charge de &lt;strong&gt;Jean, &lt;/strong&gt;lenitivo para a violência. É por isso que ainda vale a pena ler jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Élio Gaspari&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;De Frances.Perkins@org para D.Rousseff@gov&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vacile, ministra, comecei minha militância com os larápios e eles nunca me decepcionaram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PREZADA MINISTRA Dilma Rousseff,&lt;br /&gt;Quase certamente a senhora nunca ouviu falar de mim. Chamei-me Frances Perkins e fui a primeira mulher a ocupar um ministério no governo americano. Fui secretária do Trabalho de 1933 a 1945, entrei com Franklin Roosevelt e saí quando ele morreu.&lt;br /&gt;Escrevo-lhe porque meu chefe pediu. Ele tem muito interesse pelo trabalho do seu presidente e soube que vocês trabalham numa Consolidação das Leis Sociais. Também acredito que posso lhe dar algumas sugestões.&lt;br /&gt;Vá fundo ministra. Faça logo tudo o que se quer fazer. Quando eu cheguei à Casa Branca, as vendedoras do Bloomingdale's cumpriam jornadas de 14 a 16 horas. Os Estados Unidos não tinham salário mínimo, Previdência pública, seguro-desemprego nem plano de saúde universal. Quando saí, a jornada era de oito horas, os trabalhadores tinham aposentadoria e proteção no desemprego. Deixamos o plano de saúde para depois e deu no que deu.&lt;br /&gt;Essas coisas não saíram a preço de custo. A Corte Suprema se tornara um estábulo do patronato. A Previdência era coisa de socialista e o vice-presidente quis mandar o Exército acabar com uma greve a bala. Diziam que não era Frances Perkins, mas Mathilda Watsky, nem seria americana e protestante, mas judia e russa.&lt;br /&gt;Dona Dilma, minha militância social começou na tarde de 25 de março de 1911. Eu estava tomando chá no palacete de uma amiga e ouvimos a sirene dos bombeiros. Fomos ver incêndio e presenciamos a tragédia da Fábrica Triângulo. Morreram 146 operárias, quase todas italianas ou judias. As moças se atiravam do nono andar. Eu vi.&lt;br /&gt;Passei a vida negociando com empresários e líderes sindicais. Sempre tive um fraco por gente rica. Minhas amigas progressistas eram chamadas de "Brigada do Vison". Nesse sentido, acho que a senhora circula pouco na área atapetada. Erro. Eu consegui que o empresariado aceitasse a sindicalização dos trabalhadores e quem me ajudou foi o presidente da US Steel. Depois ele foi nomeado embaixador no Vaticano. Quero lhe confessar que nunca gostei de sindicalistas, mas negociei umas 200 greves, algumas das quais com mortos, e uma delas com dinamite.&lt;br /&gt;Sei que acusam a senhora de mal-humorada. É coisa de homem. Pegue mais pesado. Quando fui assumir a secretaria, o meu antecessor disse que eu deveria esperar, pois ele tinha um compromisso para o almoço. Respondi que estava muito bem, pois assim teríamos tempo para tirar as coisas dele da sala. Tenho horror a jornalistas e acho que vivi melhor assim. Eu adorava mentir para eles. (Aliás, meu nome não era Frances, mas Fannie.)&lt;br /&gt;Faça a Consolidação das Leis Sociais ampliando os programas que já existem e crie outros. O Getúlio Vargas, que é amigo do meu chefe e detesta o seu, diz que o Bolsa Família é demagogia, mas gosta do ProUni. Eu gosto de todos.&lt;br /&gt;Sei que a senhora é candidata a presidente da República e que está sendo acusada de buscar alianças com larápios. Faz muito bem. Quando o corrupto vem para o nosso lado, podemos confiar na sua lealdade. Eles nunca me decepcionaram.&lt;br /&gt;Finalmente, um conselho: procure economizar. Eu conheço o seu patrimônio. É menor que o meu quando fui para o governo. Pois até vir para cá, em 1965, aos 85 anos, eu morava de favor na Universidade de Cornell. Muito cordialmente, Frances Perkins.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8246415978289827456?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8246415978289827456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/violencia-e-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8246415978289827456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8246415978289827456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/violencia-e-democracia.html' title='Violência e Democracia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SuhJb5s5ZbI/AAAAAAAAAGY/4Gt90aWbwr4/s72-c/jean+fsp+2810.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8514229686769276438</id><published>2009-10-16T10:09:00.002-04:00</published><updated>2009-10-16T10:22:03.646-04:00</updated><title type='text'>Mídia Impressa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sth_LGADCtI/AAAAAAAAAGQ/m9imX8Cz2bU/s1600-h/feira_livre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393200382342269650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sth_LGADCtI/AAAAAAAAAGQ/m9imX8Cz2bU/s400/feira_livre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesta semana de&lt;em&gt; Futurecom&lt;/em&gt;, o Estadão publicou matéria de capa sobre a Feira do Livro de Frankfurt e sobre o &lt;strong&gt;e-book&lt;/strong&gt;, que &lt;strong&gt;chegou rasgando&lt;/strong&gt; no Brasil, como diria o Galvão Bueno. Mais de 5 mil títulos e preços que, nos EUA, variam de US$ 1,50 a US$ 10, em média. Você pode consultar o dicionário e assinalar frases sem deixar a sua marca &lt;strong&gt;indelével &lt;/strong&gt;na história, como diria Fiori Giglioti. Infelizmente, não vi o produto nos&lt;em&gt; varejões&lt;/em&gt; dos jornais desta sexta-feira, como não os verei neste fim de semana. A minha fantasia sempre foi abrir jornal e achar encartes vendendo motor de barco, rolex e champagne francês, em vez de liquidificadores. Não vai rolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não vou entrar naquela discussão antiquada (mesmo para o Roberto Faith) de &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;veio depois e irá antes&lt;/strong&gt;, o “suporte” papel ou o “meio” eletrônico, pergunta com a qual os jornalistas de vídeo sempre se deparam, ao serem entrevistados por seus colegas dos canais universitários: “O rádio não acabou com a televisão”, eles respondem, complacentes. Mas uma dúvida permanece: o jornal impresso está perdendo o seu &lt;strong&gt;poder de influência&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas semanas, coordenei uma pesquisa junto a um grupo de gestores de Comunicação para aprimorar o monitoramento de imagem que fazemos para empresas e instituições com presença constante na mídia. Algumas opiniões surpreenderam. Em relação ao último termômetro que acompanhei de perto, &lt;strong&gt;o rádio&lt;/strong&gt;, nos grandes centros – onde o trânsito é sempre difícil – &lt;strong&gt;subiu de patamar &lt;/strong&gt;(de 2 pontos para 2,5, numa escala de 0 a 10), assim como a &lt;strong&gt;TV&lt;/strong&gt; (de 3,5 para 4), e a &lt;strong&gt;Internet&lt;/strong&gt; (de 1 para 1,5), enquanto que a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mídia impressa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com toda a consideração dos &lt;strong&gt;jornais&lt;/strong&gt; gratuitos ou semigratuitos, &lt;strong&gt;caiu de 6 para 5&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre lemos muito menos que os vizinhos argentinos, por exemplo – e não por acaso, apesar da relação complicada dos jornais de lá com o(s) governo(s), que não vem de hoje – mas estaríamos lendo &lt;strong&gt;menos ainda&lt;/strong&gt;? – Parece que sim, Infelizmente. Mas, então, por que o jornal impresso influi mais, na formação da &lt;strong&gt;opinião pública&lt;/strong&gt;, do que os outros meios? – Certamente, a &lt;strong&gt;credibilidade&lt;/strong&gt; (que as empresas deveriam fortalecer, fugindo dos partidarismos); sem dúvida, a &lt;strong&gt;durabilidade&lt;/strong&gt; (apesar da ilustração acima, uma brincadeira minha com o &lt;strong&gt;José Paulo Kupffer)&lt;/strong&gt;; a &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;, muito fácil de se aferir, até numa simples comparação de edições concorrentes, mas, acima de tudo, a capacidade de &lt;strong&gt;pautar a sociedade&lt;/strong&gt;, influenciando a cabeça dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;fazedores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do jornalismo, que, felizmente (ainda) estão por aí e (ainda) pensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse arrazoado aí acima, na verdade, não tem outro propósito senão saudar os ventos de Lisboa e dos grotões do Interior que vêm inflar a imprensa diária dos grandes centros, trazendo &lt;strong&gt;novo ânimo&lt;/strong&gt; ao nosso sovado pensar: o &lt;strong&gt;Brasil Econômico&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;força, Costábile, força, Ricardo&lt;/em&gt;) e o &lt;strong&gt;Diário de São Paulo&lt;/strong&gt;, no qual o &lt;strong&gt;Jota &lt;em&gt;Ávido&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (salve, companheiro) deve preservar, não apenas o enfoque, mas uma redação de 380 pessoas. Benvindos! – E se você preferir uma análise mais séria e otimista (!) do fenômeno, é só ler o artigo do meu concorrente Matias Molina (ex-Gazeta Mercantil) no Estadão de hoje. &lt;em&gt;Molina, desculpe a pretensão&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8514229686769276438?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8514229686769276438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/midia-impressa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8514229686769276438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8514229686769276438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/midia-impressa.html' title='Mídia Impressa'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sth_LGADCtI/AAAAAAAAAGQ/m9imX8Cz2bU/s72-c/feira_livre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-191639864123816862</id><published>2009-10-03T17:28:00.005-04:00</published><updated>2009-10-06T09:33:04.345-04:00</updated><title type='text'>Aproveita, Rio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsfE_q_5J8I/AAAAAAAAAGI/aMMeaG4eX7c/s1600-h/jaguaranunciov.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388492077325166530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsfE_q_5J8I/AAAAAAAAAGI/aMMeaG4eX7c/s400/jaguaranunciov.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;Deu Rio. Vamos torcer para que também ganhem: a infra-estrutura de transportes da cidade, a lisura nas obras, licenças e fiscalizações (com celeridade e sem ingerências políticas), eficiência na execução desses trabalhos, projetos para o uso - eficaz e efetivo - do equipamento a ser criado ou aperfeiçoado para os jogos, a injeção dos recursos na redução das desigualdades e da violência via Educação e cultura e tudo o mais que me faz sentir-me como um personagem de cartum do Jaguar. Este aí acima foi extraído do site colunistas.com.br.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-191639864123816862?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/191639864123816862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/aproveita-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/191639864123816862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/191639864123816862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/10/aproveita-rio.html' title='Aproveita, Rio'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsfE_q_5J8I/AAAAAAAAAGI/aMMeaG4eX7c/s72-c/jaguaranunciov.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-981151111871090786</id><published>2009-09-30T20:34:00.008-04:00</published><updated>2009-10-02T10:13:40.255-04:00</updated><title type='text'>Rio ou Chicago?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsP9pxYTHuI/AAAAAAAAAF4/AciVocg8xTg/s1600-h/andrew-green7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387428473336962786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsP9pxYTHuI/AAAAAAAAAF4/AciVocg8xTg/s400/andrew-green7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Joana Calmon, da Globonews (sem preconceito contra o sobrenome &lt;em&gt;associado&lt;/em&gt;) foi a primeira repórter que vi transmitir uma notícia dando risada, como se fosse do CQC - hoje, 30/09/2009. Era sobre a chegada dos lobistas das cidades candidatas às Olimpíadas 2016 a Copenhagen, na Dinamarca, onde o Comitê Olímpico escolheria a cidade-sede dos jogos. Às gargalhadas, ela disse que Michelle Obama acabava de chegar, para antecipar o lobby que o marido faria pela eleição de Chicago no dia seguinte (a mulher do presidente norte-americano NÃO tropeçou na escada do avião) e que &lt;strong&gt;o &lt;/strong&gt;Lula (provavelmente amigo de infância do avô da repórter, dada a intimidade) chegaria em seguida, com o mesmo objetivo, não de antecipar o lobby de Obama, claro, mas o de fortalecer a candidatura do Rio, ao lado de Pelé - que confundiria Michael Jordan com Michael Jackson, logo depois (isso ela não sabia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repórteres mal humorados são mais comuns, assim como as notícias &lt;em&gt;pesadas&lt;/em&gt; sobre governantes como Lula e Obama ao lado de seus &lt;em&gt;colegas&lt;/em&gt; Ahmadinejad, Micheletti, Kadafi, Bibi Netanyahu etc. Talvez isso desculpe a bela e jovem repórter. Afinal, aquela era a notícia descontraída (hoje obrigatória) do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me preocupou nessa história foi o silêncio sepulcral (é o termo) sobre o assassinato de golfinhos por jovens dinamarqueses das ilhas Feroe, numa espécie de bar-mitzvah macabro que tem sido &lt;strong&gt;tão divulgado&lt;/strong&gt; nas redes sociais, nas últimas semanas, &lt;strong&gt;quanto ignorado&lt;/strong&gt; pela mídia formal. Talvez por isso, a velha senhora venha perdendo tanto espaço e respeito, dos grandes salões às lanhouses da periferia, ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que o assassinato de jovens golfinhos por jovens dinamarqueses (que não têm mais nada de esquimós) não passe de uma grande conspiração do Greenpeace ou do WWF na Internet, mas não custava à mídia investigar. Afinal, o país Dinamarca vai abrigar, em dois meses, a Cop 15 - Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - conferência histórica que deve definir o futuro da humanidade baseada ética da nossa convivência com os recursos naturais. Se as correntes marinhas do deputado Gabeira chegarem a Ipanema manchadas de sangue, vai ser um deus-nos-acuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem acima foi extraída do site &lt;a href="http://www.do1thing.org/tag/homeless"&gt;http://www.do1thing.org/tag/homeless&lt;/a&gt; ,para você adivinhar se a foto foi feita no porão da Igreja da Candelária ou num home shelter da &lt;em&gt;sweet home Chicago&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pano rápido&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Hugo, meu caro. Não pretendo me deslocar até Las Vegas para ver o espetáculo sensorial não-itinerante do Cirque du Soleil onde as poltronas conversam com você e tudo o mais. Não é assim que eu vejo circo. Mas o palhaço sideral que acaba de chegar aos telejornais me chamou a atenção. Cabe a você me convencer de que palhaço não merece respeito (não vale os doutores da alegria).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-981151111871090786?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/981151111871090786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/rio-ou-chicago.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/981151111871090786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/981151111871090786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/rio-ou-chicago.html' title='Rio ou Chicago?'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SsP9pxYTHuI/AAAAAAAAAF4/AciVocg8xTg/s72-c/andrew-green7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5625231258329230011</id><published>2009-09-18T10:33:00.007-04:00</published><updated>2009-09-18T10:47:49.895-04:00</updated><title type='text'>Política da Empresa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SrOcrVDangI/AAAAAAAAAFo/t1W3jttPAH8/s1600-h/dilbert2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382818247837654530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SrOcrVDangI/AAAAAAAAAFo/t1W3jttPAH8/s400/dilbert2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A segunda dos computadores nos EUA apoiou Bush e o supermercado onde se começa o dia cantando recomendou Obama&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho conseguido sair do tema da &lt;strong&gt;reforma política &lt;/strong&gt;por achar que ele está na raiz de muitos de nossos males, contrariando avaliação do bel-letrista José Sarney, em cuja opinião, &lt;strong&gt;o demônio mora na mídia&lt;/strong&gt;, que não respeita as instituições. Ocorre que, da &lt;em&gt;reforminha eleitoral&lt;/em&gt; aprovada no Congresso, a única informação que chegou ao grande público, foi de que a &lt;strong&gt;propaganda&lt;/strong&gt; política &lt;strong&gt;pela internet&lt;/strong&gt; está liberada (ninguém sabe quem ou como alguém controlaria o mundo virtual). Ouvi o Boris Kasoy, pela Band News, inquirir a estimada colega, Dora Kramer, acerca de um pequeno detalhe da mini-reforma: - Por que os congressistas não mudaram &lt;em&gt;um milímetro&lt;/em&gt; da regra das &lt;strong&gt;doações de campanha&lt;/strong&gt;, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Constrangimento, disse Dora, certamente enrubescida. – Eles dizem que a identificação poderia constranger os doadores. Tem razão: - Já pensou, se alguém descobre que eu doei dinheiro ao deputado João Paulo ou à senadora Roseana, uma passagem de avião para a sobrinha do Gabeira ou querosene para abastecer o jatinho de algum senador? – No mínimo, me chamariam para depor numa comissão de ética. Mas, vira e mexe - hoje mesmo (18), na FSP - alguém “denúncia” que tal empresa doou tanto ou quanto a este ou aquele parlamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dora Kramer, somente o Senado poderia alterar essa regra, porque, na Câmara, o número dos que estão se lixando para a opinião pública é maior. O voto no senador é individual, o que permite ao eleitor cobrá-lo por suas atitudes, ao passo que, para deputado federal, se vota no partido: ninguém se lembra em quem votou porque, muitas vezes, &lt;strong&gt;o voto em beltrano elegeu cicrano&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu sugeri uma campanha atrelando o voto ao &lt;strong&gt;compromisso do candidato&lt;/strong&gt; com uma &lt;strong&gt;reforma política&lt;/strong&gt; maiúscula, me chamaram de ingênuo. Em seguida, a campanha da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ficha limpa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; subiu os degraus da mansão habitada pela &lt;em&gt;grande senhora&lt;/em&gt; (a mídia). São boas discussões, se me permite a modéstia. - Por que não levá-las aos auditórios das &lt;strong&gt;grandes empresas&lt;/strong&gt; e instituições, sempre antenadas com o desenvolvimento social de seus colaboradores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com a Internet na&lt;em&gt; reforminha&lt;/em&gt;, por outro lado, mostrou que a sociedade (ou os seus representantes) começa a perceber a &lt;strong&gt;transição da mídia,&lt;/strong&gt; influenciada pelas redes sociais, ou a mudança da &lt;em&gt;sociedade industrial&lt;/em&gt; para a &lt;em&gt;sociedade do conhecimento&lt;/em&gt;, como prefere um amigo meu. A proibição aos blogs e &lt;em&gt;twitters&lt;/em&gt; de jornalistas da Globo e da FSP não-associados a essas empresas é outro sintoma. Mais um: há três dias, recebi um e-mail com fotos do assassinato de baleias num ritual de passagem macabro de jovens da Dinamarca de Kierkegaard. Ontem, a TV mostrou a matança de focas no civilizado Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só a Internet na política, a campanha da &lt;em&gt;ficha limpa&lt;/em&gt;, ou da &lt;em&gt;moral ilibada&lt;/em&gt; do senador Pedro Simon, o&lt;em&gt; voto distrital&lt;/em&gt; ou a &lt;em&gt;caixa preta&lt;/em&gt; das doações de campanha que merecem uma boa conversa nas empresas, derrubando o tabu de que &lt;strong&gt;negócios e política não se misturam&lt;/strong&gt;. Esse mesmo tabu já caberia num debate. E por que não se promoverem fóruns com funcionários representando candidatos ou partidos, como nos julgamentos simulados que as faculdades de Direito promovem ou promoviam, buscando esclarecer as pessoas quanto às propostas e compromissos de seus representantes nas instituições que o ex-presidente Sarney quer ver respeitadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos um grande grupo empresarial brasileiro orienta seus diretores e média gerência a &lt;strong&gt;apoiar abertamente&lt;/strong&gt; os seus candidatos nas eleições municipais, estaduais e federais, por considerar-se parte de uma sociedade que tem o &lt;strong&gt;direito e o dever de influir&lt;/strong&gt; nas decisões que também lhe dizem respeito. Vários executivos de Comunicação que conheço mostraram simpatia pela idéia dos debates políticos nas organizações, mas não se arriscaram (ainda) a fazê-lo abertamente. Quem sabe este post lhes sirva como um ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração: houseodudes.blogspot, reproduzindo Scott Adams (www.dilbert.com) em entrevista à CNN explicando apoio ao candidato John McCain.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5625231258329230011?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5625231258329230011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/politica-da-empresa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5625231258329230011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5625231258329230011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/politica-da-empresa.html' title='Política da Empresa'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SrOcrVDangI/AAAAAAAAAFo/t1W3jttPAH8/s72-c/dilbert2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2793902001106379651</id><published>2009-09-08T10:52:00.013-04:00</published><updated>2009-09-08T20:00:04.661-04:00</updated><title type='text'>Só um pouquinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SqZw-ACl-WI/AAAAAAAAAFg/gOM-XOjMP4M/s1600-h/mario+bross.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379111015405713762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SqZw-ACl-WI/AAAAAAAAAFg/gOM-XOjMP4M/s400/mario+bross.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes que me espremam no próprio gol, como o Maradona disse que faria com o Brasil, no último sábado, devo esclarecer que a ética profissional me impede de comentar o tema do momento, exceto que o &lt;strong&gt;pré-sal &lt;/strong&gt;conseguiu unir governo e PSDB, coisa rara, naquilo que ambos julgam essencial: &lt;strong&gt;o conceito&lt;/strong&gt;. Dito isso, passemos ao próximo tema: se para alguns, a &lt;strong&gt;Lei de Gerson&lt;/strong&gt; é um fantasma Moral que vem assombrar até inocentes costumes – como o de passar pela padaria com os filhos que acabamos de pegar no colégio, consumindo cinco minutos do lazer dos coitados – para outros, já complica condescender &lt;strong&gt;só um pouquinho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem até uma entidade com o nome dessa bolinha que o &lt;strong&gt;Hegel,&lt;/strong&gt;  sobrinho desnaturado do &lt;strong&gt;Kant &lt;/strong&gt;e tio igualmente do &lt;strong&gt;Marx&lt;/strong&gt;, bateu no paredão durante anos, para depois nos rebater direitinho. Gente séria, esse pessoal do instituto de ética. Concordo com boa parte do que eles pregam, embora eles tenham lá seus interesses. Velhos combatentes da gloriosa armada britânica, em luta contra a pirataria que se espalhou por aí, como cães e produtos chineses, para muito além do Caribe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que me venham com o Buarque de Hollanda, o Sérgio, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro, previno: não sou daqueles que desce a lenha no jeitinho e na malemolência daqui, como um estóico qualquer. Afinal, nem a dona Susane, da BMW, resistiu à baba do lobo mais mediterrâneo que a mão dela conseguia alcançar, ali nos Alpes suíços. Mas, no outro dia, me puseram numa mesa bem em frente à entrada do único café lisboeta que eu conheço em São Paulo, a &lt;em&gt;Bella Paulista&lt;/em&gt; (você paga pelo tempo que ocupa a mesa, ou quase isso): um ponto de observação privilegiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está bem, eu tinha bebido &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt; porto, mas vi pelo menos &lt;strong&gt;dois casais&lt;/strong&gt; entrando com crianças, cada casal com a sua: um ruivo e uma bela morena com uma garota lourinha, e um tipo moreno com uma loura e um garotinho de traços orientais. Pareciam recém-saídos de uma loja de brinquedos, os pais. Maravilha, pensei: &lt;strong&gt;a adoção está &lt;em&gt;bombando&lt;/em&gt;,&lt;/strong&gt; e não é o marketing da Firma, aquela pizzaria de Maresias que defende a adoção de cães abandonados, igualmente louvável. Fui dormir feliz. Mas hoje, saiu o laudo do &lt;strong&gt;Conselho Regional de Medicina&lt;/strong&gt; sobre as práticas do &lt;strong&gt;Dr. Abdelmassih&lt;/strong&gt;, aquele que botava &lt;strong&gt;&lt;em&gt;só um pouquinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de citoplasma de mulher mais jovem em seus programas de fertilização. A confirmação das suspeitas de Eugenia (além das outras, é claro), me deu calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou nenhuma vestal. Já me curvei às circunstâncias e guardei, no bolso do colete, certos princípios dos quais jurara não me afastar, fosse por causa nobre ou pequeno vício. E entendo a ansiedade das pessoas que não podem, mas sonham, ter filhos. Ocorre que a prisão desse médico e a proposta de outras &lt;em&gt;boutiques &lt;/em&gt;de fertilização de lá e daqui (veja abaixo) sugerem um &lt;strong&gt;joguinho de tênis, urgente,&lt;/strong&gt; entre a &lt;strong&gt;Ética&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Direito&lt;/strong&gt;, uma vez que o da &lt;strong&gt;Biociência&lt;/strong&gt; com a &lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt; deu empate. Afinal, se o &lt;strong&gt;Dr. Roger&lt;/strong&gt;, chegou, de fato, a propor a algumas esposas que não se incomodassem em contar para o marido que óvulos de mulheres mais jovens tinham sido usados em sua gestação, onde, &lt;strong&gt;de pouquinho em pouquinho&lt;/strong&gt;, vamos chegar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Repare nos argumentos do médico italiano &lt;strong&gt;Severino Altinori&lt;/strong&gt; para justificar a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;linha de montagem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em que sua clínica se transformou, reproduzidos no artigo da pesquisadora e professora &lt;strong&gt;Débora Diniz,&lt;/strong&gt; da UnB (OESP, 31/08), que você encontra no http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup427389,0.htm&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2793902001106379651?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2793902001106379651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/so-um-pouquinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2793902001106379651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2793902001106379651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/09/so-um-pouquinho.html' title='Só um pouquinho'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SqZw-ACl-WI/AAAAAAAAAFg/gOM-XOjMP4M/s72-c/mario+bross.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-6934588464924634182</id><published>2009-08-26T16:43:00.007-04:00</published><updated>2009-08-26T19:21:30.048-04:00</updated><title type='text'>Voto atrelado à Reforma Política</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SpWhagfiwdI/AAAAAAAAAFQ/5m2m5kTbhl4/s1600-h/ref+politica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374379207107461586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 409px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SpWhagfiwdI/AAAAAAAAAFQ/5m2m5kTbhl4/s400/ref+politica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mídia é uma senhora interessante, mas orgulhosa. Portanto, ao difundir esta idéia – caso vocês concordem com ela – tenham cuidado: embora o apoio das filhas adolescentes dessa dama seja indispensável (as Redes Sociais), o dela é essencial. Mesmo que não seja, como diria Torquato Neto, bem antes de Caetano. Que me perdoem Bobbio, Blondel, Giusti Tavares, Reali, Santos, Lamounier e todos os demais estudiosos do tema, mas a idéia é simples: votamos nos candidatos &lt;strong&gt;que se comprometerem publicamente&lt;/strong&gt; a aprovar uma &lt;strong&gt;reforma política&lt;/strong&gt; cuja &lt;strong&gt;proporcionalidade&lt;/strong&gt; nos represente, de fato, no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana abençoada de trabalho impediu-me de colher depoimentos de especialistas – o que ainda pretendo fazer – em busca dos fundamentos de um projeto básico de reforma política e eleitoral que substituísse seus desfigurados antecessores, resultando numa fórmula facilmente compreensível por qualquer eleitor. Prometo trabalhar nisso, apesar da complexidade do tema, que não se esgota na sub-representação federativa de São Paulo, nem no debate sobre um parlamento unicameral, como pensa a maioria. Esta seria a pedra de toque capaz de vencer a enorme resistência que essa proposta irá enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desse desafio, temos a pequena tarefa de mobilizar as pessoas num movimento semelhante ao das &lt;strong&gt;Diretas Já&lt;/strong&gt;, que abreviaram a morte lenta da Redentora, nos anos 80 e o &lt;strong&gt;impeachment de Collor&lt;/strong&gt;, nos 90. A quem esteve fora do país, durante a &lt;strong&gt;crise no Senado&lt;/strong&gt;, ou quiser nos acusar de estar promovendo uma &lt;em&gt;chantagem&lt;/em&gt; com a classe política, mostraremos alguns números levantados pelo amigo &lt;strong&gt;José Roberto Caetano&lt;/strong&gt; e publicados na edição 949 da revista Exame (página 20) , que ainda está circulando, e que traz como destaque depoimentos de presidentes de empresas que ficaram sem bônus este ano. Os parlamentare brasileiros recebem cerca de &lt;strong&gt;US$ 125 mil&lt;/strong&gt; de remuneração média anual, produziram &lt;strong&gt;7.574&lt;/strong&gt; matérias com alguma relevância social &lt;strong&gt;no período de 2003 a 2009, 262&lt;/strong&gt; das quais foram &lt;strong&gt;aprovadas&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div&gt;Obviamente, o jornalista não contabilizou os montantes envolvidos nos atos secretos (empregos, contratos etc), nem nas verbas indenizatórias,  mansões no Lago Sul, apartamentos ocupados por serviçais dos parlamentares, combustível dos jatinhos, remuneração de parentes empregados nos gabinetes de parlamentares amigos, ou comissões pagas a intermediários na concessão de crédito consignado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ilustração: site &lt;a href="http://www.reformapolitica.org.br/"&gt;http://www.reformapolitica.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-6934588464924634182?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/6934588464924634182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/voto-atrelado-reforma-politica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6934588464924634182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6934588464924634182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/voto-atrelado-reforma-politica.html' title='Voto atrelado à Reforma Política'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SpWhagfiwdI/AAAAAAAAAFQ/5m2m5kTbhl4/s72-c/ref+politica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2732891381953136941</id><published>2009-08-18T13:44:00.005-04:00</published><updated>2009-08-18T16:31:16.163-04:00</updated><title type='text'>Salvar o Jornalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SorpX-cpP_I/AAAAAAAAAFI/GRYBed0_OVo/s1600-h/Gutenberg_2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371362103702142962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 358px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SorpX-cpP_I/AAAAAAAAAFI/GRYBed0_OVo/s400/Gutenberg_2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;No &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Roda-Viva&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de ontem (17/08) com &lt;strong&gt;Demi Gestchko&lt;/strong&gt;, presidente do Nic.br (Núcleo de Informação do Comitê Gestor da Internet no Brasil), o professor &lt;strong&gt;Sílvio Meira&lt;/strong&gt;, da UFPE, que também é cientista-chefe do CESAR (Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife) ajeitou, com uma freada brusca, os passageiros do bonde que discutia o futuro dos jornais atropelados pela Internet: “Não se trata de salvar os jornais, mas o Jornalismo”, assinalou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalismo x conteúdo grátis, essa briga que o &lt;strong&gt;Chris Anderson&lt;/strong&gt; encontrou para vender os seus livros &lt;em&gt;Free-Grátis&lt;/em&gt; (R$ 59,90) e &lt;em&gt;A Cauda Longa&lt;/em&gt; (R$ 65,00) não resiste à mera reflexão de quem faz o quê, como lembrou a amiga &lt;strong&gt;Lúcia Guimarães&lt;/strong&gt;, em artigo publicado há dias no Estadão. Também não se trata simplesmente de hierarquizar as informações, como ouvi, pela primeira vez, de &lt;strong&gt;Roberto Civita&lt;/strong&gt;, numa conversa em Buenos Aires, há dois anos. A sacada de &lt;strong&gt;Gay Talese&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;O Reino e o Poder&lt;/em&gt;), em visita recente ao Brasil, também foi relevante, ao lembrar que o Jornalismo requer o que chamávamos (no tempo do &lt;strong&gt;Nelson Motta&lt;/strong&gt;) de esforço de reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o marketing dos papas-defunto, nem o impacto da tecnologia e da mobilidade, nem a preguiça pura e simples que grassa na sociedade contemporânea (não se preocupem, não está no Google) vão acabar com o Jornalismo, essa combinação irresistível de realidade, argúcia, perspicácia, determinação e talento, sobre uma fina massa (crocante) de conhecimento, como ilustram as campanhas recentes da mosca da Folha e do Estadão de hoje (página A22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é o Marketing, nem o desespero das tiragens estagnadas – enquanto o papel e o diesel não param de subir – que vão salvar o Jornalismo. Além da qualidade da produção (vide reportagens do &lt;strong&gt;médico&lt;/strong&gt;, do&lt;strong&gt; bispo&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;família do coronel&lt;/strong&gt;), é preciso ter cuidado com a customização excessiva, as pesquisas, a partidarização. Podem me chamar de Poliana, mas, na minha opinião, a única forma de fortalecer a velha instituição – que vai continuar permeando as redes sociais, os celulares, os kindles e as lousas eletrônicas – é a recuperação do seu velho espírito: isenção, criticismo e análise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2732891381953136941?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2732891381953136941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/salvar-o-jornalismo-no-roda-viva-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2732891381953136941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2732891381953136941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/salvar-o-jornalismo-no-roda-viva-de.html' title='Salvar o Jornalismo'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SorpX-cpP_I/AAAAAAAAAFI/GRYBed0_OVo/s72-c/Gutenberg_2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-666406961343398440</id><published>2009-08-14T11:45:00.005-04:00</published><updated>2009-08-14T19:07:39.426-04:00</updated><title type='text'>Antifumo esbarra na Lei Psiu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoWHM0A1qhI/AAAAAAAAAFA/OXPC1_uXC3o/s1600-h/o_reizinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369846784899525138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoWHM0A1qhI/AAAAAAAAAFA/OXPC1_uXC3o/s400/o_reizinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;A &lt;strong&gt;lei antifumo&lt;/strong&gt; entrou em vigor no dia 7 de agosto em todo o Estado de SP. Nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, sete dias após o início, as determinações da lei antifumo começam a bater de encontro com uma outra lei da capital paulista, a &lt;strong&gt;lei Psiu&lt;/strong&gt;. (Daniela Paixão, UOL Notícias, 14/08).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Márcia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Daniela&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Janaína&lt;/strong&gt; (donas de bar, livraria e restaurante na região da Praça Roosevelt, com as quais conversei, ontem à noite): como vocês vêem, estou ficando lento – a imprensa chegou na frente. Mas a minha intenção, neste post, não era discutir o conflito entre as duas Leis, o seu mérito, as distorções (os bares não podem colocar cinzeiros na calçada) ou o acúmulo de restrições e a dificuldade de acesso à diversão e à cultura nas grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, com a lei Antifumo, ganharam: a saúde dos garçons, a gastronomia, os não-fumantes que bebem; perderam: os bares em geral, os fumantes e a autonomia dos proprietários desses estabelecimentos. Com a lei Psiu, foram beneficiados os moradores da Vila Madalena e do Leblon (principalmente); perderam os boêmios, os baladeiros, os piratas, os marinheiros, os artistas, as dançarinas, os cabarés e tudo o mais que canta o fado. Dá para harmonizar essa paisagem? – As pessoas dizem que sim. Que os fumantes farão silêncio, que os bares poderão colocar cinzeiros nas calçadas, que os fumódromos se integrarão às casas noturnas e bares para fumantes serão permitidos, como os de Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me intriga nessa questão é o desvio, o excesso, a unilateralidade, a presunção, toda essa &lt;em&gt;parentada &lt;/em&gt;do autoritarismo. Não é conversa de hippie. Quem enfrentou uma ditadura e foi obrigado e cruzar o oceano, em busca de outro horizonte, sabe disso. Muitos de nós, aliás, ainda estão por aí, em barcos separados – é a vida – mas meio esquecidos do que representa uma tempestade em alto mar. Sim, governar a sociedade atual é mais difícil. Não se navega sem piloto, de acordo. Mas, convenhamos: o assessor da subprefeitura que comandou as pesadas multas aplicadas aos bares, teatros, livraria e restaurantes da &lt;strong&gt;Praça Roosevelt&lt;/strong&gt;, no último final de semana, e depois comandou o pânico, na festa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gambiarra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, do Hotel Cambridge (onde a classe teatral costuma se divertir), exagerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as mudanças do trânsito no meu bairro, o Brooklin, há duas semanas, pela &lt;strong&gt;CET&lt;/strong&gt;, as novas regras &lt;strong&gt;não foram precedidas&lt;/strong&gt; por uma pesquisa das necessidades, características e condições de funcionamento dos estabelecimentos acima citados – e isso também me preocupa. Não dá para impor regras traçadas num gabinete sem considerar as variáveis citadas, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;experiência local&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sem consultar os interessados, enfim, sem &lt;strong&gt;participação&lt;/strong&gt;. A não ser no caso do&lt;strong&gt; reizinho&lt;/strong&gt; que ilustra este post, cujo pai, &lt;strong&gt;Otto Soglow&lt;/strong&gt;, morto em 1975, observou com fina ironia, no traço fácil que ilustrou jornais de todo o mundo, da década de 1940 até sua morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ilustração retirada do site &lt;a href="http://www.meguimaraes.com/subrosa/arquivo/cat_blog.html"&gt;www.meguimaraes.com/subrosa/arquivo/cat_blog.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-666406961343398440?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/666406961343398440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/antifumo-esbarra-na-lei-psiu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/666406961343398440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/666406961343398440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/antifumo-esbarra-na-lei-psiu.html' title='Antifumo esbarra na Lei Psiu'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoWHM0A1qhI/AAAAAAAAAFA/OXPC1_uXC3o/s72-c/o_reizinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8995891646854577323</id><published>2009-08-10T16:39:00.008-04:00</published><updated>2009-08-10T17:15:12.034-04:00</updated><title type='text'>Conteúdo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoCJHkpWW7I/AAAAAAAAAEw/XdgFmk41rGM/s1600-h/topin_1red.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368441519014828978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoCJHkpWW7I/AAAAAAAAAEw/XdgFmk41rGM/s400/topin_1red.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois da badalada estréia dos &lt;strong&gt;Parlapatões &lt;/strong&gt;na última sexta (7/08) e mesmo correndo o risco de ser chamado de &lt;em&gt;Senador&lt;/em&gt; por favorecer os amigos neste blog – mais concorrido que o do &lt;strong&gt;Abílio Diniz&lt;/strong&gt;, que começou hoje – ouso comemorar o aniversário de &lt;strong&gt;um outro escritor&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Jorge Amado&lt;/strong&gt; (10/08) indicando o novo álbum do&lt;strong&gt; Spacca&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jubiabá&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que a Cia das Letras lança nesta quinta-feira, às sete da noite, na livraria HQMIX , justamente ao lado dos &lt;strong&gt;Satyros&lt;/strong&gt; e dos &lt;strong&gt;Parlapatões&lt;/strong&gt;, na Praça Roosevelt&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; - Quem sabe o livro não vai parar no supermercado? - Mudando de tema, bons tempos aqueles, em que artistas como &lt;strong&gt;Jorge &lt;/strong&gt;podiam ter esperança, mesmo traçando o perfil de uma sociedade injusta e desigual. Hoje, tenho que fazer força para vencer o cinismo, o que só agravaria a barbárie. Tento compensar cenas como as que foram mostradas no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Repórter Record &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;ontem (9) – nada parecidas com o argumento de &lt;em&gt;Jubiabá&lt;/em&gt; e semelhantes só na forma ao &lt;em&gt;Notícias de uma Guerra Particular&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;João Moreira Salles&lt;/strong&gt; – com a peça dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;parlapas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o álbum do &lt;strong&gt;Spacca&lt;/strong&gt;, o filme da &lt;strong&gt;Taciana &lt;/strong&gt;e do &lt;strong&gt;Arnaldo Antunes&lt;/strong&gt; ( &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1bklffwG1MQ"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1bklffwG1MQ&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;) e o sonho de &lt;strong&gt;Marina Silva&lt;/strong&gt; candidata, inspirado pelo bom programa de &lt;strong&gt;Cristiana Lobo&lt;/strong&gt; deste último sábado (8) na Globonews. Além, é claro, do novo espetáculo da trupe dos &lt;strong&gt;Pederneiras,&lt;/strong&gt; um patrocínio à prova de CPI. Tudo gente de verdade, que tive o privilégio de ver e ouvir, em conversa ou entrevista, em tempos recentes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8995891646854577323?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8995891646854577323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/conteudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8995891646854577323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8995891646854577323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/conteudo.html' title='Conteúdo'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SoCJHkpWW7I/AAAAAAAAAEw/XdgFmk41rGM/s72-c/topin_1red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-395181526931437061</id><published>2009-08-07T08:42:00.009-04:00</published><updated>2009-08-10T16:39:36.607-04:00</updated><title type='text'>Hoje não tem Senado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sn3ItS6LkHI/AAAAAAAAAEg/C3vSsNfqVos/s1600-h/foto2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367667011391033458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sn3ItS6LkHI/AAAAAAAAAEg/C3vSsNfqVos/s400/foto2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Snwjr7TDCjI/AAAAAAAAAEY/gimftOePdf8/s1600-h/File0016.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem o Senado (você sabe que o fim de semana, em Brasília, tem quatro dias), a sugestão de hoje – para quem está ou vem a São Paulo – é ver a estréia dos Parlapatões (os autênticos) que, pelo menos, são profissionais. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Papa e a Bruxa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com direção de Hugo Possolo, promete, embora o autor garanta que não se discute a fé de ninguém, mas sim o que se faz com ela. Esteban Hernandez e a bispa Sônia - de volta ao país - não deixam dúvidas a respeito. A comédia é de Dario Fo, traduzida por Luca Baldovino e começa às 21 horas, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, 158. No elenco, a antiga trupe dos &lt;em&gt;parlapas&lt;/em&gt; (Henrique Stroeter, Raul Barreto), mais:Carmo Murano, Fabek Capreri, Alexandre Bamba, Fernanda Cunha, Hélio Pottes, Guilherme Tomé e Rodrigo &lt;strong&gt;Bella Dona,&lt;/strong&gt; que não se parece com o que o nome indica, mas lembra o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;cura de aldeia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que acredita em Hugo Tognazzi no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Amici Miei-1&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Mauro Monicelli, quando os amigos convencem fiéis de que a igreja local será demolida para dar lugar a uma nova &lt;em&gt;carretera.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obs. &lt;em&gt;Espero que os parlapas não se ofendam comigo, como os pizzaiolos naquele episódio em que o presidente Lula os comparou aos congressistas&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-395181526931437061?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/395181526931437061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/hoje-nao-tem-senado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/395181526931437061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/395181526931437061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/hoje-nao-tem-senado.html' title='Hoje não tem Senado'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sn3ItS6LkHI/AAAAAAAAAEg/C3vSsNfqVos/s72-c/foto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5132603333390949209</id><published>2009-08-05T16:34:00.008-04:00</published><updated>2009-08-05T18:24:56.369-04:00</updated><title type='text'>Folha do Estadão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnoGJQxP_pI/AAAAAAAAAEQ/MjW9GNhgzOM/s1600-h/Clovis.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366608662155493010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 339px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnoGJQxP_pI/AAAAAAAAAEQ/MjW9GNhgzOM/s400/Clovis.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366608353795806914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 322px; CURSOR: hand; HEIGHT: 370px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnoF3UCklsI/AAAAAAAAAEI/UlSuy8Ubis4/s400/File0011.JPG" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Snny3qViTRI/AAAAAAAAAEA/goI1e6lEpEw/s1600-h/clovis+sarney.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A foto de &lt;strong&gt;Celso Jr&lt;/strong&gt;, da Agência Estado, na capa do Estadão de ontem, faria &lt;strong&gt;Roland Barthes&lt;/strong&gt; (1915-1980) cantarolar no chuveiro: &lt;strong&gt;Sarney&lt;/strong&gt; e um de seus atuais acólitos e ex-inimigos mortais, &lt;strong&gt;Fernando Collor, &lt;/strong&gt;falam mais do que nós profissionais do texto, conseguiríamos, sobre a nuvem negra que paira sobre nossas cabeças há várias semanas. Não podemos nos esquecer desses fatos nas &lt;strong&gt;eleições de 2010&lt;/strong&gt;. Na reputação do PT, coitado, o rombo pode ser pior que o do &lt;em&gt;Mensalão&lt;/em&gt;. Por enquanto, a nossa vingança dessa crise é que nos &lt;em&gt;kindles &lt;/em&gt;de História do futuro próximo, &lt;strong&gt;Sarney &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Roberto Jefferson&lt;/strong&gt;, farão companhia um ao outro, na mesma linha (como aqui). Já a &lt;strong&gt;foto do Estadão&lt;/strong&gt; de ontem (04) e o artigo de &lt;strong&gt;Clovis Rossi&lt;/strong&gt; na Folha de hoje (05) merecem andar juntos. Como esse casamento era impossível, o faço aqui, para ver como um ficaria ao lado do outro. E para não ficar só no elogio à nobre senhora, por que a Globo não revelou, em seu noticiário de hoje (05) a marca da “indústria automotiva” invadida há pouco por uma tropa de choque, na Coréia do Sul, para acabar com uma ocupação dos operários que já durava 40 dias, decorrente de um protesto contra demissões? – Teria alguma coisa a ver com a campanha do Kia-Soul veiculada no horário nobre da emissora há alguns dias? – Não creio. Departamentos comercial e redação, nos grandes veículos, funcionam separadamente, justamente para evitar esse tipo de confusão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5132603333390949209?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5132603333390949209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/folha-do-estado-de-sp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5132603333390949209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5132603333390949209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/08/folha-do-estado-de-sp.html' title='Folha do Estadão'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnoGJQxP_pI/AAAAAAAAAEQ/MjW9GNhgzOM/s72-c/Clovis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2451910806574182021</id><published>2009-07-31T17:28:00.004-04:00</published><updated>2009-08-01T08:27:04.240-04:00</updated><title type='text'>Resiliência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnNj9OdiAyI/AAAAAAAAADg/tiSd1BGOqUo/s1600-h/resili%C3%AAncia"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364741484633522978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnNj9OdiAyI/AAAAAAAAADg/tiSd1BGOqUo/s400/resili%C3%AAncia" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vinte empresas foram multadas pelo PROCON-SP ontem (30) por descumprir as &lt;em&gt;novas regras do telemarketing&lt;/em&gt; que exigem o atendimento do cliente em menos de um minuto (Decreto 6.523). Três sofreram as maiores punições e tiveram suas marcas reveladas pela grande imprensa (FSP, OG, OESP, Joven Pan-SP). As verificações do Procon ocorreram nos meses de dezembro de 2008 – quando as novas normas entraram em vigor – e em março deste ano. Uma das três empresas disse que vai recorrer da punição, a outra estuda fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira reação foi comemorar em silêncio: há dois dias, liguei para um fabricante de eletrodomésticos (minha TV, recém-adquirida, apresentou defeito) e fui atendido em menos de 10 segundos: a resposta da opção 4, &lt;em&gt;Reclamações&lt;/em&gt;, foi de que eu acionara um &lt;em&gt;número inválido&lt;/em&gt;. Ontem, liguei para uma companhia aérea, para trocar milhas por uma passagem. Fui atendido em menos de 20 segundos, mas passei por seis instâncias e esperei sete minutos para falar com a operadora. Infelizmente, ser atendido em menos de um minuto não garante um bom atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente, a punição às empresas apontadas pela mídia representa um dano de imagem a marcas que, em face desse desgaste, se esforçariam para melhorar a sua conduta. Teoricamente. Das três empresas que receberam as maiores punições do PROCON, uma é líder no ranking de qualidade no atendimento da agência reguladora de sua atividade, que considera, além do tempo de resposta, indicadores mais precisos e mais abrangentes. A outra – que não está mal posicionada nesse mesmo ranking – veicula, neste momento, por meio de campanha de massa, uma das promoções mais atrativas que se tem notícia, nesse mercado. A terceira é tida como a melhor (ou a menos ruim) no seu setor de atividade e patrocina - como gente grande - a modalidade esportiva da qual o país mais necessita de apoio e investimento, o Atletismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos três casos, a forte resiliência das marcas apontadas como as vilãs de uma regulamentação pouco efetiva e nada eficaz se não anulou, pelo menos atenuou significativamente o impacto das punições. Prova de que, no choque do investimento sustentado na imagem de marca com uma ação apoiada no &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt; da denúncia pela denúncia (sem um exame mais criterioso de seus  motivos), esta segunda força se destrói. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2451910806574182021?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2451910806574182021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/resiliencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2451910806574182021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2451910806574182021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/resiliencia.html' title='Resiliência'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SnNj9OdiAyI/AAAAAAAAADg/tiSd1BGOqUo/s72-c/resili%C3%AAncia' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-7224098506766631201</id><published>2009-07-30T09:36:00.004-04:00</published><updated>2009-07-30T09:48:27.764-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais lenha para a discussão (vide post 01/07 &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quem Patrocina a Seleção?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Folha de S.Paulo, 30 de julho de 2009 - página D5&lt;br /&gt;JUCA KFOURI&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deixem Jesus em paz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: "Você não tem cultura para se dizer ateu", sentenciou. Confesso que fiquei meio sem entender. Até que, nem faz muito tempo, pude ler "Em que Creem os que Não Creem", uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu. Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso. Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo. Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito. Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes, como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora, há limites para tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora bolas! Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante. Não mesmo é à toa que Deus prefere os ateus...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-7224098506766631201?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/7224098506766631201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/mais-lenha-para-discussao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7224098506766631201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/7224098506766631201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/mais-lenha-para-discussao.html' title=''/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-5120123200902552633</id><published>2009-07-26T16:45:00.005-04:00</published><updated>2009-07-27T18:23:53.319-04:00</updated><title type='text'>Teorema de Waack</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmzEaKi7G8I/AAAAAAAAADY/plovrIWsNSo/s1600-h/rodin.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362877210077895618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmzEaKi7G8I/AAAAAAAAADY/plovrIWsNSo/s400/rodin.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O médico do piloto &lt;strong&gt;Felipe Massa&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Dino Altmann&lt;/strong&gt;, afirmou, na manhã deste domingo (26), que segundo o neurologista que trata do caso do brasileiro, houve uma melhora no quadro de saúde do piloto. "Ele tem um pouco de afundamento do osso, mas &lt;strong&gt;não tem lesão no tecido nervoso&lt;/strong&gt; do cérebro. &lt;strong&gt;O olho não foi afetado&lt;/strong&gt;. O osso que envolve o olho, que a gente chama de órbita ocular, teve uma fratura. Isso faz parte da lesão que ele teve, mas isso não deve trazer nenhum problema para a visão. É uma situação grave, mas &lt;strong&gt;risco&lt;/strong&gt; iminente &lt;strong&gt;de morte&lt;/strong&gt;, na minha opinião, &lt;strong&gt;não existe&lt;/strong&gt;", disse (Uol, 26/07, 9h01). Uma vez que o moço está &lt;strong&gt;fora de perigo&lt;/strong&gt;, podemos conversar sobre a &lt;strong&gt;cobertura da TV Globo&lt;/strong&gt;, neste fim de semana de &lt;strong&gt;poucas notícias&lt;/strong&gt; nas redações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom dramático da matéria de abertura do Jornal Nacional de ontem (25) sedimentou a &lt;strong&gt;chamada &lt;/strong&gt;no estilo&lt;strong&gt; &lt;em&gt;Aqui, Agora&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do melhor âncora da TV brasileira, &lt;strong&gt;William Waack&lt;/strong&gt; (prêmio &lt;em&gt;Comunique-se&lt;/em&gt; 2009), por volta das 19h30 daquela mesma data: o jornalista &lt;em&gt;&lt;strong&gt;escondeu &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;o adjetivo &lt;strong&gt;induzido&lt;/strong&gt; por trás do &lt;strong&gt;coma&lt;/strong&gt; do piloto. Foi para garantir mais alguns pontos de Ibope ao maior jornal da tevê brasileira ou por alguma outra razão? - O que deu em você, Waack? perguntei-me, na mesma hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Na abertura do JN, &lt;strong&gt;Carla Vilhena&lt;/strong&gt; pareceu tentar compensar a derrapagem: ela destacou a palavra &lt;strong&gt;induzido&lt;/strong&gt; ao falar do &lt;strong&gt;coma&lt;/strong&gt; de Massa, ao contrário do parceiro, momentos antes. Já a matéria da repórter &lt;strong&gt;Mariana Becker&lt;/strong&gt; foi para o ar &lt;strong&gt;do jeito que deu&lt;/strong&gt;: “Felipe Massa sai reto da curva, bate na barreira de pneus e não mexe mais a cabeça. Desacordado, não muda de direção. A pista é rastreada pelos fiscais. A espera por notícias de um dos pilotos mais populares da fórmula um pára o treino, cala o autódromo. A busca de informações começa entre as equipes. Os companheiros dele, o irmão, Edu, estão suspensos numa expectativa assustadora. Ele é atendido na pista, coberto por lençóis e levado ao Centro Médico”. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Praticamente um enterro&lt;/em&gt;,&lt;/strong&gt; ironizou um sobrinho (engenheiro) que assistia ao noticiário ao meu lado, &lt;strong&gt;certo de que a situação não era tão dramática&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube a &lt;strong&gt;Galvão Bueno&lt;/strong&gt;, tão criticado, o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;solo da gafieira&lt;/em&gt;,&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;terceira reportagem&lt;/strong&gt; da edição sobre o assunto (a segunda foi &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Viagem da Família para a Hungria&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que terminou com um close da esposa do piloto, Rafaela, pedindo orações às pessoas que tem fé). Na qualidade de uma das sete pessoas que tiveram acesso centro cirúrgico, &lt;strong&gt;Galvão falou&lt;/strong&gt;: “&lt;strong&gt;É bom que se explique isso, que o coma induzido não tem nada a ver com estado de coma&lt;/strong&gt;. É muito sedativo para que ele descanse ao máximo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recuso a discutir, neste espaço, o entusiasmo da repórter (ela fazia uma cobertura esportiva), mas o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teorema de Waack&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; me chamou a atenção: - Afinal, foi um deslize do profissional de alta envergadura (com fama de elitista) que trabalha num veículo de massa, ou uma falha da emissora, cada vez mais ameaçada pela concorrência, nessa arena em que o &lt;strong&gt;Pedro Bial&lt;/strong&gt; é disputado a peso de ouro com a TV do &lt;strong&gt;Sílvio Santos&lt;/strong&gt;? A explicação de &lt;strong&gt;William&lt;/strong&gt;, na passagem para &lt;strong&gt;Galvão,&lt;/strong&gt; não me ajudou a elucidar o enigma: "Fiquei &lt;strong&gt;&lt;em&gt;gelado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ao saber da notícia, lembrando a morte de Aírton, mas agora, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;graças a Deus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;uma coisa parece não ter nada a ver com a outra&lt;/strong&gt;", explicou o âncora.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-5120123200902552633?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/5120123200902552633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/teorema-de-waack.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5120123200902552633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/5120123200902552633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/teorema-de-waack.html' title='Teorema de Waack'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmzEaKi7G8I/AAAAAAAAADY/plovrIWsNSo/s72-c/rodin.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1334331377916395677</id><published>2009-07-24T10:56:00.007-04:00</published><updated>2009-07-24T15:14:38.502-04:00</updated><title type='text'>De Zelaya a Caetano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmnN5BSMSdI/AAAAAAAAADQ/Tedu7U4O17A/s1600-h/bailarina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362043210842261970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmnN5BSMSdI/AAAAAAAAADQ/Tedu7U4O17A/s400/bailarina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que a imprensa nos trouxe de mais importante nesta semana? – As falcatruas da família Sarney? – A luta de Zelaya para voltar ao poder? – As novas explicações de Temporão para o descontrole da Gripe Suína? – O risco eleitoral que o Celso Ming queria ver na ata do Copom, ou o menor nível de desemprego do ano? – Para alguns, a troca de farpas entre Hillary Clinton e Pyongyong foi mais instrutiva, em outros corações, a desmontagem do Corinthians calou fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, porém, se as faculdades de Jornalismo ainda existissem, a &lt;strong&gt;peça de estudo&lt;/strong&gt; da semana seria a entrevista de &lt;strong&gt;Caetano &lt;/strong&gt;Veloso &lt;strong&gt;à Folha&lt;/strong&gt; de S. Paulo, na &lt;em&gt;Ilustrada&lt;/em&gt; desta quarta-feira (22), exemplo do que o jornalismo ainda pode produzir. Um amigo (jornalista) comentou: “Guardei para ler à noite por saber que quando ele fala, &lt;strong&gt;sempre se aproveita&lt;/strong&gt; alguma coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ter &lt;strong&gt;envelhecido junto&lt;/strong&gt; (bem), a nossa geração &lt;strong&gt;se reconhece&lt;/strong&gt; no artista: “Tenho saudade da &lt;strong&gt;alegria física&lt;/strong&gt; da juventude, da elasticidade do corpo, do jato forte da urina, das ereções firmes” (leituras de Phillip Roth); “Passei a ser &lt;strong&gt;programaticamente antirreligioso&lt;/strong&gt; porque ser antirreligioso me parecia uma &lt;strong&gt;repressão da religiosidade&lt;/strong&gt;”; “Disse a Gil que ele seria no máximo &lt;strong&gt;um Lula do Lula&lt;/strong&gt;” – Onde mais se leria essas frases?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem trechos de &lt;em&gt;notícias de guerra&lt;/em&gt;, para forçar a comparação: “Micheletti é &lt;strong&gt;um gorila&lt;/strong&gt; que cometeu &lt;strong&gt;assassinatos&lt;/strong&gt;, violação de direitos humanos e &lt;strong&gt;traição&lt;/strong&gt;”; “O &lt;strong&gt;toque de recolher&lt;/strong&gt; não provocou danos porque a atividade produtiva funciona de dia”. Ou: “Só podemos considerar a sra. Clinton como uma &lt;strong&gt;dama engraçada&lt;/strong&gt; que às vezes parece uma aluna no ensino básico, outras, uma aposentada indo às compras”. Ou, ainda: “Alguns dos presos confessaram trabalhar para &lt;strong&gt;inimigos estrangeiros&lt;/strong&gt; com o objetivo de &lt;strong&gt;desestabilizar o Irã&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;cuidadosa edição&lt;/strong&gt; da entrevista de Caetano Veloso, &lt;em&gt;no fio da navalha&lt;/em&gt;, e detalhes como o precioso título, “&lt;strong&gt;Caetano estrila&lt;/strong&gt;” (estrela?) sobre o rosto congestionado do artista, ou o registro discreto “nesta entrevista que ele &lt;strong&gt;preferiu fazer por e-mail&lt;/strong&gt;” não esconderam a origem do evento, no jornal que &lt;strong&gt;não resiste à polêmica&lt;/strong&gt;. Além do marketing da &lt;em&gt;mosca que nasceu pra lhe abusar&lt;/em&gt;, transpareceu a gostosa nostalgia dos Comentários da Semana, de Machadão, no Diário do Rio de Janeiro (1861), das polêmicas de Pessoa e Sá Carneiro na Lisboa do começo do século e das crônicas de Carlinhos Oliveira no Diário Carioca e JB dos 60 a 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importam a &lt;em&gt;Lei Rouanet&lt;/em&gt; , as rabugices do artista ou a independência eventualmente demagógica da Folha: &lt;strong&gt;o conteúdo&lt;/strong&gt;, como se diz hoje em dia, &lt;strong&gt;vale o seu tempo&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1334331377916395677?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1334331377916395677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/de-zelaya-caetano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1334331377916395677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1334331377916395677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/de-zelaya-caetano.html' title='De Zelaya a Caetano'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmnN5BSMSdI/AAAAAAAAADQ/Tedu7U4O17A/s72-c/bailarina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-2256579870889388785</id><published>2009-07-21T19:03:00.004-04:00</published><updated>2009-07-21T19:36:31.261-04:00</updated><title type='text'>O risco eleitoral e o deus Mercado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmZPapRnVQI/AAAAAAAAACo/H_rVmjgbQrw/s1600-h/o+deus+mercado.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361059725606081794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmZPapRnVQI/AAAAAAAAACo/H_rVmjgbQrw/s400/o+deus+mercado.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se o &lt;strong&gt;Celso Ming&lt;/strong&gt; não fosse competente, não resistiria a tantos anos na vitrine do colunismo econômico brasileiro. No entanto, permito-me fazer algumas observações sobre o seu artigo de hoje (22) no Estadão, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Risco Eleitoral&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sobre a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;precificação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, pelo &lt;strong&gt;deus Mercado,&lt;/strong&gt; da eleição de &lt;strong&gt;qualquer um dos dois&lt;/strong&gt; principais candidatos à presidência da República em 2010, a ministra &lt;strong&gt;Dilma&lt;/strong&gt; ou o governador &lt;strong&gt;Serra&lt;/strong&gt; tidos, ambos, como &lt;strong&gt;antípodas&lt;/strong&gt; da política econômica conduzida pelo atual presidente do BC, &lt;strong&gt;Henrique Meirelles&lt;/strong&gt;: afinal, &lt;strong&gt;os juros futuros estão subindo!&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duas páginas de distância do artigo de Ming – e é isso o que me dá saudades do jornalismo impresso – o mesmo Estadão informou a queda de R$ 56,4 bi na arrecadação do governo, &lt;strong&gt;sem a devida contrapartida&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;cortes no orçamento&lt;/strong&gt; deste ano, ao contrário do que imaginava o ministro do Planejamento, &lt;strong&gt;Paulo Bernardo&lt;/strong&gt;, recheado de boas intenções. Afinal, estamos às vésperas da eleição, a inflação está sob controle, os juros estão caindo, o real se apreciando e até os Estados Unidos – a maior economia do mundo – opõe, com discreto recato, o velho &lt;strong&gt;Keynes&lt;/strong&gt; ao velho &lt;strong&gt;Adam Smith&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa que não se pode atribuir unicamente ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;desenvolvimentismo&lt;/em&gt; de Dilma&lt;/strong&gt; ou à &lt;strong&gt;&lt;em&gt;independência&lt;/em&gt; de Serra&lt;/strong&gt; – e muito menos, à &lt;strong&gt;saída de Meirelles&lt;/strong&gt; do BC (prevista para daqui a alguns meses) – a expectativa de juros futuros elevados. Isso é uma aposta dos operadores que pode incluir, entre outras variáveis, uma avaliação &lt;strong&gt;excessivamente otimista&lt;/strong&gt; do mercado interno ou uma análise muito &lt;strong&gt;pessimista&lt;/strong&gt; do mercado externo. Além, é claro, do principal ingrediente de sua atividade, que é a especulação pura e simples. Afinal, todo mundo acredita (até os bancos) que a SELIC vai se manter em torno de 8,5% até o fim do ano, podendo voltar aos dois dígitos somente lá pelo segundo semestre do próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me chamou atenção no artigo do Ming não foi a tese e sim o corolário, no qual o articulista, meio bravo,recomendou aos dois pré-candidatos que exponham, desde já, seus planos (teses econômicas), para evitar que as expectativas se deteriorem no curto prazo. Pôxa, Celso, &lt;strong&gt;será que o Deus Mercado é assim tão poderoso&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-2256579870889388785?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/2256579870889388785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-risco-eleitoral-e-o-deus-mercado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2256579870889388785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/2256579870889388785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-risco-eleitoral-e-o-deus-mercado.html' title='O risco eleitoral e o deus Mercado'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmZPapRnVQI/AAAAAAAAACo/H_rVmjgbQrw/s72-c/o+deus+mercado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-8476141190156090484</id><published>2009-07-18T19:54:00.003-04:00</published><updated>2009-07-20T17:43:01.793-04:00</updated><title type='text'>Pandemia e (DES)Informação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmJhFJpF_vI/AAAAAAAAACg/FEeU4eRo0bY/s1600-h/capa+the+economist.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359953247639830258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 377px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmJhFJpF_vI/AAAAAAAAACg/FEeU4eRo0bY/s400/capa+the+economist.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estamos no país do &lt;strong&gt;Paulo Duque&lt;/strong&gt;, Renan, Sarney e seus parentes (nossos funcionários), mas a pandemia do&lt;strong&gt; H1N1&lt;/strong&gt; também merece atenção. Há apenas dois dias, o governo admitiu a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;transmissão sustentada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da gripe suína no Brasil. Há &lt;strong&gt;dois meses e 15 dias&lt;/strong&gt;, a revista de Economia e Negócios aí acima alertava que a pandemia estava &lt;strong&gt;fora de controle&lt;/strong&gt;. A matéria sustentava que o vírus da Gripe Suína é o mesmo da pandemia global de &lt;em&gt;Influenza&lt;/em&gt; de 1968 e do surto apelidado de Gripe do Frango que emergiu em Hong Kong, em 1997. Recomendava que as autoridades sanitárias do hemisfério sul não esperassem o inverno para desenvolver, fabricar e distribuir a vacina contra a doença. &lt;strong&gt;No pé deste post&lt;/strong&gt;, reproduzo a notícia publicada &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt; pelo Uol: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vacina, só em 2010&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou discutindo a pandemia. Recomendar é fácil. O que nos interessa, neste blog, é a informação. A &lt;strong&gt;transparência &lt;/strong&gt;ou a &lt;strong&gt;falta de transparência&lt;/strong&gt; de quem tinha a responsabilidade de informar a sociedade brasileira a respeito. Competência ou falta de competência da imprensa em lidar com o assunto. Não acompanhei de perto – confesso – essa cobertura. Mas também não vi, nem de longe, o JN ou &lt;em&gt;a capa da Veja&lt;/em&gt; falarem com algum pesquisador brasileiro a respeito. Não faltaram médicos respeitáveis de hospitais de marcas respeitáveis aconselhando &lt;em&gt;primeiras medidas&lt;/em&gt; na TV. Muito menos, coletivas do ministro Temporão tranquilizando a &lt;em&gt;patuléia&lt;/em&gt; (a expressão é do Gáspari).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, além da minha própria &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gripe Suína&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, numa das 8 frentes frias que varreram o Estado, nos últimos dois meses (os plantonistas atarefados do Hospital São Luís preferiram não investigar porque não tínhamos viajado ao exterior) e do executivo norte-americano para o qual servi de intérprete numa farmácia da Av. Luis Carlos Berrini (ele queria a&lt;em&gt; melhor vitamina C do país, &lt;/em&gt;recomendei uma norte-americana), uma amiga que esteve com o filho na clínica Sabará revelou o comentário da pediatra do garoto: “O MS nos orientou a notificar apenas &lt;strong&gt;os casos abaixo de 2 anos e acima dos 60&lt;/strong&gt;”: imagino que entre médicos, ordens são para ser cumpridas.&lt;br /&gt;Estive na inauguração da nova ala do Albert Einstein, em S.Paulo (23/06) quando a imprensa quase atropelou o ministro em busca de um sinal do governo sobre a endemia do H1N1 que alcançava um nível crítico, &lt;strong&gt;no Chile e na Argentina.&lt;/strong&gt; Ele recomendou o cancelamento de viagens aos dois países, o que causou um mal estar com as nações amigas, mas garantiu, uma vez mais, que no Brasil, as coisas seriam diferentes. &lt;strong&gt;Alguma diferença à vista?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UOL 18/07/2009 - 14h43&lt;br /&gt;Vacina contra gripe suína só vai ser produzida no Brasil em 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da Redação*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vacina para combater a influenza A (H1N1) - gripe suína - no Brasil só será produzida pela Instituto Butantan a partir de 2010. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, negou que a ausência de uma vacina ainda para este ano se deva ao fato de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter enviado a cepa do vírus ao Butantan.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre os comentários: Teresinha, acho que a sua informação, no primeiro ítem, bate com a minha. E, na minha opinião, o alerta do MS foi tardio. Aliás, aquele pesquisador seu amigo da USP cujo nome me escapa já previu o que está acontecendo há mais de um ano, quando estudou a gripe do frango, lembra? - Quanto à ação da mídia está na raiz do meu comentário. Zé Arnaldo: alguns colegas pensam que  as redações não deram a devida atenção ao fato por falta de estrutura. Outros sugerem uma sintonia com o governo para evitar o pânico. Desde sábado, o Uol vem acompanhando o assunto de perto. Ontem, a Folha publicou chamada de capa e hoje os noticiários televisivos devem ocupar o vácuo das revistas deste fim de semana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-8476141190156090484?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/8476141190156090484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/pandemia-e-desinformacao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8476141190156090484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/8476141190156090484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/pandemia-e-desinformacao.html' title='Pandemia e (DES)Informação'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SmJhFJpF_vI/AAAAAAAAACg/FEeU4eRo0bY/s72-c/capa+the+economist.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3988460369610742304</id><published>2009-07-16T17:39:00.008-04:00</published><updated>2009-07-17T09:56:10.999-04:00</updated><title type='text'>Aconteceu? - Virou manchete.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sl-gk_igX0I/AAAAAAAAACY/jc4L7DJU-g8/s1600-h/manchete+cmiranda.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359178638986075970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sl-gk_igX0I/AAAAAAAAACY/jc4L7DJU-g8/s400/manchete+cmiranda.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O marketing viral – que os guerrilheiros chamam de &lt;em&gt;viralzinho&lt;/em&gt; – às vezes se confunde com a guerrilha. Vejamos: um piloto de corrida vai jantar com seu carro de competição numa rua de restaurantes famosos. O manobrista (mecânico disfarçado) recolhe o veículo, a imprensa registra o fato e o &lt;em&gt;retorno&lt;/em&gt; ao patrocinador está garantido. Cena 2: todo mundo que viu o moço passar pilotando aquele out-door ambulante&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;vai comentar o fato com o vizinho. Você &lt;em&gt;agrediu&lt;/em&gt; o consumidor em seu habitat, provocou surpresa e também o obrigou a sair falando da sua marca por aí. O que aconteceu nesse caso? –Guerrilha, viral ou ambos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém que desenvolve alguma atividade criativa gosta de rótulos, mas falando de conceitos, o que me interessa é o ponto em que a marca vira notícia ou vice-versa, para tentar descobrir até onde o leitor-espectador-ouvinte-internauta&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;percebe, admite, aprecia ou se cansa dessas práticas. Aí pode estar a chave que os meios de comunicação tentam decifrar – imprensa, inclusive – antes que a morte os separe do grande público. A essa esfinge devemos o recente tom mais coloquial do Bonner, o blog da Petrobras (e o recém-criado blog CPI da Petrobras), o novo Projeto Folhas e a campanha das moscas da Folha (e, claro, muito mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exageros e juízos morais à parte, a Exame desta quinzena trouxe matéria sobre um vestível (tênis com chip) com amplo espaço à marca que pensou nisso primeiro. Quantos de nós vamos comprar um tênis com um microchip pregado no calcanhar é outra história. Na Coréia e no Japão, o celular com bafômetro rendeu páginas de “retorno”. No (meu) tempo das estratégias de Comunicação, criar uma promoção ou um produto com o único fito de chamar a atenção da imprensa era quase uma conspiração contra essa sólida instituição democrática. Hoje, isso virou baboseira. Interessa? – Virou Manchete. Mudou a mídia ou mudamos todos nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando tudo isso - a guerrilha, o viral, o merchandising até no cinema, as casas de espetáculos e as rádios-marcas, as TVs do grande varejo, monitores de elevador, a persuação inconsciente etc, me ocorreu perguntar: - Alguém aí quer patrocinar uma conversa densa que pretendo ter com a minha mulher ainda esta noite? (ela tem um monte de amigas e está no Conselho do nosso condomínio, que tem assembléia marcada na semana que vem). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3988460369610742304?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3988460369610742304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/aconteceu-virou-manchete.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3988460369610742304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3988460369610742304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/aconteceu-virou-manchete.html' title='Aconteceu? - Virou manchete.'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sl-gk_igX0I/AAAAAAAAACY/jc4L7DJU-g8/s72-c/manchete+cmiranda.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-1422562409582517963</id><published>2009-07-13T15:33:00.006-04:00</published><updated>2009-07-13T16:36:10.034-04:00</updated><title type='text'>Queimadas - Sugestão de Suíte</title><content type='html'>13/07/2009 - 08h26&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lavrador morre carbonizado em canavial em Pontal (SP)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Juliana Coissi, da &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo&lt;/strong&gt;, em Ribeirão Preto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador rural &lt;strong&gt;Sidnei dos Santos&lt;/strong&gt;, 40, foi encontrado morto carbonizado na Fazenda São Pedro, pertencente à Usina Bela Vista, em Pontal (351 km de SP). A vítima pertencia a uma equipe de funcionários da empresa que ateava fogo ao canavial na sexta (10) à noite. O Ministério do Trabalho e a Polícia Civil irão investigar as causas da morte.&lt;br /&gt;Santos era responsável pela equipe de queima que ateava fogo em parte da plantação naquela noite. De acordo com informações da Polícia Militar, Santos entrou no canavial próximo à meia-noite. Os amigos deram por sua falta e começaram a procurá-lo. Algumas horas depois, ele foi localizado já carbonizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de perícia da Polícia Civil esteve no local. O corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de Ribeirão Preto. Santos, que era casado e tinha uma filha, foi enterrado anteontem em Pontal. O gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego, Paulo Cristino da Silva, disse que o órgão irá investigar se a morte ocorreu por inexperiência ou se houve falhas na segurança do trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa notícia também foi transmitida hoje pela &lt;strong&gt;Globonews&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;G1&lt;/strong&gt; (Agestado), sem grande destaque (&lt;strong&gt;o tema do dia é Sarney e a governabilidade&lt;/strong&gt;). Mesmo assim, fiquei interessado na suíte: será que a Única vai ser ouvida? Há poucos dias, um produtor rural da região admitiu, em conversa reservada, saber que a produtividade da colheita mecânica é 30% maior. "Mas não há dinheiro para investir", queixou-se. E disse que, pelo menos em São Paulo, as queimadas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;estão com os dias contados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Minha pergunta é: -Quantos?&lt;/strong&gt; - No último acordo firmado pelo Estado com os produtores paulistas para reduzir gradualmente as queimadas, o governador Serra afirmou que, na prática, o acordo abreviou o &lt;strong&gt;prazo legal&lt;/strong&gt; do fim das queimadas, &lt;strong&gt;de 2021&lt;/strong&gt; para &lt;strong&gt;2014&lt;/strong&gt;. Abaixo, uma outra notícia, publicada pelo Estadão em 1/07/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mecanização na colheita&lt;/strong&gt; atingiu, entre abril e maio, &lt;strong&gt;62% no Centro-Sul&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) aponta que, entre abril e maio, os dois primeiros meses da safra 2009/2010, a colheita mecânica foi feita em 62% da área de cana no Centro-Sul e &lt;strong&gt;67% da área paulista&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;No mesmo período da safra passada, a colheita mecânica atingiu 53% no Centro-Sul e 57% em São Paulo&lt;/strong&gt;, maior Estado produtor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço da colheita mecânica &lt;strong&gt;não significa&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;que a queima da palha da cana-de-açúcar tenha recuado&lt;/strong&gt; na mesma proporção. Os dados do CTC mostram que 49% das áreas colhidas em São Paulo eram de cana crua, ante 47% em igual período do ano passado.  O gerente-geral de Produtos do CTC, &lt;strong&gt;Luiz Antonio Dias Paes&lt;/strong&gt;, explica que a existência de muitos equipamentos antigos nas propriedades leva à necessidade de queima antes de iniciar a colheita mecânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para &lt;em&gt;puxar a orelha&lt;/em&gt; do meu competente amigo, &lt;strong&gt;Ricardo Boechat&lt;/strong&gt;, por ter promovido o tabaco em sua coluna na Isto É desta semana, enquanto a ministra &lt;strong&gt;Marina Silva&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;descia o pau&lt;/strong&gt; no produto (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dupla Prevenção&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, FSP, hoje, 13/07)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-1422562409582517963?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/1422562409582517963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/queimadas-sugestao-de-suite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1422562409582517963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/1422562409582517963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/queimadas-sugestao-de-suite.html' title='Queimadas - Sugestão de Suíte'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-120949516461004520</id><published>2009-07-11T19:23:00.011-04:00</published><updated>2009-07-18T15:11:02.325-04:00</updated><title type='text'>O corpo e a mídia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SlknY_qylbI/AAAAAAAAACQ/zz6lXZ_2UiU/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357356542095168946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 351px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SlknY_qylbI/AAAAAAAAACQ/zz6lXZ_2UiU/s400/Digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;André&lt;/strong&gt;, você que está em férias e gosta do &lt;strong&gt;Tutty (&lt;/strong&gt;desculpe os rabiscos), veja que boa coluna, publicada no Estadão no último dia 9, um dia depois que &lt;strong&gt;"a imprensa" perdeu a pista &lt;/strong&gt;do corpo do &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;. Bom texto, mas o meu desfecho seria o seguinte: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Finalmente, um fã que gravava a cena do 28º andar de um prédio na Tompkins Square Park (O Diabo Veste Prada), descobriu que a limusine com o esquife desapareceu numa garagem da rua 42 East, de onde, em seguida, saiu um caminhão em alta velocidade, levando um containter vermelho na direção do JF Kennedy, onde - como eu soube mais tarde - um Airbus canadense esperava para trazer o astro, disfaçado de produtos importados da Inglaterra, para o ser enterrado anonimamente no Cemitério do &lt;strong&gt;Chora Menino&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas, André, não se preocupe, a "humilhação" não durou muito: no dia seguinte, "&lt;strong&gt;a imprensa" &lt;/strong&gt;já tinha uma suspeita ou, pelo menos, uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;hipótese não descartada&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de homicídio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para justificar o balão. No mínimo, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;novos exames toxicológicos foram exigidos pela família&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (tudo sob segredo de investigação), o que também garantiria mais alguns dias de entertainement. Não era o Elvis que não tinha morrido? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;PS Valeu, Hugo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-120949516461004520?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/120949516461004520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-corpo-e-midia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/120949516461004520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/120949516461004520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-corpo-e-midia.html' title='O corpo e a mídia'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SlknY_qylbI/AAAAAAAAACQ/zz6lXZ_2UiU/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-3149914683962954301</id><published>2009-07-08T09:01:00.005-04:00</published><updated>2009-07-08T09:15:37.465-04:00</updated><title type='text'>A TV aberta faz sua parte</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356076231858167794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SlSa9IXRn_I/AAAAAAAAAB4/H0nqKi83-Zc/s400/som-furia+slims+and+arrows.jpg" border="0" /&gt;Retomando a discussão das &lt;strong&gt;novas mídias&lt;/strong&gt; mencionada aí abaixo, ainda dá tempo de conferir &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Som e Fúria&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (TV Globo, 22 hs), adaptação do &lt;strong&gt;Fernando Meirelles&lt;/strong&gt; – sempre forte, brasileiro e universal – da série canadense &lt;em&gt;“Slings and Arrows”,&lt;/em&gt; lançada em 2003. (Susan Coyne, Mark McKinney e Bob Martin). A produção consegue falar de &lt;strong&gt;intolerância religiosa&lt;/strong&gt; (o pastor convidado a encomendar o defunto Lourenço Oliveira podia ter sido copiado e colado desses programas evangélicos), &lt;strong&gt;desvios da administração pública&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;preconceito&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;obscurantismo&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;obstáculos à produção cultural&lt;/strong&gt; no país melhor do que muito folhetim. Além, é claro, da divina comédia de &lt;strong&gt;dramas humanos&lt;/strong&gt; – paixão, vaidade, frustrações, poder e glória – nos quais o autor usado como pano de fundo, o velho Sheakespeare, foi mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes, vi no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Metrópolis &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;da TV Cultura matéria corajosa sobre o site &lt;a href="http://www.teatroparaalguem.com.br/"&gt;http://www.teatroparaalguem.com.br/&lt;/a&gt;, que faz teatro pela internet. O apresentador-repórter &lt;strong&gt;Cunha Jr&lt;/strong&gt; entrevistou a idealizadora do projeto, &lt;strong&gt;Renata Jesion&lt;/strong&gt; (que divide a autoria com o fotógrafo e também diretor &lt;strong&gt;Nelson Ka&lt;/strong&gt;) e, logo depois, o ator &lt;strong&gt;Claudinei Brandão&lt;/strong&gt;, dos meus amigos &lt;strong&gt;Parlapatões&lt;/strong&gt;, que encena um dos espetáculos em cartaz. O site tem uma casa com três palcos (sala de e-star, sótão e grande sala) onde você assiste a peças e minisséries que pretendo ver em breve. Digo matéria corajosa não só por tratar de um &lt;strong&gt;veículo alternativo&lt;/strong&gt; na TV aberta – que sofre a concorrência direta das novas mídias – como pelo conteúdo informativo e cultural da reportagem, que faz companhia para a minissérie tratada no parágrafo acima e para outras produções de interesse como o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Profissão Repórter &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e o &lt;strong&gt;CQC do Tas&lt;/strong&gt; que, aqui entre nós, poderia começar mais cedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-3149914683962954301?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/3149914683962954301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/tv-aberta-faz-sua-parte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3149914683962954301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/3149914683962954301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/tv-aberta-faz-sua-parte.html' title='A TV aberta faz sua parte'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/TKJFsdi9jTI/AAAAAAAAANI/QvLtMNzjSR4/S220/imagem00.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/SlSa9IXRn_I/AAAAAAAAAB4/H0nqKi83-Zc/s72-c/som-furia+slims+and+arrows.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6426194211552904386.post-6696118709988110710</id><published>2009-07-03T10:32:00.007-04:00</published><updated>2009-07-23T09:07:59.892-04:00</updated><title type='text'>O blog da Petrobras e seus desdobramentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sk4vlOf1m8I/AAAAAAAAABw/M-KXEuFfU-A/s1600-h/empresas_midia_tenis_72.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354269323583396802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Wr-S41CnUA/Sk4vlOf1m8I/AAAAAAAAABw/M-KXEuFfU-A/s400/empresas_midia_tenis_72.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O blog &lt;strong&gt;Fatos e Dados,&lt;/strong&gt; que a Petrobras inaugurou há um mês (03/06), com o objetivo de &lt;strong&gt;esclarecer&lt;/strong&gt; os seus diferentes públicos sobre notícias em princípio &lt;strong&gt;infundadas&lt;/strong&gt;, publicadas a seu respeito &lt;strong&gt;nos meios de comunicação&lt;/strong&gt;, provocou uma forte reação da imprensa, nos dias subseqüentes: as perguntas começaram a ser publicadas &lt;strong&gt;antes das reportagens&lt;/strong&gt;. Mas a iniciativa trouxe à luz um novo debate sobre &lt;strong&gt;o papel e as características da imprensa&lt;/strong&gt; numa sociedade em que convivem &lt;strong&gt;produtores de conteúdo de diferentes matizes&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;veículos focados em públicos específicos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;redes sociais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a democracia não possa prescindir de uma imprensa livre e forte, é fato que as novas tecnologias &lt;strong&gt;abalaram a estrutura&lt;/strong&gt; dos meios convencionais a ponto de comprometer, ocasionalmente, alguns de seus princípios como a &lt;strong&gt;objetividade, a crítica e a isenção&lt;/strong&gt;. Isso vem ocorrendo desde que as &lt;strong&gt;técnicas de marketing&lt;/strong&gt; (pesquisa de mercado etc) começaram a interagir com a linha editorial de alguns veículos. No Brasil, &lt;strong&gt;a editorialização dos meios&lt;/strong&gt; foi agravada por outras questões, como a&lt;strong&gt; crise de gestão&lt;/strong&gt; de algumas empresas de comunicação (vide Gazeta Mercantil), algo que se conhece, mas &lt;strong&gt;raramente se discute&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acompanhar o noticiário sobre a &lt;strong&gt;CPI da Petrobras&lt;/strong&gt; desde a publicação de uma reportagem sobre a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;manobra contábil&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da companhia (10/05) – que deu origem requerimento do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pedindo a instalação da CPI (FSP, 14/05) – pudemos observar dois fenômenos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) embora o principal meio &lt;strong&gt;formador de opinião&lt;/strong&gt; no Brasil continue sendo a &lt;strong&gt;mídia impressa&lt;/strong&gt;, a produção do noticiário já sofre uma grande influência – para se dizer o mínimo – dos &lt;strong&gt;blogs jornalísticos&lt;/strong&gt; produzidos à margem da pauta dos grandes veículos, ao longo do dia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) a pressão sobre a Petrobras começou a aumentar a partir do dia 15/05, momento em que, apoiados pelos senadores da oposição, os veículos que já faziam uma &lt;strong&gt;cobertura crítica&lt;/strong&gt; à Petrobras e ao governo – até por dever de ofício – começaram a investigar e a noticiar, &lt;strong&gt;como irregularidades,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;atos nem sempre ilícitos ou ilegítimos&lt;/strong&gt; da companhia que, após a sua publicação, geravam uma &lt;strong&gt;nova rodada&lt;/strong&gt; de críticas da oposição (suítes), &lt;strong&gt;realimentando a caldeira na qual se cozinhava a reputação da empresa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos: &lt;strong&gt;as compras “sem licitação”&lt;/strong&gt; protegidas pelo Decreto-Lei 2745 contra a Lei 8.666 defendida pelo TCU; &lt;strong&gt;a “inviabilidade técnica” da mamona&lt;/strong&gt; na produção do biodiesel (inverídica); &lt;strong&gt;o sobrepreço na terraplenagem da refinaria Abreu Lima&lt;/strong&gt; (investigado pela PF e TCU, com o apoio da Petrobras), e &lt;strong&gt;o estouro no orçamento do gasoduto Urucu-Manaus&lt;/strong&gt; (justificado pelas condições adversas encontradas na região), entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início, o senador Álvaro Dias, autor do requerimento da CPI e o jornal que denunciou a &lt;em&gt;manobra contábil&lt;/em&gt; da Petrobras, alimentaram &lt;strong&gt;interesses recíprocos&lt;/strong&gt; no processo que deu origem ao blog &lt;strong&gt;Fatos e Dados&lt;/strong&gt;. O senador tentava instalar a CPI da Petrobras desde agosto do ano passado, quando começou a questionar o &lt;strong&gt;aparelhamento político&lt;/strong&gt; da companhia por conta de patrocínios sociais e culturais concedidos pela a ONGs e prefeituras ligadas ao PT. A &lt;em&gt;manobra contábil&lt;/em&gt; e as investigações da PF nas operações&lt;strong&gt; Castelo de Areia&lt;/strong&gt; (construtora Camargo Correia) e &lt;strong&gt;Águas Profundas&lt;/strong&gt; (empreiteira Iesa) foram apenas coadjuvantes nessa investida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da CPI e da cena política, na qual figuraram, como pano de fundo, a &lt;strong&gt;crise do Senado&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;desencontros na base aliada do governo&lt;/strong&gt;, o blog criado pela Petrobras para manter seus &lt;em&gt;stakeholders&lt;/em&gt; informados sobre o &lt;strong&gt;outro lado&lt;/strong&gt; considerado indispensável no processo de apuração jornalística, trouxe de volta a discussão sobre &lt;strong&gt;responsabilidade e poder&lt;/strong&gt; dos meios de comunicação. Afinal, os eventuais desvios de uma cobertura podem causar sérios danos na &lt;strong&gt;imagem e reputação&lt;/strong&gt; de pessoas e instituições, bem como das próprias empresas jornalísticas, que também dependem de &lt;strong&gt;ativos intangíveis&lt;/strong&gt; como a &lt;strong&gt;credibilidade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os &lt;strong&gt;meios alternativos&lt;/strong&gt; de contato com a sociedade por parte de indivíduos, empresas e instituições afetadas pela informação que circula na sociedade não são privilégio da Petrobras. Recentemente (há dois meses) e guardadas as devidas proporções (público acadêmico, imprensa estadual), o jornal &lt;strong&gt;Estado de Minas&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Universidade Federal de Minas Gerais&lt;/strong&gt; trocaram farpas numa situação semelhante, quando a instituição, &lt;strong&gt;sentindo-se injustiçada&lt;/strong&gt; pelas denúncias de irregularidades publicadas sistematicamente pelo veículo – &lt;strong&gt;criou um blog&lt;/strong&gt; para defender-se, no qual o próprio jornalista que vinha denunciando aqueles atos pediu &lt;strong&gt;direito de resposta&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque que a própria mídia concedeu ao &lt;strong&gt;blog da Petrobras&lt;/strong&gt; deveu-se, em grande parte, ao porte e &lt;strong&gt;à importância política e estratégica da companhia&lt;/strong&gt;, mas, também, aos seguintes outros fatores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) &lt;strong&gt;Não é&lt;/strong&gt; mais possível &lt;strong&gt;esconder fatos&lt;/strong&gt; de grande repercussão política, social ou institucional na &lt;strong&gt;sociedade da informação&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Na própria &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt;, empresas e instituições em situação de crise sempre terão, &lt;strong&gt;além de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;críticos, simpatizantes&lt;/strong&gt;. No caso da Petrobras, os blogs dos simpatizantes &lt;strong&gt;Luís Nassif&lt;/strong&gt; (04/06) e &lt;strong&gt;Paulo Henrique Amorim&lt;/strong&gt; (05/06) começaram a divulgar o Fatos e Dados imediatamente após a sua criação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A Petrobras &lt;strong&gt;cometeu um erro&lt;/strong&gt; que nem o arrojo dessa experiência justifica: começou a publicar as perguntas dos jornalistas que a procuravam (&lt;strong&gt;domínio da pauta&lt;/strong&gt;) antes das respostas (&lt;strong&gt;domínio da fonte&lt;/strong&gt;). A publicação desse conteúdo muito antes da publicação das reportagens desrespeitava o &lt;strong&gt;acordo tácito&lt;/strong&gt; entre fonte e veículo quanto à &lt;strong&gt;autoria&lt;/strong&gt; (exclusividade)&lt;strong&gt; da matéria jornalística&lt;/strong&gt;. Agindo assim, a empresa feriu um princípio ético de sua relação com a imprensa, &lt;strong&gt;cuja existência, repito, é fundamental numa democracia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro de avaliação da companhia quanto ao&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; da publicação&lt;/strong&gt; de sua versão dos fatos legitimou a reação da imprensa, no período de 05/06 a 09/06. No dia 10/06, a Petrobras recuou de sua decisão, passando a divulgar o conteúdo das reportagens somente depois da zero hora da data prevista para a sua publicação pelos meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o equívoco assinalado, &lt;strong&gt;a Petrobras pode ter transformado para sempre&lt;/strong&gt; as relações entre os veículos de comunicação e suas fontes, &lt;strong&gt;bem como as relações das fontes&lt;/strong&gt; de informação &lt;strong&gt;com seus diferentes públicos&lt;/strong&gt;, independentemente do papel social da informação e dos meios de comunicação, digamos, convencionais e seus novos recursos. Aí estão o &lt;strong&gt;blog do Planalto&lt;/strong&gt; (a ser lançado em breve) e as &lt;strong&gt;inúmeras perguntas&lt;/strong&gt; que tenho ouvido de empresários sobre a oportunidade ou a viabilidade de iniciativas semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog &lt;strong&gt;Fatos e Dados&lt;/strong&gt; levou, portanto, especialistas, formadores de opinião e dirigentes de empresas e instituições – que já vinham pensando no assunto – a refletir mais profundamente sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Petrobras, resta o benefício de &lt;strong&gt;um veículo&lt;/strong&gt; com o qual a empresa poderá contar – &lt;strong&gt;quando e se a CPI for instalada&lt;/strong&gt; – para manter o seu público de parceiros, funcionários, investidores e consumidores &lt;strong&gt;informados sobre a sua conduta&lt;/strong&gt;, quando o processo de denúncias, investigações e eventuais acusações capazes de atingir a sua reputação se intensificar. Quem procurar esse veículo, no entanto, terá que usar uma &lt;strong&gt;lente ainda mais acurada&lt;/strong&gt; do que a que costumamos usar em nossa leitura diária da grande imprensa para nos mantermos razoavelmente informados sobre o que vai pelo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6426194211552904386-6696118709988110710?l=blogdorobertopinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/feeds/6696118709988110710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-blog-da-petrobras-e-seus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6696118709988110710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6426194211552904386/posts/default/6696118709988110710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdorobertopinto.blogspot.com/2009/07/o-blog-da-petrobras-e-seus.html' title='O blog da Petrobras e seus desdobramentos'/><author><name>Roberto Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10516240986844320743</uri><email>noreply@blogg
